Rita Jacobetty - Comportamento e Bem-estar Animal

Rita Jacobetty - Comportamento e Bem-estar Animal Ajudo famílias a compreenderem os seus animais e pet business a servirem melhor os seus clientes.

Todos os elementos da vida do animal são uma ferramenta para melhorar o seu bem-estar e modif**ar problemas de comportamento que possam existir. A minha metodologia passa por analisar e trabalhar o comportamento dos animais mas também a sua saúde, a sua condição física e alimentação, o exercício físico, a estimulação mental e o descanso a que têm acesso, o ambiente que os rodeia e o contexto do se

u dia-a-dia, as relações sociais que têm, o treino que fazem e também a brincadeira, entre tantos outros factores. O trabalho com os animais implica sempre a participação dos seus tutores, porque os animais não falam mas principalmente porque sabemos que não há nada mais importante na vida de um cão ou de um gato que as suas pessoas, e são quem mais influencia o seu comportamento e o seu bem-estar. As relações familiares são também muitas vezes a origem de vários problemas na vida dos animais de companhia, ou porque nem todos os humanos com quem vivem têm as mesmas regras, ou porque existe falta de confiança, ou até porque a comunicação entre espécies está a falhar. O meu trabalho é ser o elo de ligação entre os animais e os seus familiares humanos. Interpretar a sua comunicação, diagnosticar o seu comportamento e bem-estar e recomendar modif**ações que possam melhorar a convivência de todos, com respeito pelas necessidades dos animais, mas também pelas possibilidades dos tutores. A minha fundamentação será sempre científ**a e apoiada nos mais recentes avanços na psicologia animal. Na interacção com os animais procuro ser muito natural, sem os manipular, nem forçar e não castigo nem uso aversivos. Trabalho os comportamento desejados reforçando-os de forma positiva e os indesejados procurando comportamentos alternativos e incompatíveis. O objectivo, mais do que mudar comportamentos, é mudar emoções, e transformar um animal ansioso, agressivo, inquieto, medroso ou excitado num animal feliz e tranquilo.

Que se salve a humanidade e que se salve a natureza.Empatia é a partilha da emoção do outro, ver o mundo pelos seus olho...
22/03/2020

Que se salve a humanidade e que se salve a natureza.

Empatia é a partilha da emoção do outro, ver o mundo pelos seus olhos e ser capaz de compreender as suas acções.

Solidariedade é integrar uma comunidade e cuidar do próximo, é ter um propósito maior e trabalhar para ele, é a bondade altruísta e a interdependência ao mesmo tempo.

A nossa humanidade está em apuros por falta de empatia e de solidariedade. Falaram mais alto valores egoístas e perdeu-se o orgulho de ser uma parte do todo. Até que, na ameaça colectiva, descobrimos que a autopreservação depende da união, do todo em que as partes colaboram, da coragem dos mais fortes e da preservação dos indefesos.

A nossa sociedade come animais em números absurdos. Explora intensivamente os que domesticámos dentro de fábricas de morte. Caça-os nos cantos mais recônditos e traz de lá o que não nos pertence, incluindo vírus inesperados. Devasta rios, mares e oceanos com esquadrões de barcos e cultivos enjaulados. Tira o que não é seu, deixa o que não é natural.

A nossa sociedade rouba território à natureza, destrói o seu equilíbrio e expulsa os seus habitantes para instalar cimento triste, rotinas de stress, parentalidade sem tempo, humanos sem vida. Os animais são resgatados para um cativeiro ao serviço do entretenimento, da educação, da ciência, da indústria…

O vírus dos animais que não deixámos em paz quer nos matar a sociedade. A humanidade não quer e une esforços. A solidariedade desperta e estende a mão a idosos, a comerciantes, a cuidadores exaustos… aos outros que são nossos. A comunidade responsabiliza-se e protege os seus fracos, o instinto desperta no cuidar das crias e as famílias encontram-se e os guardiões revelam-se. A empatia mostra o sofrimento da solidão e do medo, faz-nos valorizar as liberdades que roubamos aos outros e ensina a sentir a felicidade do outro primeiro que a nossa.

