União Zoófila

União Zoófila A acolher, recuperar e encaminhar cães e gatos para adopção desde 1951. Ajuda-nos❤️
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O abrigo da União Zoófila estará encerrado ao público nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, mas as rotinas internas com os animais e as atividades voluntárias serão realizadas normalmente.

Gal, pediram-me para escrever sobre ti.Pediram-me para abrir o coração e fazer um apelo. Pediram-me para encontrar as pa...
28/05/2026

Gal, pediram-me para escrever sobre ti.
Pediram-me para abrir o coração e fazer um apelo. Pediram-me para encontrar as palavras certas, daquelas que fazem alguém parar no meio de dezenas de publicações e pensar “é ela”.
Mas a verdade é que me sinto de mãos atadas. Porque isto não é só um texto. É um peso enorme. É o peso do teu futuro. O peso da tua última oportunidade de conhecer uma casa. O peso da chance de alguém descobrir quem tu realmente és quando não estás apenas a sobreviver num canil.
E isso assusta-me.
Assusta-me porque há tantos apelos todos os dias. Tantos cães, tantas histórias. Tantas fotografias que aparecem por segundos e desaparecem logo a seguir, como se uma vida inteira pudesse ser ignorada num deslizar de dedo. E eu queria tanto que isso não acontecesse contigo.
Porque isto não é um apelo sobre um cão.
É sobre ti, Gal.

E pela Gal, falo para vocês.
A Gal já não tem um olhinho e pouca coisa consegue ainda ver com o outro.
E talvez seja por isto que nos custa tanto ver a diferença no seu corpo quando se sente perdida e desorientada no meio do recreio, e a forma como toda a sua linguagem corporal muda no segundo em que reconhece um cheiro amigo perto de si.
A forma como a vemos ao longe, a avançar com passos cautelosos, como se estivesse sempre a tentar decifrar o mundo à sua volta, a calcular cada movimento porque já não consegue confiar no que os olhos lhe dizem. Sem saber exatamente para onde está a ir, nem o que está prestes a encontrar. Mas depois, basta a nossa voz atravessar o espaço que nos separa… e nesse instante, nada mais é importante. Nem o medo, nem a incerteza, nem a direção, nem o desconhecido. Só o som que reconhece. Só o caminho até nós.
E este apelo é sobre isto.
Sobre salvar uma cadela que, de alguma forma, todos os dias nos salva a nós. Sobre dar-lhe um lar com a garantia de que ela própria será casa para alguém.
Dêem-lhe uma chance. Sejam Família de Acolhimento Definitivo da Gal.
Vejam-na, por favor.

Gal: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_cao.jsp?inst_id=13&animal_id=14318&origem=pesquisa&navigation=null #

Torna-te FAD: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScJxX6dHC3qDmtdYr0BaleI89Ukkr2UYH52Nu0TkRlS8raIZw/viewform

24/05/2026

Gavião. 10 anos a sobreviver na rua. 10 anos exposto ao calor extremo, ao frio, à fome, às tempestades, aos fogos de artifício, a possíveis envenenamentos e à crueldade de pessoas que o enxotavam simplesmente porque a sua presença incomodava. 10 anos a viver como apenas mais um cão de matilha, invisível para quase todos.
O Gavião pertencia à matilha do Taguspark e era um cão extremamente medroso. Durante anos, os cuidadores tentaram apanhá-lo de todas as formas possíveis, mas sem sucesso. A rua ensinou-o a fugir para sobreviver. E sobreviver na rua é isto: acordar todos os dias sem garantia de chegar vivo ao seguinte.
Ao fim de 10 anos, foi finalmente apanhado neste estado. Foi preciso o corpo deixar de aguentar para o medo dos humanos deixar de ser maior. Já sem forças, deixou-se levar.
O nosso propósito é salvar animais vítimas do abandono, mas a realidade é que as associações estão a rebentar pelas costuras. Todos os dias recebemos pedidos de ajuda que não conseguimos aceitar. E isso acontece porque continua a existir uma enorme falta de educação e responsabilidade em relação à causa animal.
Continua a haver quem veja os animais como objetos descartáveis, presentes de Natal, impulsos momentâneos ou ferramentas para preencher vazios emocionais. Continua a haver quem não esterilize, quem abandone à primeira dificuldade, quem deixe animais reproduzirem-se sem qualquer controlo e depois espere que as associações resolvam tudo.
Mas nós não conseguimos salvar todos. Nenhuma associação consegue.
Enquanto a mentalidade não mudar, vão continuar a existir cães como o Gavião: cães que passam uma vida inteira esquecidos, doentes e a sofrer nas ruas, até o corpo deixar de resistir.

