24/06/2020
Um estudo de levantamento recente, levado a cabo por uma das referências ao nível da Fisioterapia e Condicionamento Físico Canino, onde foram analisados 400 cães, chegou à conclusão que 62% dos cães analisados apresentavam Core fraco.
Mais alarmante é, quando a análise passou para 20 cães de uma equipa de topo de agility, muitos a competir a nível mundial, apenas 2 desses cães apresentavam Core forte.
Isto demonstra que apesar do nível a que os cães estão a competir/treinar, não significa que tenham a preparação física necessária para isso. O grande problema de não existir Core com força adequada é muito resumidamente um: lesões.
O Core tem diversas funções, mas maioritariamente pode dividir-se as suas funções como estabilizadoras (o que mantém o corpo "fixo" para existir movimento dos membros, etc. ) e mobilizadoras (flexões da coluna, etc).
Estas funções são determinantes para sabermos qual delas vamos trabalhar para ter o resultado que pretendemos... De uma forma muito simplista, se trabalharmos estes músculos como estabilizadores, vamos estar a actuar na prevenção de lesões, se trabalharmos como mobilizadores, estamos a trabalhar componentes específicos do plano de condicionamento (ex.: Velocidade, potência, etc).
Para qualquer cão é importante haver um Core forte, principalmente porque diminui o risco de lesões... Se temos menos lesões, temos menos desconforto no animal (mesmo que ele não o demonstre), menos tempo em que ele está afastado do treino desportivo, menos dinheiro em tratamentos, etc... Só vantagens ;)