29/04/2026
A hipovitaminose A é uma das deficiências nutricionais mais comuns em aves de companhia, especialmente naquelas alimentadas predominantemente com dietas à base de sementes. A vitamina A é essencial para a integridade dos epitélios, sistema imunológico, visão e manutenção da pele e das mucosas. Sua deficiência leva a alterações como metaplasia escamosa, hiperqueratose, redução da produção de muco e maior susceptibilidade a infecções secundárias, principalmente respiratórias e digestivas.
Clinicamente, aves com hipovitaminose A podem apresentar placas esbranquiçadas na cavidade oral, secreção nasal, dispneia, apatia, além de alterações cutâneas como ressecamento, descamação e má qualidade das p***s. O tegumento torna-se mais espesso e irregular, e as p***s frequentemente se apresentam opacas, frágeis e com crescimento inadequado. Em casos crônicos, pode haver comprometimento sistêmico importante.
O diagnóstico é baseado no histórico alimentar, sinais clínicos e resposta terapêutica. O tratamento envolve suplementação de vitamina A (com cautela para evitar hipervitaminose) e, principalmente, correção da dieta, com introdução de alimentos balanceados e fontes naturais como vegetais verde-escuros e alaranjados (cenoura, abóbora, couve).
Essa ave da foto apresentava queda de p***s, p***s enfraquecidas e sem brilho, além de pele eritematosa e hiperqueratótica. O histórico revelou alimentação baseada quase exclusivamente em sementes. Após o diagnóstico presuntivo de hipovitaminose A, foi instituída suplementação com vitamina A em duas aplicações, associada à readequação alimentar, incluindo ração extrusada e introdução gradual de vegetais ricos em carotenoides.
Em poucos meses, já era evidente a melhora clínica: redução da hiperqueratose, pele menos inflamada e início de crescimento de p***s mais saudáveis e resistentes. O caso reforça a importância do manejo nutricional adequado como base da saúde das aves e mostra como intervenções simples podem gerar respostas clínicas signif**ativas.