Precisamos de ajuda para continuar.

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Há gatinhos que passam pelo abrigo e rapidamente encontram uma família. E depois há todos os outros, aqueles para quem t...
20/05/2026

Há gatinhos que passam pelo abrigo e rapidamente encontram uma família. E depois há todos os outros, aqueles para quem todos os dias são uma luta silenciosa para serem vistos, notados e escolhidos. Este texto é sobre os mais frágeis.
Os que precisam de medicação diária, de paciência e de atenção redobrada. Os que, por vezes, precisam de soro subcutâneo, de consultas frequentes, de alguém que aprenda todos os truques para conseguir dar um comprimido ou misturar a medicação no patê certo. Os que podem ser incontinentes, ter dificuldades motoras ou simplesmente uma saúde mais delicada. Muitos destes gatinhos são também FIV ou FELV positivos. Nos gatis, por terem o sistema imunitário mais fragilizado, acabam por adoecer com facilidade e passam demasiado tempo fechados em boxes de isolamento, à espera de recuperar. E nenhum gato devia crescer (nem viver) assim.
Nico D'Abreu, Malala, Walt e Solero. São os meninos que dão a cara por este pedido.
Precisamos urgentemente de Famílias de Acolhimento Definitivo para eles. Pessoas com um coração enorme, mas também com disponibilidade emocional para cuidar de animais que nem sempre serão fáceis. Pessoas que consigam ver, no meio deste grande desafio, uma luzinha cheia de vida, amor e vontade de viver, que só precisa de uma oportunidade. Prometemos gatinhos incríveis e com muita gratidão (à maneira especial deles).
Também procuramos famílias de acolhimento temporário para bebés órfãos. A época das ninhadas já começou, recebemos constantemente pedidos de ajuda para acolher bebés e precisamos urgentemente de pessoas com experiência em dar biberão.
Toda a assistência veterinária é assegurada pela associação.
Se não tens condições para acolher um dos nossos gatinhos, pedimos apenas que partilhes este apelo. Não queremos mais gatinhos frágeis a viver dentro de uma box pequena. Queremos os nossos gatinhos frágeis felizes, deitados num sofá, ao colo de uma família, onde finalmente possam descansar e sentir-se seguros, para sempre. 🧡

Candidatura a FAD/FAT: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe7kSFVnheW3VsZVTGaLCasLAesUECXLxj8Jz4AGdvF-ug3_A/viewform

Há animais que, mesmo depois de tudo, continuam a sorrir.O Rider é um deles.Não sabemos como se continua a acreditar dep...
16/05/2026

Há animais que, mesmo depois de tudo, continuam a sorrir.

O Rider é um deles.
Não sabemos como se continua a acreditar depois do abandono. Depois da solidão. Depois de dias demasiado difíceis. E, ainda assim, ele sorri.
Sorri quando nos vê chegar. Sorri quando recebe festas. Sorri como quem olha para o mundo sem guardar rancor. Como quem ainda acredita que o melhor está por vir (e está mesmo).

E talvez seja isso que mais nos desarma neles: a capacidade de recomeçar.
No meio de tanta tristeza, ainda há quem viva cada dia como se fosse o primeiro da vida. Como se finalmente tivesse encontrado um lugar seguro. Como se a felicidade ainda fosse possível.

Todos os dias cuidamos de animais assim. Animais que passaram por tanto, mas que continuam a escolher confiar. Continuam a escolher amar. Continuam a escolher a esperança.

