União Zoófila

União Zoófila A acolher, recuperar e encaminhar cães e gatos para adopção desde 1951. Ajuda-nos❤️
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Donativos podem ser depositados na conta com o IBAN PT50 0033 0000 0058 0204 22356 - Banco Comercial Português

O abrigo da União Zoófila estará encerrado ao público nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, mas as rotinas internas com os animais e as atividades voluntárias serão realizadas normalmente.

A Almira está connosco porque alguém a viu e decidiu parar. Porque uma pessoa olhou para ela e viu, naquele olhar doce q...
05/09/2026

A Almira está connosco porque alguém a viu e decidiu parar. Porque uma pessoa olhou para ela e viu, naquele olhar doce que ela dá mesmo a quem não conhece, uma menina que merecia mais.
Alguém a viu ser maltratada e não ficou indiferente. Defendeu-a. Deu-lhe a voz que ela não tinha. E depois abriu a porta do carro. E a Almira entrou. Simples assim.
Não sabemos se percebeu que aquela pessoa vinha para a salvar, ou se simplesmente viu uma porta aberta e decidiu entrar. Mas entrou, confiou e deixou-se levar.
E talvez seja essa a coisa mais bonita na Almira. Alguém já lhe tinha mostrado a crueldade do mundo, mas quando outra pessoa lhe estendeu a mão, ela escolheu acreditar nela.
E é isto que ainda hoje vemos. Quando entramos no setor, ela vem a correr até nós como se fôssemos a pessoa mais importante da vida dela. Quer nos conheça há anos ou minutos. Porque a Almira ama. Ama as pessoas, mesmo antes de elas lhe darem uma razão para isso. Tem esta capacidade, quase desconcertante, de fazer alguém que acabou de conhecer sentir-se especial. Escolhido. Visto.
Mas ela também tem outras prioridades. E uma delas são as bolas. Atiramos-lhe uma e ela vai atrás dela, toda contente. Depois f**a à porta da box, com a bola na boca, à espera que a abramos para poder ir guardá-la na taça da comida.
E assim que o seu tesouro está seguro, volta a sair.
Outras vezes, passamos pela box e ela está simplesmente ali, estendida na cama, a ressonar. Ou divertida a arrastar a taça pela box com o focinho enquanto lhe ladra. Ou somente encostada à grade, em pé, à espera. À espera de ver alguém, à espera de atenção, de umas festinhas na barriga… e é capaz de ser o momento que mais custa ver. Uma cadela que é aconchego, que é abraço, que é casa, condenada à vida numa box.
E é tão injusto que a Almira saiba ser casa, para todos nós que a conhecemos, mesmo que nunca tenha tido uma.
Talvez sejas tu, a ler isto, a pessoa que vê nos olhos da Almira o mesmo que nós vemos, uma cadela doce que confia sem pedir nada em troca. Talvez sejas tu, o melhor amigo por quem ela espera há tanto tempo para mostrar a sua incrível coleção de bolinhas de ténis, ou a pessoa que finalmente apareceu para nunca deixar a sua barriga para o ar no vácuo.
Um dia a Almira confiou e ganhou uma nova vida. Mas nós precisamos que confiem nela hoje. A tempo de lhe dar mais uns anos merecidos numa casa com amor. 🧡

Almira: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_cao.jsp?inst_id=13&animal_id=15255&origem=pesquisa&navigation=null

ADOTA: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdPnGkQ2ksr6b7TsC5ph95jWoHor_QBKDIeeS6fWh58Pi17xw/viewform

Narciso, Kikas Cacém, Moonlight.Um tema que não é novo para ninguém. Um tema sobre o qual, aqui, não passamos sequer um ...
02/09/2026

