04/04/2026
Hoje celebra-se o Dia Mundial dos Animais de Rua e importa reforçar uma mensagem essencial: a presença de animais na via pública não representa bem-estar animal — evidencia, sim, falhas na prevenção, na responsabilização e na gestão.
Os animais errantes constituem um desafio sério, com impactos no bem-estar animal, na saúde pública e na segurança. Esta realidade resulta, em grande medida, de comportamentos humanos evitáveis, como o abandono, a ausência de esterilização e a reprodução descontrolada.
A resposta deve, por isso, centrar-se nas causas do problema e não na sua perpetuação.
A Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) reconhece a necessidade do programa CED (Captura-Esterilização-Devolução) quando aplicado a gatos assilvestrados ou ferais, tendo em conta as características específicas da espécie. No entanto, considera que a sua aplicação a cães representa sérios riscos do ponto de vista social, da saúde e segurança públicas.
Para combater este problema, foram já apresentadas propostas concretas, assentes em quatro eixos fundamentais:
* Reforço da detenção responsável
* Regulação da reprodução de animais de companhia
* Reforço da capacidade municipal para captura, alojamento digno com reforço de programas de sociabilização e adoção
* Controlo do comércio de animais, nomeadamente em ambiente online
A proteção dos animais exige compromisso, responsabilidade e políticas eficazes. Prevenir continua a ser o caminho mais seguro e sustentável para a prevenção da errância animal.