09/07/2019
É possível uma ave esteticamente normal ser positiva para circovirus ⁉️⁉️
É possível a ave apresentar ap***s alteração da coloração das p***s ⁉️⁉️
Um teste negativo é suficiente ⁉️⁉️
Existe tratamento ⁉️⁉️
Estas são ap***s algumas das perguntas que surgem com frequente em consulta sobre esta patologia. O texto abaixo ajuda a responder...
Circovírus é frequentemente chamado de doença do bico e das p***s (PBFD – psittacine beak and feather disease). Há evidências de que ocorre de forma natural há mais de 120 anos na Austrália e que a sua dispersão ocorreu por espécies australianas como os periquitos (Melopsittacus undulatus) desde o início da década de 1840, resultando na sua disseminação global. Hoje em dia afeta populações em cativeiro e selvagens de todo o mundo. É comum ser encontrado como doença crónica, à medida que as mudas progridem p***s distróficas substituem as p***s normais. As manifestações são variadas: existem aves que perdem gradualmente a plumagem muitas vezes sem outro sinal clínico associado, outras surgem com p***s com coloração anormal (sem perderem a plumagem) enquanto outras apresentam as duas formas anteriores. Em algumas aves as lesões do bico podem tornar-se evidentes, alonga-se progressivamente e podem desenvolver linhas de fractura. A forma aguda do vírus ocorre tipicamente em aves jovens (ainda dentro do ninho ou a serem alimentadas à mão), estando, no entanto, descrita em aves de qualquer idade. Nesta forma as aves morrem subitamente ou, em média, 8 dias após o início de sinais clínicos pouco específicos. Há evidencias que a subfamília Loriinae pode ser um hospedeiro mais resistente ou mais adaptado ao vírus isto porque nunca foram relatados loris com o mesmo grau de distrofia de p***s visto noutra espécies de psitacídeos. Neste grupo a manifestação mais comum é a morte súbita. A doença tem um efeito importante sobre os tecidos linfóides (órgãos de defesa) levando a que o sistema imunitário fique cada vez mais debilitado. Como consequência, infecções secundárias por fungos, bactérias e parasitas são frequentes, levando à morte do animal. Algumas aves permanecem assintomáticas por longos períodos de tempo, excretando o vírus de forma intermitente, contaminando outras aves na mesma exploração. Estas são, por um lado, as mais difíceis de identificar e, por diagnóstico é feito sobretudo através de técnicas de PCR, resultados que devem ser interpretados com cautela. Um resultado negativo não significa que a ave seja realmente negativa. O teste deve ser repetido pelo menos uma vez, idealmente duas, em intervalos de três semanas. Na forma crónica as biopsias de pele podem também ser muito úteis. À semelhança de outros vírus não existe nenhum tratamento específico, ap***s é feito tratamento de suporte. Não existe vacina. Para manter uma colecção livre de circovírus são necessárias medidas rigorosas: (1) novas aves devem ficar em quarentena; (2) testadas por PCR; (3) visitas de outros criadores ou visitantes devem ser reduzidas. Quando acontecem devem ser usadas protecções para sapatos e roupa (isto pode ser benéfico para evitar a transmissão de outros agentes).