Mata mas também nos torna mais fortes.
Reaviva o espírito comunitário e de entre-ajuda.
Aproxima famílias e ensina a ser feliz com pouco.
Motiva ao voluntariado e distingue heróis.
Abranda a destruição do ambiente e prova o caminho do futuro.
Reduz a morte de animais e o ataque ao seu sofrimento.
Acaba com a tolerância ao cativeiro de quem é selvagem e não nos pertence.

O vírus dos animais que não deixámos em paz vai salvar a humanidade e a natureza.
Não devia ser preciso morrer.
Não pode voltar a acontecer.
Não vamos deixar que seja em vão.

Vamos mudar.

Salva a humanidade e a natureza:




A idade dos cachorros irem à rua é já! 🐶💪Os cachorros não devem esperar pelo fim da primovacinação para irem à rua. Tal ...
07/03/2020

A idade dos cachorros irem à rua é já! 🐶💪

Os cachorros não devem esperar pelo fim da primovacinação para irem à rua. Tal como os humanos não devem f**ar em casa até aos 5 anos de idade. Devia ser óbvio que não é saudável uma cria viver numa bolha, mas não é. Em Portugal há o mito generalizado de que temos de proteger os cachorros de viroses a todo o custo.

E qual é o custo? A socialização tardia dos nossos cães e o surgimento de problemas na idade adulta — agressividade, medos e fobias, ansiedades... esse é o custo.

Desde o momento em que um cão recém-nascido começa a dar os primeiros passos que está a aprender a relacionar-se com o mundo. Tudo é desconhecido e potencialmente perigoso, se tivesse medo, um cachorro com 3 semanas f**ava imobilizado debaixo das saias da mãe. A natureza tirou-lhe o sentido de medo temporariamente para estimular a exploração e a experimentação. Quando o cachorro interage com o mundo regista: o que correu bem vai repetir, o que correu mal vai evitar, construindo memórias sensoriais e relacionais.

Essas memórias f**am marcadas para a vida, ajudando-o a navegar experiências novas com as referências do passado. Um cachorro que cresceu numa bolha não tem referências. Um cachorro que teve más experiências torna-se pessimista ou traumatizado.

Este período sensível da sociabilização começa a fechar aos 3 meses de idade. Depois, já só podemos remediar o mal feito. Até lá, os cachorros precisam de ver o mundo, de tocar, cheirar, ladrar, correr, de viver todas as situações que vão encontrar em adulto.

Sim, há riscos. Mas morrem mais cães no mundo por problemas de comportamento do que por viroses em cachorro. Precisamos de começar a vacinar os cães para as doenças da mente. Essa vacina chama-se sociabilização.

A idade para levar o cachorro à rua é agora. 🙌

PS: Obviamente não deixem de vacinar os vossos cachorros e de ser super cuidadosos com a exposição a situações de risco!

“Alguns estavam magros, mas não os tratei mal”Lembro as cinco liberdades do bem-estar animal reconhecidas pela Organizaç...
21/02/2020

“Alguns estavam magros, mas não os tratei mal”

Lembro as cinco liberdades do bem-estar animal reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde Animal e adoptadas internacionalmente como referência no combate aos maus-tratos:

1. Liberdade de fome, desnutrição e sede.
2. Liberdade de medo e stress.
3. Liberdade de desconforto físico e térmico.
4. Liberdade de dor, ferimentos e doença.
5. Liberdade para expressar comportamentos naturais.

Para respeitarmos as liberdades dos nossos animais temos que olhar para eles como quem quer ver, temos que ouvir o que nos dizem antes de querermos que ouçam o que lhes dizemos, temos que saber quem são, o que precisam, e respeitar as suas necessidades, mesmo as que são diferentes das nossas.

Estas cinco liberdades são óbvias. O mau-trato destes animais é óbvio. Para quem quer ver, ouvir e respeitar.

Mesmo tendo perdido a fé em quem maltrata animais como profissão, como negócio, e como lazer – sim, toureiros, criadores e caçadores –, ainda acredito na bondade das pessoas. E acredito que todos podemos usar estes casos para crescer e sermos melhores no trato dos animais. Que a crítica do péssimo não nos faça julgar-nos perfeitos.

Aproveitem para refletir:
• Eu olho, oiço e respeito os meus animais? Eles são verdadeiramente livres?
• Eu olho, oiço e respeito os animais que consumo? Os animais com que me cruzo? Os animais da minha sociedade?



