31/01/2026
Dormir com os nossos filhos enquanto são pequenos não é um hábito, é um tempo emprestado.
É o peso quentinho ao nosso lado, a respiração descompassada, a mão pequenina que nos procura no escuro como quem confirma: “a mãe está aqui”. São noites mal dormidas, costas cansadas, espaço roubado… e, ainda assim, são algumas das memórias mais cheias que alguma vez vamos guardar.
Há dias em que desejamos silêncio, cama só nossa, lençóis esticados. Mas um dia, e chega sem avisar, eles já não vão querer dormir connosco. A porta fecha-se, o beijo de boa-noite f**a mais rápido, e aquele pedido doce de “posso dormir contigo?” transforma-se em autonomia.
É bonito, sim. Mas dói. Dói porque percebemos que aquele tempo acabou e que não volta.
A maternidade é feita destes paradoxos: o cansaço que se mistura com gratidão, a exaustão que anda de mãos dadas com um amor impossível de explicar. Aproveita.
Mesmo quando custa. Mesmo quando te sentes no limite. Porque um dia vais dar tudo para ouvir outra vez aquela respiração ao teu lado, para sentir um pé gelado encostado às tuas pernas, para acordar com um sorriso despenteado colado a ti.
Eles crescem. Sempre. E nós f**amos com as saudades. Que estas noites fiquem na memória como um abraço longo, daqueles que aquecem o coração para sempre. ❤️