Narciso, Kikas Cacém, Moonlight.
Um tema que não é novo para ninguém. Um tema sobre o qual, aqui, não passamos sequer um mês sem falar.
São gatos que viveram uma vida inteira numa casa. Que souberam o que era dormir na caminha dos donos, ter aquele abraço quando alguém chegava a casa, não ter de partilhar comida, água ou espaço. Até ao dia em que os donos morreram ou foram para um lar e, com eles, parece ter desaparecido também a responsabilidade de quem ficou. A família f**a com tudo, menos com eles.
O discurso é quase sempre o mesmo: “Não queremos abandoná-lo.” Mas deixar um animal numa associação é o quê? Temos o gatil cheio de gatos que eram de alguém e passaram a ser de ninguém. E cada vez que entra um destes gatos, não há apenas um novo animal a precisar de uma casa. Há consequências para todos os que já cá vivem.
Um gato que passou a vida inteira sozinho não sabe, de repente, como viver num gatil com outros 10 ou 15 gatos. E o que se segue são níveis de stress altíssimos, lutas, gritos, tufos de pelo e animais aterrorizados. Gatos que demoraram anos a socializar, com trabalho diário, começam a regredir porque já não conseguem sair da cama sem levar uma patada. E aqueles que já tinham dificuldade em encontrar uma família passam a ter ainda mais dificuldade.
Enquanto isso, temos gatos na rua que precisam de um lugar para serem salvos. Gatos que efetivamente não têm ninguém e estão expostos a todos os perigos. Mas não conseguimos recebê-los, porque o espaço que poderia salvar três gatos da rua está ocupado por um gato cujo dono morreu e cuja família decidiu que não podia f**ar com ele.
Narciso, Kikas Cacém e Moonlight. São apenas três exemplos. Como eles, há mais. Eles não têm culpa. Tiveram uma casa. Tiveram uma família. Tiveram uma vida que conheciam e onde sabiam exatamente onde dormir, onde comer, quem esperar à porta. E, de repente, perderam tudo isso.
Agora esperam. Entre outros gatos, outros cheiros, outros medos. Esperam por aquilo que, para eles, não devia ser um luxo. Voltar a ter um espaço só seu. Uma pessoa que seja sua. Uma casa onde possam envelhecer sem terem de aprender, outra vez, a viver.
Queremos que o Narciso, a Kikas Cacém e o Moonlight tenham uma segunda oportunidade. Desta vez, uma casa onde possam f**ar. Para sempre.

Todos os dias, na nossa enfermaria, centenas de comprimidos são enrolados numa pequena bolinha de patê. É ali, naquele p...
30/08/2026

Todos os dias, na nossa enfermaria, centenas de comprimidos são enrolados numa pequena bolinha de patê. É ali, naquele pequeno pedaço de comida, que escondemos o cheiro da medicação para que ela chegue a quem dela precisa. Para alguns, estas bolinhas são uma pequena guloseima. Outros torcem o nariz, desconfiam, obrigam-nos a tentar uma vez mais. Mas todos os dias há comprimidos que têm de ser dados. E todos os dias há cães e gatos que deles dependem.
Não é novidade para ninguém que a nossa população é maioritariamente sénior. São os animais que envelheceram sem ninguém. Os que f**aram para trás. Os cães e gatos de ninguém.
E enquanto lá fora a vida abranda, as pessoas partem de férias e os dias se enchem de outras coisas, aqui dentro nada abranda. As bolinhas continuam a ser feitas. Os comprimidos continuam a ser escondidos. As medicações continuam a ser dadas. O trabalho continua, mesmo quando parece que o abrigo se tornou invisível aos olhos de Lisboa inteira.
A nossa última campanha de supermercado foi já no final de julho. Desde então, temos contado com o pouco que nos chega. Patê de gato, felizmente, temos conseguido. Mas o patê de cão está a faltar-nos.
Temos pedido patê de cão. Voltámos a pedir. Tornámos a pedir. Mas a verdade é que já não temos margem para esperar que os mesmos de sempre se lembrem de nós. Dos nossos velhos.
Precisamos de patê. Precisamos mesmo. E precisamos agora.
Porque estas pequenas bolinhas não aparecem sozinhas. E, sem patê, há cães que f**am sem a medicação de que precisam.
Um patê pode custar menos de 1€. É menos de 1€ que, para quem compra, pode parecer quase nada. Aqui, esse quase nada transforma-se num comprimido tomado. Num cão que recebe aquilo de que precisa naquele dia.
Às vezes, ajudar não passa por fazer uma grande coisa. Pode ser apenas acrescentar um patê ao carrinho das compras. Ou partilhar este post até chegar a quem consiga doar.
Mas precisamos que muitos de vocês façam isso. Não só os mesmos de sempre.
Por eles. Pelos cães que ninguém escolheu. Pelos que continuam aqui, todos os dias, à espera que alguém se lembre deles. 🧡