Ao consignares o teu IRS à União Zoófila, estás a ajudar-nos a continuar aqui para eles. Para os que chegam perdidos. Para os que ainda estão a aprender que o mundo pode ser bom. E para os que, como o Rider, nos lembram todos os dias que uma vida feliz pode começar em qualquer momento.

Consigna 1% do teu IRS.
Sem custos para ti. Com um impacto real na vida deles. 🧡

O Alvor foi encontrado numa zona de mato quando ainda era bebé. Chegou ao abrigo há 7 anos atrás, acompanhado pelo seu i...
12/05/2026

O Alvor foi encontrado numa zona de mato quando ainda era bebé. Chegou ao abrigo há 7 anos atrás, acompanhado pelo seu inseparável amigo (e talvez irmão) Luar, e desde então continua à espera de uma família que o veja verdadeiramente. Nunca conheceu outra realidade. Só conheceu o abandono, o medo da rua e uma vida inteira passada atrás das grades.
São 7 anos a ver pessoas entrarem e saírem do abrigo, enquanto ele continua ali, sempre à espera da sua vez.
E como não nos apaixonarmos por ele? O Alvor é um menino especial. Com quem não conhece, mostra-se cauteloso e reservado. À primeira vista pode parecer distante ou até intimidante, mas basta tempo e paciência para descobrirmos o coração enorme que guarda dentro de si. Quando se sente seguro, muda completamente. Aproxima-se devagar, encosta a cabeça em nós, como quem agradece a presença e o carinho de quem lhe dá atenção. Como se soubesse que somos a pouca família que teve até hoje.
Infelizmente, crescer e viver tantos anos num abrigo deixou marcas. O stress constante tornou-o reativo com outros cães. Parte-nos o coração vê-lo esperar ano após ano. Ver os dias passarem, os aniversários acumularem-se, e continuar sem uma oportunidade. Porque a maioria das pessoas não procura um cão grande. Nem um cão reativo com outros cães.
E ele f**a. Ano após ano.
Nós vimos o Alvor crescer. Pegámo-lo ao colo, acompanhámos cada etapa da vida dele, e custa-nos muito não conseguir mudar o destino que teve até agora. Nenhum animal merece passar uma vida inteira num abrigo. Merece passar os próximos invernos numa cama quente, dentro de casa, ao lado da sua família.

O Alvor continua à espera. Talvez esteja à espera de si. Não o deixe morrer no abrigo. 🧡

A Nabiça chegou até nós em Abril de 2024, cheia de medo de tudo e sem confiar nas pessoas. Fazia parte de um grupo de ci...
08/05/2026

A Nabiça chegou até nós em Abril de 2024, cheia de medo de tudo e sem confiar nas pessoas. Fazia parte de um grupo de cinco cães que viviam numa horta, pertencente a um tutor que faleceu. Quando tentámos resgatá-los, a Nabiça conseguiu escapar e só alguns dias depois foi possível apanhá-la. Com o passar do tempo, os outros foram sendo adotados. Primeiro os mais curiosos, depois os mais tímidos. E ela acabou por ser a única a f**ar para trás. Muitas vezes, quem nos visita procura o cão de colo, sociável, que faz festa a toda a gente. Os mais tímidos e frágeis acabam, quase sempre, por f**ar esquecidos. Como a Nabiça.

Por ser muito pequenina e, muitas vezes, preferir esconder-se no interior da sua box quando se sente mais insegura, acaba por passar bastante despercebida no meio de tantos outros cães. Quem pára um pouco para a observar, percebe que ali está uma menina com muito para dar, apenas à espera de alguém que tenha paciência para a conhecer.

Com o tempo e alguma dedicação, a Nabiça já começou a mostrar um pouco mais de si às pessoas em quem confia. Hoje, quando vê alguém aproximar-se, ladra através das grades da box como quem diz: “Estou aqui, por favor, olha para mim.” É a sua forma tímida de pedir atenção e mostrar que também quer ser vista.