Sobre este caso, e tantos outros: https://www.publico.pt/2020/02/19/sociedade/noticia/cavaleiro-joao-moura-detido-maltratar-caes-1904847

Sobre as cinco liberdades: https://www.animalhumanesociety.org/health/five-freedoms-animals

Porque é que os cães nos amam? ❤️Não é de estranhar que os nossos cães nos amem. Construímos diariamente uma relação pro...
14/02/2020

Porque é que os cães nos amam? ❤️

Não é de estranhar que os nossos cães nos amem. Construímos diariamente uma relação profunda com eles e somos a origem de quase tudo o que importa na sua vida. Estranho, é que os cães tenham a capacidade de amar desconhecidos, quem os cumprimenta na rua, o técnico que vai ler o gás lá a casa, o colega de trabalho que se ofereceu para fazer petsitting no fim-de-semana.

Em 2017 uma equipa multidisciplinar dedicou-se ao estudo da componente genética por detrás da hipersociabilidade dos cães. Identif**aram um gene nos cães que, em humanos, é responsável pela síndrome Williams-Beuren. Esta alteração genética está associada a pessoas indiscriminadamente amistosas, que não têm medo de desconhecidos, que são muito sociais, sorridentes e carinhosas, e que confiam facilmente. Nos cães, acredita-se que este gene poderá estar associado ao processo de domesticação e que seja o que os distingue dos seus antepassados selvagens. Esta poderá ser a pista que explica a capacidade única que os cães têm de amar. A nós, aos nossos, e a todos os outros.

Mas como qualquer predisposição genética, este traço tem que ser activado pelos factores ambientais, ou seja, a experiência de vida do cão.

Como já sabemos há muito, o período de sociabilização dos cães é essencial na determinação das suas características sociais. Aproximadamente entre as 3 e as 12 semanas de vida os cães estão a aprender a como se relacionar com o mundo e com outros seres vivos. A qualidade e quantidade das relações que desenvolvam neste período será chave para definir as suas interacções sociais futuras.

Um cão pastor que cresça no meio de um rebanho de ovelhas, vai amar as ovelhas como sendo a sua família, vai protegê-las das ameaças, procurar o seu carinho e sofrer com a sua separação. Um cão criado com gatos, vai amar gatos. Um cão criado com humanos, vai amar humanos.

E um cão criado sem humanos, vai temer humanos. Este é o gigante tamanho da influência do período de sociabilização. Aquela personalidade cativante de pateta amoroso cujos olhos brilham quando encontram qualquer sinal de atenção e reciprocidade, tem de ser cultivada. É preciso que desde as 3 semanas de idade os cães tenham contactos amáveis e delicados com humanos. É preciso que comecem a explorar o mundo com a confiança e incentivo de humanos presentes e disponíveis. É preciso terem a liberdade para ir a todo o lado e experimentarem de todos os humanos o mesmo carinho, sejam altos ou baixos, idosos ou gatinhantes, barulhentos ou tímidos ou exuberantes ou mascarados ou coxos. Tudo isto antes das 12 semanas, antes da consolidação dos medos, antes de aprenderem a recear o desconhecido.

Os cães amam-nos porque não o podem evitar, é o seu instinto. Porque a sua inteligência emocional evolui para formarem connosco relações tão fortes que nos desarmam. Porque são a espécie mais capaz de empatizar connosco e mais capaz de nos amar incondicionalmente.

Neste dia dos namorados podemos devolver este amor. Podemos apadrinhar um cão que não tem ninguém. Podemos dar-lhe o presente do nosso donativo mas também da nossa visita, de um momento de carinho, de um passeio em companhia.

Contactem a associação mais perto de vocês, façam-se padrinhos ou ofereçam o apadrinhamento à vossa cara metade e recebam em troca o mais puro dos amores, o amor de cão.



Inspirado no brilhante artigo de James Gorman: https://www.nytimes.com/2019/11/22/science/dogs-love-evolution.html

Porque é que os cães m***am? 🐕❤️🐕Claro que há contextos em que os cães m***am para acasalar, mas a maior parte das vezes...
11/02/2020

Porque é que os cães m***am? 🐕❤️🐕

Claro que há contextos em que os cães m***am para acasalar, mas a maior parte das vezes, claramente que não é essa a motivação. E o nosso cão m***ar a perna das visitas, o peluche dos miúdos, ou os cães no parque pode ser muito embaraçoso 🙈 mas não devia!