Neste Dia Mundial do Cão, queremos dar-vos a conhecer alguém muito especial para nós.Alguém que, em tão pouco tempo, se ...
26/08/2026

Neste Dia Mundial do Cão, queremos dar-vos a conhecer alguém muito especial para nós.
Alguém que, em tão pouco tempo, se tornou um cão muito especial no abrigo. Alguém que era, literalmente, a cara do abandono.
O Turista foi encontrado na rua, extremamente debilitado. Ainda tão novo, custa-nos imaginar como conseguiu chegar àquele estado em tão pouco tempo. Não sabemos por onde andou, nem o que terá vivido. Sabemos apenas que, quando chegou até nós, já tinha caminhado muito.
O Turista era a cara de um cão que não era de ninguém. Um cão que terá passado por centenas, talvez milhares de pessoas, sem que ninguém parasse para o ajudar. Um problema que foi sendo empurrado para o próximo, até chegar às nossas portas.
E, apesar de tudo, o Turista não se deixou f**ar para trás. É ainda um bebé. Não deverá ter sequer dois anos e vive cada dia com uma alegria que nos desarma. Adora pessoas, adora atenção e parece nunca se cansar de receber miminhos. É daqueles cães que nos fazem sorrir só por estar por perto. E merece muito mais do que um abrigo. Merece conhecer uma casa, uma família e tudo aquilo que devia ter conhecido desde o início.
É por cães como o Turista que existimos. Para chegar àqueles que estão na rua, doentes, assustados, feridos ou simplesmente sem ninguém por eles. Para que, quando um animal está realmente em perigo, exista um lugar onde possa ser acolhido.
Mas cada vez mais, o nosso abrigo é também chamado a resolver outras situações. Animais que tinham uma casa e que, de repente, deixam de ter lugar nela porque os donos se divorciaram, porque alguém morreu, porque a família foi despejada, porque mudou de vida ou simplesmente porque já não os pode ou quer manter. São animais que precisam de ajuda, claro. Mas que não deveriam ser deixados à porta de uma associação para que esta resolva sozinha aquilo que a sociedade não quer resolver.
E é aqui que está uma das maiores dificuldades de uma associação como a nossa. Precisamos de ter espaço para salvar cães como o Turista. Para salvar aquele cão que está na rua e que ninguém vai buscar. Para conseguir dizer sim quando aparece um animal que precisa verdadeiramente de ser resgatado.
Sonhamos com o dia em que o Dia Mundial do Cão possa ser apenas uma celebração. Um dia para falar de cães felizes, em casa, junto das suas famílias. Um dia que não seja também uma lembrança de todos aqueles que continuam à espera de uma. Ainda estamos muito longe desse dia.
Sobrevivemos inteiramente de donativos. Cães como o Turista estão aqui porque alguém decidiu não virar a cara. Porque alguém acredita que a vida deles vale a pena. Se também acreditam na nossa missão e querem ajudar cães como o Turista, podem fazer-nos um donativo.

Como ajudar:
MB WAY: +351 934 606 853
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Paypal: www.paypal.com/paypalme/uniaozoofila

Estamos longe de celebrar um Dia Mundial do Cão sem abandonos. Mas não temos de chegar lá sozinhos. 🧡

No passado dia 20 de julho, fizemo-nos à estrada com a nossa carrinha, rumo a Rio Maior, em busca de ajuda.O Grupo BEL (...
20/08/2026

No passado dia 20 de julho, fizemo-nos à estrada com a nossa carrinha, rumo a Rio Maior, em busca de ajuda.

