21/09/2022
Porque é que os gatos arranham?
Os gatos arranham superfícies verticais para manutenção das unhas, para alongar e como forma de marcação de território.
O acto de arranhar origina dois tipos de sinais:
Visual (o próprio comportamento deixa marcas no objecto)
Olfactório (feromonas são libertadas na superfície do objecto pelas almofadas plantares)
Desta forma arranhar ajuda a manter uma familiaridade territorial e por isso, numa casa estável e sem conflitos, os gatos normalmente escolhem um ou dois sítios específicos onde retornam sempre que precisem de fazer a manutenção das unhas ou reforçar as marcas visuais e olfactórias.
Quando arranhar se torna um problema?
Quando existe competição ou conflito por recursos, quando existem odores desconhecidos ou novos no ambiente ou quando existe ansiedade, as marcas podem começar a ser observadas em
várias localizações que são relevantes para o gato.
Nestes casos arranhar passa a ser uma forma de marcação sendo os locais de eleição: objectos proeminentes, locais com maior actividade social (como as áreas comuns - sala, entrada), ou mesmo direcionada ao odor desconhecido e/ou novo ou ao objecto que é responsável pela ansiedade.
O que fazer?
A escolha e localização do arranhador são factores importantes a ter em conta. Este deve ser estável e alto o suficiente de maneira a que o gato consiga alongar todo o corpo.
Os arranhadores devem ser localizados nas áreas de maior actividade social, onde recebemos as nossas visitas que podem trazer odores novos e desconhecidos para o gato (nomeadamente na
sala de estar/jantar e entrada da casa)
Quando o comportamento de arranhar aumento ou é excessivo, devem ser identificados factores de stress que podem ser:
Presença de outros gatos nas redondezas
Novo animal em casa
Problemas sociais com outros animais em casa
Mudanças no ambiente (móveis novos, novas plantas, obras, mudança de casa, etc)
Se o seu gato tem este tipo de comportamento destrutivo deverá aconselhar-se com o seu veterinário ou com um profissional da área de comportamento felino.
Texto: Dra. Sara Mousinho