A Nabiça precisa de alguém que esteja disposto a dedicar tempo a conquistar a sua confiança. Alguém que compreenda que, antes de um passeio, pode ser preciso simplesmente sentar-se ao seu lado na box. Alguém paciente, que lhe mostre que é seguro confiar, que nem todas as pessoas lhe querem fazer mal e que, aos poucos, a ajude a ultrapassar os seus medos. Com a pessoa certa, sabemos que vai conseguir baixar a guarda e mostrar tudo o que tem dentro daquele corpinho pequeno.

A Nabiça não pede muito. Só alguém que lhe dê tempo, espaço e um bocadinho de carinho. O resto, fará ao seu ritmo. 🧡

Nabiça: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_cao.jsp?inst_id=13&animal_id=17824&origem=pesquisa&navigation=null #

ADOTA: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdPnGkQ2ksr6b7TsC5ph95jWoHor_QBKDIeeS6fWh58Pi17xw/viewform

Celebrou-se ontem o Dia da Mãe e, por isso, queremos que parem um momento, leiam devagar e sintam.Hoje damos-vos a conhe...
04/05/2026

Celebrou-se ontem o Dia da Mãe e, por isso, queremos que parem um momento, leiam devagar e sintam.

Hoje damos-vos a conhecer três mães que ainda vivem no abrigo: Bearnaise, Pokey e Anona. São apenas três entre muitas que nos chegam todos os anos assustadas, cansadas, muitas vezes em silêncio. Há algo que todas têm em comum: nunca deixaram de proteger os seus bebés, em momento algum.

Elas cuidam, aquecem, alimentam e dão tudo, mesmo quando já quase nada têm para dar. Os bebés crescem, tornam-se mais fortes e confiantes e rapidamente são adotados. Ganham novas vidas, novas famílias. E elas f**am para trás, esquecidas.

Porque poucos param para olhar para quem já deu tudo de si, para quem foi o alicerce de cada nova vida. Mas nós vemos. Vemos o amor que ainda carregam.

Porque elas não são o resto da história. São a história inteira.

Neste Dia da Mãe, pedimos apenas isto: olhem para elas com tempo e com o coração aberto.

Talvez não sejam as mais escolhidas, mas são, sem dúvida, das mais especiais.

Adotar uma mãe é dar amor a quem nunca deixou de o dar. 🧡

Bearnaise: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_gato.jsp?inst_id=13&animal_id=14478&origem=pesquisa&navigation=off

Pokey: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_cao.jsp?inst_id=13&animal_id=18237&origem=pesquisa&navigation=null

Anona: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_gato.jsp?inst_id=13&animal_id=18812&origem=pesquisa&navigation=off

Há vidas que passam ao lado de todos. Silenciosas, discretas, quase invisíveis.A Pescada é uma dessas vidas. Há 9 anos q...
01/05/2026

Há vidas que passam ao lado de todos. Silenciosas, discretas, quase invisíveis.

A Pescada é uma dessas vidas. Há 9 anos que chama ao abrigo casa. 9 anos a ver pessoas entrarem e saírem, sem nunca ser escolhida. Não porque não mereça, mas porque a timidez a esconde. Porque não vem à frente. Porque não pede. Espera.

Aqui, aprendemos a ler o que não é dito. A respeitar o tempo de cada um. A dar espaço a quem ainda está a aprender que o mundo pode ser um lugar seguro. A Pescada continua à espera da sua oportunidade. E nós também não desistimos dela. Até lá, garantimos que tem tudo o que merece: cuidado, conforto e dignidade, todos os dias.

Ao consignares o teu IRS, não estás só a ajudar os que gritam mais alto. Estás a ajudar os que permanecem em silêncio, esquecidos por quem passa e olha apenas por um segundo.

Ajuda-nos a não deixar ninguém para trás. 🧡

A União Zoófila alberga centenas de cães e gatos e, todas as semanas, é necessária cerca de uma tonelada de ração para g...
29/04/2026

A União Zoófila alberga centenas de cães e gatos e, todas as semanas, é necessária cerca de uma tonelada de ração para garantir que nenhum animal f**a para trás. É um trabalho diário exigente, que só é possível graças ao apoio de quem nos acompanha e contribui com cada donativo.