O Grupo BEL (.bel) fez-nos um donativo precioso: duas paletes repletas de ração veterinária para cães e gatos, areia para gatos, suplementos, ração normal e produtos de higiene e cuidados do pelo.

São donativos como estes que permitem à nossa associação continuar de pé. Somos a casa de cerca de 500 animais e, num piscar de olhos, qualquer stock que consigamos angariar (seja de ração, areia, medicamentos ou outros bens essenciais) desaparece.

Para terem uma noção da dimensão das nossas necessidades: fazemos encomendas de ração veterinária na ordem dos 2.000 € a cada três semanas. São milhares de euros que todos os meses gostaríamos de poder canalizar para tratamentos, cuidados veterinários, obras e melhores infraestruturas. Mas a alimentação é uma necessidade diária e inadiável.

Mais de 2.000 € por mês em ração veterinária fazem-nos sentir, muitas vezes, com a corda ao pescoço.

Por isso, só podemos agradecer profundamente ao Grupo BEL por estar ao nosso lado e por acreditar no nosso projeto. Por acreditar nos animais de ninguém.

E é também por isso que voltamos a reforçar o nosso pedido a todos os que tiverem possibilidade de ajudar. Precisamos urgentemente de ração e patês veterinários:

CÃO
Hipoalergénica
Gastrointestinal
Puppy

GATO
Gastrointestinal
Kitten
Gastro Kitten

Sabemos que um s**o de ração veterinária pode representar um esforço financeiro signif**ativo. Mas há uma forma de o tornar mais leve: juntem-se com 3 ou 4 amigos e comprem um s**o em conjunto.

Um s**o pode parecer pouco perante as necessidades de uma associação que acolhe 500 animais. Para nós, não é pouco. Cada s**o que chega é menos um que precisamos de comprar. E cada euro que conseguimos poupar na alimentação pode ser transformado em cuidados veterinários, tratamentos e melhores condições para os nossos animais.

Obrigada a todos os que nos ajudam a continuar. 🧡

Este é o Jeropiga, e toda a gente no nosso canil o conhece. Não só pelas suas manias muito próprias mas também porque es...
17/08/2026

Este é o Jeropiga, e toda a gente no nosso canil o conhece. Não só pelas suas manias muito próprias mas também porque está connosco há 10 anos.
O Jeropiga era conhecido por saltar tudo. Diz-se que em casa saltava para os móveis. Talvez tenha sido esse o seu crime, que o condenou a uma vida toda no canil.
No canil, saltava portões e muros, escapulia-se por qualquer buraquinho.
Onde conseguisse enfiar o seu nariz, conseguia enfiar o resto do corpo.
Sempre foi travesso e curioso, fintava voluntários sempre que era altura de voltar para a box.
Talvez seja por isso que gostamos tanto dele, por ser tão engraçado, tão senhor do seu nariz, determinado a chegar a qualquer lugar que queira.
O Jeropiga já não é o cão que era. Uma década de vida no canil já pesa no seu corpo frágil. A personalidade patusca continua lá, apesar de as patas já não colaborarem e os olhos nublados muito menos.
Em dez anos, o Jeropiga viu passar por si muitos voluntários e muitos padrinhos. Alguns f**aram e ainda o acompanham, outros não. De qualquer forma, o Jeropiga conheceu aquilo que era o amor.
Cumprimenta-nos com alegria, sempre. E sabe que se pode encostar às nossas pernas e em troca receberá uma coçadela no rabiosque, que tanto aprecia.
O Jeropiga é muito bom cão. É mais que bom, é maravilhoso. Conhecê-lo é apaixonar-se pelas suas manias.
Quem o conhece, ama-o profundamente.
Quem não o conhece, está a perder a oportunidade de uma vida.
Apesar de tudo, o amor não é o suficiente e não impedirá que o Jeropiga morra numa
box.
Aquilo que o Jeropiga precisa é de uma casa.
E não pede muito, como velhinho, quase, pacato que se tornou, na realidade não precisa de quase nada. Só de um cantinho para passar o próximo inverno. O primeiro da sua vida num sítio confortável e quente. Isso, e um coração aberto, disposto a acolher a pontinha do seu nariz. E onde esta couber, cabe o Jeropiga. 🧡