Montar é um comportamento normal, registado em todo o tipo de cães e até mesmo nos seus primos selvagens. Ainda não se sabe bem porque é que aparece em contextos deslocados do acasalamento mas é mais provável que esteja associado a comportamentos afiliativos (de amizade) do que agnósticos (de conflito).

O que sabemos é que o comportamento de m***a surge tipicamente em situações de grande excitação e num pico de interacção social – seja com outros cães ou com humanos. Ou seja, parece ser um extravasar de energia ou até de ansiedade que transborda para o sistema sexual.

Há também uma teoria que explora o m***ar como um comportamento provocatório, quer para incentivar o amigo à brincadeira, quer para testar a força da sua amizade na tolerância e paciência a ser chateado. 😬

Portanto, m***ar é um comportamento que a ciência ainda não compreende totalmente. É perfeitamente normal mas surge em momentos de algum excesso emocional, e por isso faz sentido estarmos atentos às circunstâncias.

E o que podemos fazer? Dica do guru Bekoff é fazer um diário das situações em que o nosso cão mostra este comportamento para identif**ar o que acontece antes e depois, de forma a compreender melhor o comportamento, o nosso cão, e se vale a pena intervirmos.

Em caso de intervenção, a melhor tática é baixar a intensidade do momento, sossegar o cão e o ambiente e dar-lhe um mimo e uma pausa para aliviar qualquer tensão.

O que não fazer? Não ralhar, não f**ar embaraçado, não achar que o cão é “dominante”…

O cão, é cão. E os cães m***am.



Para quem quiser aprofundar o tema aqui f**a uma excelente dissertação: https://thebark.com/content/humping-why-do-dogs-do-it

Esta foto triste representa muitos futuros felizes 😊❤️💪Foi ontem resgatada mais de uma centena de animais duma situação ...
28/11/2019

Esta foto triste representa muitos futuros felizes 😊❤️💪

Foi ontem resgatada mais de uma centena de animais duma situação de maus-tratos e, mais do que vos falar sobre o passado deles, quero vos falar sobre a alegria que eles vão sentir quando sararem as feridas, quando voltarem a confiar nos humanos, quando aprenderem a brincar e quando finalmente forem adoptados por uma família que os souber amar!

Neste momento os cães e gatos da acumuladora de Arruda dos Vinhos estão distribuídos por várias associações. Já comeram, já beberam e têm todos uma cama quente e segura mas precisam ainda de muitos cuidados. Todos têm de ser vacinados, é preciso tratar as doenças e ferimentos que tenham, os peludos precisam desesperadamente de banhos e tosquias, os mais magros precisam de alimento de qualidade e muitos precisam de passeios regulares para recuperar os músculos que nunca foram usados. E todos, todos eles precisam da atenção de um humano paciente, gentil e carinhoso que se sente – sem pressas! – ao seu lado e que os deixe dar alguns passos na sua direcção. Porque todos eles têm medo e alguns pânico, e estas emoções só se curam com muita dedicação e muito tempo.

As associações que os receberam estão todas lotadas e dizerem que sim a estes animais é esticar os limites das suas capacidades. Os cães e gatos foram resgatados mas ainda precisam de muita ajuda e as associações precisam do vosso apoio. Façam donativos, voluntariem-se, apadrinhem um animal, dêem-lhe acolhimento temporário ou adoptem.

Façam parte do futuro destes cães e gatos, estejam lá para ver a alegria deles com os primeiros mimos, as primeiras brincadeiras e os primeiros passeios pelo mundo!

Falem com a União Zoófila, com O Cantinho da Milú, com a Tico & Teco e com a SOSAnimal - Grupo de Socorro Animal de Portugal e perguntem como podem ajudar.

Eles já roubaram o meu coração, só falta mais uma centena para haver corações para todos ❤️

ONTEM ACONTECEU EM PORTUGAL UMA MEGA OPERAÇÃO DE RESGATE E UMA GRANDE EVOLUÇÃO NA DEFESA DO DIREITO DOS ANIMAIS

Foram 105 animais vivos resgatados, cento e cinco!

