30/08/2023
*CARTA DA NAÇÃO ÀS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS.*
Se acham que pediremos mais uma vez, inutilmente, que intercedam pelo Brasil, estão redondamente enganados. Vocês venceram a sociedade pelo cansaço e pela traição.
No entanto, trata-se de uma vitória amarga, constrangedora. Vocês se lembram de quando Rubinho Barrichello parou o carro a poucos metros da linha de chegada para que Schumacher vencesse a prova?
O alemão subiu ao pódio sob vaias, e aquela “vitória” desonrosa manchou as dezenas de outras vitórias que ele obteve durante sua carreira. Pagou um alto preço pela covardia.
Esse deve ser o provável sentimento de todos os militares incluindo os que ainda gozam de um mínimo de decência, de vergonha na cara, por vossa culpa, generais de araques e sem valor. Para esses comandantes merecem as mesmas vaias e desprezo que o piloto de Fórmula 1 recebeu na ocasião.
A diferença é que serão vaias muito mais duradouras e que respingarão, infelizmente, nas pessoas com as quais convivem. Até seus filhos e netos se envergonharão de vocês.
Deve ser difícil agora levantar cedo e ter que vestir uma farda diante da esposa e dos filhos.
A farda se tornou agora um sinal de covardia, de submissão, de decadência moral, de vergonha, de conivência com tudo que há de repugnante. Permitam-nos um trocadilho: convenhamos que, literalmente, sentirão, mais do que nunca, o peso do fardo, pois nunca tiveram o respeito de quem agora os governa e perderam o respeito de quem sempre os defendeu. Essas medalhas que carregam no peito jamais foram por atos de bravura porque de bravos vocês não têm nada, mas de covardia.
É uma mistura de burrice com traição.
Se acham que os anos pós-governos militares foram difíceis (pelas críticas que receberam da esquerda), não imaginam o que virá pela frente, pois agora estão sozinhos e sob ordens de quem sempre os odiou e que os eliminará aos poucos ou os trocarão por cidadãos indignos. Vocês extrapolaram o limite da indecência ao preferir prestar continência a um ladrão condenado que a um colega de farda - seu presidente e a autoridade máxima da nação - num ato de insubordinação, cometendo crime de lesa-pátria e traição previsto no artigo 55 do C