31/05/2026
Todos os meus cães foram resgatados. Nenhum deles chegou até mim de forma planejada. Foram encontros marcados pela emoção, pelo desespero de tirar um animal de uma situação de abandono, sofrimento ou risco.
Mas essa realidade me fez refletir sobre algo que vejo com frequência: pessoas procurando um novo lar para seus pets porque vão se mudar, tiveram um bebê, mudaram de rotina, o animal ficou doente, faz xixi no lugar errado, late demais ou simplesmente não correspondeu às expectativas.
E eu me pergunto: se fosse um filho humano, o que você faria? Se ele fosse teimoso, chorasse muito, exigisse atenção, tivesse problemas de saúde ou mudasse completamente sua rotina, você também o descartaria?
Os animais criam vínculos. Eles amam, sentem saudade, medo, alegria e sofrimento. Para eles, a família é o mundo inteiro.
Por isso, antes de adotar ou comprar um animal, faça algumas perguntas a si mesmo:
• Tenho condições de oferecer um ambiente seguro?
• Vou dedicar tempo, carinho e atenção?
• Consigo garantir alimentação de qualidade?
• Se ele adoecer, precisar de uma cirurgia ou tratamento contínuo, poderei cuidar dele?
• Se eu perder o emprego ou precisar me mudar, ele continuará fazendo parte da minha família?
Ter um pet é muito mais do que realizar um desejo momentâneo. É assumir a responsabilidade por uma vida que dependerá de você todos os dias.
Adotar ou comprar um animal não deve ser um impulso. Deve ser um compromisso para toda a vida dele.