Jeropiga: http://www.portugalzoofilo.net/minisites/pz/ficha_cao.jsp?inst_id=13&animal_id=10152&origem=pesquisa&navigation=null

ADOTA: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdPnGkQ2ksr6b7TsC5ph95jWoHor_QBKDIeeS6fWh58Pi17xw/viewform

Para muitos dos nossos animais, esta é a única casa que conhecem.É entre estas paredes que esperam, dia após dia, pela o...
14/08/2026

Para muitos dos nossos animais, esta é a única casa que conhecem.

É entre estas paredes que esperam, dia após dia, pela oportunidade de terem uma família. E, enquanto esse dia não chega, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para que as suas boxes e gatis sejam um lugar digno, seguro e confortável.

Mas o tempo não perdoa. Anos de sol escaldante no verão e de chuva intensa no inverno deixam marcas. Todos os dias surge algo que precisa de ser reparado: uma torneira que deixa de funcionar, o trinco de uma porta que cede, uma vedação que se solta, um portão que já não fecha, uma janela enferrujada ou uma parede que precisa de pintura.

São pequenas avarias que, para muitos, podem parecer insignif**antes. Para nós, fazem toda a diferença. Delas depende a segurança dos nossos animais, o bem-estar de quem cuida deles e o bom funcionamento do abrigo.

É por isso que procuramos voluntários com conhecimentos de manutenção ou pequenas reparações que possam oferecer um pouco do seu tempo e da sua experiência à União Zoófila.

E se não puderes ajudar dessa forma, talvez possas contribuir com materiais. Se tens uma empresa, trabalhas na área da construção, bricolage, pintura ou canalização, ou simplesmente tens materiais que possas doar, estaremos de braços abertos. Baldes de tinta, s**os de cimento, vedações, ferragens, ferramentas, mangueiras, ponteiras, fechaduras... tudo o que nos permita melhorar este espaço faz diferença.

Porque esta é a casa que eles conhecem.

No final do dia, todos nós regressamos a casa e dormimos numa cama confortável. Eles f**am aqui. Dormem sobre o chão de pedra, em boxes e gatis que o tempo vai desgastando, à espera de uma família.

Enquanto esse dia não chega, merecem um espaço seguro, cuidado e digno.

Se podes ajudar com o teu tempo, com materiais ou conheces alguém que o possa fazer, entra em contacto connosco através do e-mail [email protected]

Cada reparação. Cada lata de tinta. Cada gesto. Para eles, pode signif**ar o mundo. ❤️‍🩹

Gavião.10 anos a tentar sobreviver na rua. 10 anos exposto ao calor extremo, ao frio, à fome, às tempestades, aos fogos ...
11/08/2026

Gavião.

10 anos a tentar sobreviver na rua. 10 anos exposto ao calor extremo, ao frio, à fome, às tempestades, aos fogos de artifício, às doenças e à crueldade de quem o enxotava simplesmente porque a sua presença incomodava. 10 anos a viver como apenas mais um cão de matilha, invisível para quase todos.

Quase três meses depois de ter entrado na nossa associação, o Gavião já não precisa de tentar sobreviver. Quando chegou, vinha magro, com o pelo em muito mau estado, lesões de pele, infestado por carraças e com conjuntivite. Foi tratado, desparasitado, tomou banhos terapêuticos e recebeu cuidados para recuperar o pelo e os olhos. Quando recuperou, foi vacinado e castrado.