O Núcleo de Investigação de Crimes e Contraordenações Ambientais da Guarda Nacional Republicana montou uma operação inédita de resgate de mais de cem animais que viviam em muito mau estado, em colaboração com a Câmara Municipal da Arruda dos Vinhos.

À União Zoófila foi solicitada pela Autoridade colaboração com vista à defesa dos direitos, saúde e bem-estar destes animais. Se poderíamos ter dito não? Não, não poderíamos. Se o tivéssemos feito teríamos condenado centenas de animais a uma vida de horror e sofrimento: aqueles que ontem foram resgatados e aqueles que amanhã viriam a estar em situação semelhante. Fizemo-lo, também, por aqueles que no passado viveram uma vida de horror e não puderam ser salvos. Há mais de 15 anos que a comunicação social divulga notícias sobre o comportamento compulsivo e animais em mau estado na posse da pessoa a quem ontem foram apreendidos os 105 animais.

A União Zoófila coordenou e responsabilizou-se pelo acolhimento e transporte de todos os animais resgatados e contou com o apoio incansável, entre outras, do Cantinho da Milú, do Mário F. e do Rubem C., da Tico e Teco, da SOS Animal, que ajudaram no acolhimento e a quem muito agradecemos. No aconselhamento jurídico, a importante ajuda da Dra. Sandra Horta e Silva do Observatório Nacional para a Defesa dos Animais e a Dra. Sónia Henriques Cristóvão. No abrigo, a preciosa ajuda da Rita Jacobetty, permitiu reduzir o stress dos animais acolhidos e organizá-los por grupos funcionais e harmoniosos.

O dia de ontem começou às 5h da manhã e terminou à meia-noite. Foi um dia de cansaço, lágrimas, alegria e esperança, esperança que ontem tenha começado uma vida melhor para todos os animais em Portugal.

Os olhos deles, não os vamos esquecer nunca, neles vimos aquela que foi uma vida de horror, isolamento, negligência e maus-tratos. Àqueles que por nós, União Zoófila, tornaram esse dia possível, muito muito obrigada: Margarida, Luísa, Ana, Conti, Mafalda, Lurdes, Beatriz, Joana, Miguel, Laura, Margarida R. Gustavo, Zé, Joana T., Júlia, Elisabete, Gonçalo, Marisa, Rita, Beatriz C., Rita J., André, Marisa F., Inês, Joaquim, Bruno, Diana, Mariana, Pedro, Ricardo, Fernando e Maria.

Queremos, também, enaltecer o trabalho fabuloso feito pela Guarda Nacional Republicana e pela Câmara Municipal da Arruda dos Vinhos, ontem trouxeram esperança a todos os animais vítimas de maus tratos.

Hoje é o primeiro dia do resto da vida deles.

Ontem adormecemos com esperança, hoje acordámos apreensivos. É preciso limpar-lhes as feridas, tratá-los, desparasitá-los, vaciná-los, esterilizá-los, socializá-los, encaminhá-los para adopção.

São 105 animais à responsabilidade da União Zoófila, é preciso comprar muita coisa: desparasitantes internos e externos, vacinas, ração especial, patés, medicação, casotas e camas confortáveis, mantas quentes.

Formas de ajudar:

https://www.paypal.me/uniaozoofila/
MBWAY 934 606 853
IBAN PT50 0033 0000 00580204223 56 (envie-nos o comprovativo e dados a constar no recibo para [email protected])

07/11/2019

Novidades do cão com medo de pessoas que estou a reabilitar! 🐶👋

Primeiro, a menina já tem nome, chamei-lhe Lady Arya Stark, e é corajosa, resistente, independente e muito inteligente como a personagem da Guerra dos Tronos 😁

A Arya já está comigo há 30 dias e fez grandes progressos! Lembram-se de como ela parecia um bicho selvagem com pânico de mim? Vejam o dia 1 aqui 👉 https://youtu.be/CH36lI0WHHQ

Neste vídeo partilho as 5 REGRAS DE OURO para facilitar o período de ambientação de qualquer cão numa casa nova. Faço um relato de como correu o primeiro mês cheio de vídeos da evolução da Arya. E mostro-vos o ponto de situação dos sucessos que conquistámos e dos desafios que encontrámos.

