18/09/2012
Importância do controle de verminoses em equinos.
Em qualquer criação de eqüinos, para que se possa obter o máximo de desenvolvimento e desempenho do animal, é necessário fornecer condições básicas para que os animais possam expressar todo o seu potencial. Essas condições cruciais passam desde o bem-estar até uma boa condição sanitária, incluindo boa alimentação, conforto das instalações, limpeza do ambiente, vacinação, vermifugação, entre outros importantes fatores de manejo.
Diante disso, sabemos que um ponto chave para um melhor rendimento dos animais é um bom programa de vermifugação, já que as parasitoses são um problema constante para os cavalos e exigem atenção dos proprietários.
Devido aos hábitos alimentares dos cavalos, ou seja, pelo fato de serem herbívoros pastejadores, estão constantemente expostos ao risco de infestação por parasitas, já que uma parte do ciclo da grande maioria destes ocorre no solo, e as larvas após eclodirem e tornarem-se infectantes, sobem para as partes mais altas da pastagem e são ingeridas durante o pastejo. Além disso, há a constante eliminação de ovos nas fezes dos eqüinos infestados, o que expõe outros animais do plantel em caso de limpeza inadequada das instalações.
As parasitoses podem causar vários problemas aos animais, sendo que a classe de animais mais gravemente afetada são os potros, que passam a apresentar retardo no crescimento, fraqueza e ficam predispostos a outras doenças secundárias, devido à queda na imunidade desses animais. As éguas prenhas devem, portanto ser tratadas para reduzir a contaminação dos potros.
Os cavalos adultos que apresentam infestação por parasitas também demonstram sinais de perda de peso, fraqueza, apatia, diarréias e queda de rendimento (principalmente no caso de cavalos atletas). Esse parasitismo pode ainda implicar em conseqüências como cólicas verminóticas, anemias, constipações, algumas doenças como pneumonias, gastroenterites, dermatites e outras alterações cutâneas, sendo que em casos de infestações maciças predispõem o animal a infecções secundárias e podem levar até a morte.
Apesar de essas manifestações ocorrerem, alguns animais podem apresentar infestações, porém de forma assintomática, já que possivelmente sempre haverá algum grau de infestação por parasitas, mas o mesmo não necessariamente resultará em alterações clínicas. Isso depende muito do grau de infestação e resistência do animal.
Há muitos protocolos e recomendações para o tratamento dessas verminoses, sendo a maioria recomendados pelas empresas e laboratórios, indicando aplicações em intervalos de 3 a 4 meses. Esses métodos de tratamento muitas vezes podem apresentar-se inadequados, não sendo eficientes, causando resistência do parasitas aos medicamentos, e aumentando o custo com antiparasitários.
Portanto, uma forma mais racional e que apresentaria melhor custo-benefício em longo prazo, seria o uso do exame parasitológico, através de coleta de fezes, para predizer a real necessidade de aplicação dos fármacos, tendo como outros benefícios a possibilidade de informar que espécie de parasitas prevalece no plantel e qual o antiparasitário mais indicado para ser usado. Sempre ressaltando que, todo esse trabalho deve ser feito sob a orientação de um médico veterinário.
Autor: Wagner Bernardina aluno do 10º período da Universidade federal de Viçosa
Professor orientador: Dr Giancarlo T.R.M. Coutinho