08/01/2020
Endêmicos da América do Sul e América Central, os saguis-de-tufo-branco possuem esse nome por conta da coloração dos seus tufos ao redor das orelhas. A cauda desses animais é longa, mas, diferentemente dos macacos-pregos, não é preênsil. Suas unhas também são longas, na forma de garra, que facilita na hora de subir nos troncos e retirar insetos e larvas do interior dos galhos e das árvores.
São animais onívoros, então se alimentam de frutos, sementes, legumes, ovos, flores e insetos. Aqui no zoológico incluímos na sua dieta ração para primatas e tenébrios, indispensáveis como fonte de proteínas. Geralmente vivem em bandos, que são organizados por nível hierárquico, onde a fêmea é quem manda no grupo dos saguis, diferentemente dos macacos-pregos.
O período de gestação varia de 140-160 dias, nascendo sempre 2 filhotes por gestação. O pai tem a obrigação de cuidar dos filhotes, onde os carrega nas costas ou no peito durante todo o dia, na hora de atravessar os galhos e correr. O sagui só volta para junto da mãe na hora de mamar.
Dormem de doze a quatorze horas por dia. Gostam de brincar de luta, de esconde-esconde e de pega-pega. São animais com reflexos rápidos.
Os maiores predadores dos saguis são os cachorros domésticos que atacam quando eles se aproximam, o homem que os matam por geralmente invadirem as residências, e tráfico de animais que geralmente aprisionam os filhotes que são mais mansos e fácies para serem domesticados para vende-los posteriormente. A tristeza é que, durante o tráfico, a maioria desses animais não sobrevivem às más condições de transporte, já que muitas vezes são drogados e ficam dias sem alimento, água e renovação de oxigênio.