Sendo uma associação que vive maioritariamente destes contributos, não é possível garantir consistência no tipo de alimentação ao longo do tempo, como gostaríamos. Devido a esta variação, por vezes, alguns animais acabam por desenvolver problemas gastrointestinais. Para além disso, acolhemos também, muito frequentemente, animais séniores com patologias hepáticas e renais, bem como muitos bebés que chegam regularmente ao abrigo. Muitos dos animais que recebemos viveram longos períodos na rua, com uma alimentação irregular consoante o que encontravam, chegando já com fragilidades ao nível digestivo.

Por estas razões, não conseguimos responder a todas as necessidades apenas com a ração mais comum, vendida nos supermercados. Frequentemente, é necessário recorrer a rações específ**as, ajustadas às diferentes condições de saúde, de forma a garantir o bem-estar dos nossos cães e gatos mais vulneráveis.

Neste momento, temos uma necessidade constante de ração hipoalergénica, gastrointestinal e renal (para cães e gatos), bem como ração hepática e de controlo de peso (para cães) e ainda ração puppy e kitten para os muitos bebés que acolhemos. Este tipo de ração é, no entanto, o que menos frequentemente recebemos através de donativos, o que nos leva a canalizar uma parte signif**ativa dos apoios financeiros para a sua aquisição mensal.

Por isso, pedimos: se tiverem possibilidade de contribuir com rações veterinárias específ**as, essa é, neste momento, uma das nossas maiores necessidades. Continuamos a realizar campanhas em supermercados e, felizmente, o stock de ração mais comum tem-se mantido relativamente estável. Ainda assim, a ração especializada continua a ser uma necessidade permanente.

A alimentação adequada é uma componente essencial na saúde, no bem-estar e na recuperação dos animais ao nosso cuidado. Continuamos profundamente gratos por todo o apoio que nos tem sido dado. É graças a ele que conseguimos dar resposta diária a esta missão, sem deixar nenhum animal para trás.
🧡

25 de Abril. Dia da Liberdade.Hoje celebramos a liberdade. Mas não podemos esquecer aqueles que continuam a viver sem el...
25/04/2026

25 de Abril. Dia da Liberdade.

Hoje celebramos a liberdade. Mas não podemos esquecer aqueles que continuam a viver sem ela. Presos ao abandono, à dor e ao silêncio.

O Joca Pais chegou até nós há cerca de uma semana. Chegou como tantos outros: trazido por quem tinha pouco, mas ainda assim quis fazer mais. Uma senhora bateu-nos ao portão, desesperada, com um cão que tinha encontrado. Já tinha tantos animais ao seu cuidado, sem meios, sem ajuda. E, ainda assim, não foi capaz de virar as costas. Porque, tantas vezes, é mesmo quem tem menos que carrega o maior coração.

Quando vimos o Joca, parámos. Perguntámo-nos se ainda estaria vivo. Veio desidratado, frágil, a ver mal, com o corpo a gritar por ajuda: uma infeção grave na zona pe***na, muito provavelmente tumoral, uma massa grande na perna, o intestino inflamado de uma vida a sobreviver com o que encontrava na rua. O corpo já não aguentava mais. Acabámos por interná-lo no próprio dia.

Passado pouco mais de uma semana, o Joca está mais estável. Ainda longe de estar bem, mas a lutar. Vai precisar de acompanhamento oncológico, de cirurgias, de tempo e de algo que nunca teve verdadeiramente: uma oportunidade.

Neste Dia da Liberdade, sonhamos com um mundo onde histórias como a do Joca não sejam a regra. Onde nenhum animal tenha de sobreviver sozinho, onde a liberdade signifique também viver sem dor, sem fome, sem abandono. Porque liberdade também é ter cuidados, é ter dignidade, é não ser invisível. É poder descansar sem medo, confiar sem sofrimento, viver sem lutar todos os dias pela sobrevivência.
A liberdade não é só um direito humano. É um direito de todos os seres que sentem.

Precisamos de toda a ajuda para conseguir suportar os custos do Joca. Aceitamos donativos através dos métodos habituais:

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Por eles, continuamos.
Pelo Joca Pais. Por todos.

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