✅ Deixem um COMENTÁRIO com dúvidas ou sugestões, quero muito saber a vossa opinião 🤔💭
✅ Façam LIKE se gostaram para que eu saiba se estou a trabalhar bem 👍😊
✅ E por favor SUBSCREVAM o meu canal no YouTube para eu poder desbloquear novas funcionalidades e para me motivarem a fazer mais vídeos 🎥👩‍🏫 👉 https://www.youtube.com/channel/UC2Qv9OOJKeZsNjfYtgdogrw

- - - - - - n o t a s d o v í d e o - - - - - -


🔴 As 5 regras de ouro do 1º mês:

1️⃣ 01:31 - Utilizar difusores de feromonas
• O ADAPTIL vende-se em veterinários e podem também comprar online. Através deste link podem contribuir com uma comissão para o meu trabalho 👉 https://amzn.to/2WxRyL7
2️⃣ 01:57 - Fazer um ninho
3️⃣ 02:37 - Criar estabilidade
4️⃣ 03:06 - Deixar o bicho em paz
• Vejam o meu vídeo sobre como dar mais liberdade e exigir menos dos nossos animais 👉 https://youtu.be/B0MXDrwEj3g
5️⃣ 03:59 - Castigos zero

🔴 Relato do 1º mês:

➡️ 05:01 - A primeira semana foi desesperante
➡️ 05:38 - Mudança de estratégia: os 7 cães auxiliares
➡️ 09:01 - A importância da facilitação social
• Leiam o blog post da "Eileen and Dogs" sobre o tema 👉 https://eileenanddogs.com/blog/2016/10/14/local-enhancement-socially-facilitated-behaviors-dogs/

🔴 Ponto de situação:

➡️ 09:57 - Os sucessos
➡️ 09:57 - Os desafios
• 10:17 - Medo, ansiedade & stress
• 11:49 - Alimentação
• 13:03 - Higiene & saúde
• 14:14 - Xixis & cocós
➡️ 14:59 - Os próximos passos

27/10/2019

O meu cão tem de me obedecer. O meu gato não pode fazer o que lhe apetece. Quem manda aqui sou eu!

É tentador ter esta visão sobre a nossa relação mas esta não é a melhor forma de construirmos uma convivência harmoniosa com os nossos animais.

E se o nosso animal disser que não? Devemos contrariar ou respeitar a sua vontade? Afinal quem é que manda lá em casa?!



Saiu mais um estudo que mostra que as aulas para cachorros (puppy classes) têm efeito no comportamento futuro dos cães, ...
16/10/2019

Saiu mais um estudo que mostra que as aulas para cachorros (puppy classes) têm efeito no comportamento futuro dos cães, prevenindo comportamentos agressivos, melhorando a capacidade de treino e reduzindo medos e sensibilidade ao toque. 🐕👩‍🏫📚

Este estudo foi feito em Espanha onde a realidade dos animais de companhia é semelhante à nossa mas ainda assim muito mais avançado na investigação em comportamento animal e na prevenção e tratamento de problemas.

Por todo o mundo há estudos semelhantes e há mais de 20 anos que profissionais do comportamento falam na importância da aprendizagem social durante o período de sociabilização (3 a 12 semanas de idade) e oferecem puppy classes e outras soluções para trabalhar o correcto desenvolvimento dos cachorros e prevenir problemas futuros.

Mas a verdade é que a maioria de nós não inscreve os seus cachorros em aulas! Numa sondagem ainda a decorrer mais abaixo na página, 84% de vocês dizem que não frequentaram puppy classes.

É um tema muito importante que merece uma reflexão mais profunda e gostava de saber a vossa opinião. O que é que vos leva a não aderir às aulas? Voltando atrás no tempo mudariam alguma coisa? Se pudessem criar as puppy classes perfeitas como gostariam que fossem?



Estudo citado: González-Martínez, Á., Martínez, M. F., Rosado, B., Luño, I., Santamarina, G., Suárez, M. L., … Diéguez, F. J. (2019). Association between puppy classes and adulthood behavior of the dog. Journal of Veterinary Behavior. https://doi.org/10.1016/j.jveb.2019.04.011

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