21/05/2026
Muitos cães com dermatite atópica continuam se coçando mesmo quando a pele aparentemente “não está tão ruim”.
E isso pode acontecer por causa de um fenômeno chamado aloquinésia.
A aloquinésia ocorre quando estímulos que normalmente não causariam coceira passam a desencadear prurido.
Um toque leve, o contato com tecido, calor, manipulação da pele ou até um carinho podem estimular o animal a se coçar.
Isso acontece porque a inflamação crônica da dermatite atópica altera a sensibilidade dos nervos da pele.
Com o tempo, o sistema nervoso entra em um estado de hipersensibilidade, fazendo com que o cérebro e a pele “aprendam” a coçar.
Ou seja: não é apenas uma doença de pele.
Existe também um componente neuroinflamatório importante no prurido da DAC.
E é exatamente por isso que muitos pacientes precisam de uma abordagem mais ampla:
✔️ controle da inflamação
✔️ controle do prurido
✔️ restauração da barreira cutânea
✔️ identificação dos gatilhos alérgicos
✔️ controle das infecções secundárias
✔️ acompanhamento contínuo
Quanto mais tempo o prurido permanece sem controle, maior tende a ser essa sensibilização neural.
Na prática clínica, isso explica por que alguns cães continuam se coçando mesmo sem lesões intensas aparentes.
Dra. Claudia Souza e Silva Boraschi
Dermatologia • Oftalmologia Veterinária
CliniCÃO –
📍 Três Lagoas/MS