Mas há marcas que não desaparecem com tratamentos. O Gavião continua a ser um cão que vive de medo. Observa-nos ao longe, olha para os nossos passos, desconfia. A rua ensinou-o, durante 10 anos, que estar sempre em alerta era uma questão de sobrevivência. Muito provavelmente, nunca será um cão “normal”. Mas está a aprender. Aos poucos, aprende a confiar. Aprende que pode estar perto de nós. Aprende que há pessoas que não o vão enxotar, abandonar ou deixar para trás.

E estamos a dar passos em frente para um dia bonito. O dia em que já não precise de estar na defensiva. O dia em que consiga, finalmente, relaxar ao nosso lado.

No meio de tanta coisa má, o Gavião teve sorte. Foi parar a uma associação onde ninguém desistirá dele. E teve, durante estes 10 anos, inúmeros amigos humanos que cuidaram dele na rua e que continuam, agora, a querer saber como está.

É isto que fazemos. Todos os dias recebemos na nossa caixa de email pedidos de entrada. Cães abandonados, doentes, em risco. Pessoas que acreditam na nossa missão e nos procuram porque sabem que tentamos fazer a diferença.

E nós fazemos a nossa parte. Mas uma associação não vive do ar. Não funcionamos sozinhos. O amor não nos falta. Nunca nos faltou. Mas o amor não paga os tratamentos, as consultas, a medicação, a ração ou os patês que tantas vezes precisamos de ter disponíveis.

Por isso, se acredita naquilo que fazemos, faça também a sua parte. Pode ser através de um donativo, trazendo um patê, oferecendo ração ou simplesmente partilhando as nossas publicações para que cheguem mais longe.

Não podemos chegar a todos. Mas, juntos, conseguimos chegar a mais vidas. 🧡

Como ajudar:
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Neste Dia Mundial do Gato, e duas semanas depois de ter chegado até nós, queremos apresentar-vos uma menina muito especi...
08/08/2026

Neste Dia Mundial do Gato, e duas semanas depois de ter chegado até nós, queremos apresentar-vos uma menina muito especial: a nossa Mia. Ou, como já carinhosamente lhe chamamos, Miazita.

Para quem já não se recorda, a Mia foi a gatinha abandonada ao nosso portão, por volta da 1h00 da manhã, acompanhada de um bilhete onde se explicava que já tinha tido várias oportunidades, mas que não conseguia deixar de atacar os donos.

Os primeiros dias foram intensos. Não queria sair da transportadora e entrava num enorme estado de stress sempre que a porta da box se abria. E nós compreendemos. Em poucas horas, passou do calor de uma família e de um sofá para uma enfermaria, rodeada de cheiros, sons e pessoas desconhecidas. Por isso, demos-lhe tempo.

Aos poucos, relaxou. Começou a aceitar festinhas, já nos deixa pegá-la ao colo e temos direito a longos serões de mimos. É uma menina resmungona, que resmunga até quando recebe festinhas, que não gosta que mexam na sua cama e que, quando alguma coisa não lhe agrada, às vezes nos presenteia com uma patadinha (sempre de unhas para dentro, sem nunca nos tentar, efetivamente, magoar). A Miazita tem personalidade, tem limites e ainda está a aprender a confiar. E isso não faz dela uma gatinha má.

É, aliás, uma gata lindíssima, por dentro e por fora, que merece que alguém olhe para além dos comportamentos menos bons e tente perceber o que está por trás deles. Queremos mostrar-lhe que a vida pode ser muito mais do que os últimos quatro anos. Que pode baixar a guarda. Que pode confiar. Que pode ser ela própria e encontrar alguém que goste dela exatamente assim.

A Miazita está para adoção muito responsável. Procuramos alguém que a queira como ela é. Sabendo que pode haver uma patada, uma doença, uma despesa veterinária, um móvel estragado ou um dia menos bom. Mas sabendo também que, por baixo de toda aquela personalidade, existe uma menina com muito amor para dar.

Estamos contigo Miazita. E vamos encontrar a tua família para sempre. 🧡

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Terça-feira 14:00 - 17:00
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