20/07/2026
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No mundo animal, os pets são mestres em conseguir o que querem através de expressões faciais e outros artifícios. Apesar de parecer um tipo de “manipulação”, especialistas ouvidos pelo Metrópoles apontam que o comportamento tem ligação com a aprendizagem associativa e com a cognição social dos cães.
Basicamente, os cachorros são mestres em observar padrões de comportamento, especialmente os de seus tutores. Dizer que eles nos “manipulam” é uma forma de descrever a ação de maneira humanizada quando, na verdade, há uma explicação científ**a por trás.
“Se o cão chora ou senta perto da mesa e o tutor lhe dá um pedaço de comida, o cérebro do animal registra: ‘Comportamento X gera a recompensa Y’. Ele não está elaborando um plano para enganar o humano, mas sim simplesmente aprendendo quais comportamentos produzem resultados favoráveis. É uma estratégia extremamente eficiente de adaptação e convivência”, explica o veterinário Igor Zimovski, do Centro Universitário do Planalto Central Professor Apparecido dos Santos (Uniceplac), em Brasília.
Segundo Zimovski, vários estudos comprovam a capacidade dos cães de ligar as expressões faciais e variações de tom de voz a consequências positivas ou negativas. Por exemplo, um rosto bravo indica uma interrupção da interação ou uma bronca, enquanto um sorriso ou tom de voz amigável costumam vir acompanhados de atenção, carinho ou recompensa – e os cachorros aprendem esses sinais.
Um trabalho liderado por pesquisadores da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, identificou que grande parte dos cães domésticos tem o músculo da parte interna das sobrancelhas mais desenvolvido do que nos lobos, o que produz a “cara de tadinho” que muitas vezes nos manipula. Os resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
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📸 Unsplash