30/04/2026
O mercado de suplementação funcional atravessa uma mudança de paradigma, impulsionado pela humanização e pela busca por conveniência na administração de ativos.
O surgimento e a consolidação dos "Soft Chews" representam uma das grandes oportunidades de expansão de portfólio para a indústria de nutracêuticos e petiscos em 2026.
A transição do conceito de "medicamento", muitas vezes associado à resistência do animal na administração e ao estresse do tutor, para o de suplemento palatavel, abre uma avenida de crescimento para fábricas que conseguem aliar tecnologia farmacêutica à expertise em palatabilização - respeitando o correto enquadramento regulatório desses produtos.
O desafio e a oportunidade residem na engenharia do produto: como incluir ativos como condroprotetores, ômegas ou probióticos em uma matriz semissólida, garantindo estabilidade e segurança. O Soft Chew exige controle rigoroso de atividade de água e conservação, garantindo que o suplemento mantenha sua eficácia e textura ao longo do shelf-life.
As unidades fabris que dominam essa tecnologia de entrega estão se posicionando à frente em um segmento que cresce exponencialmente, atendendo a um tutor cada vez mais atento à prevenção e ao bem-estar dos animais.
A ABEMPET enxerga a suplementação como ferramenta relevante dentro do manejo nutricional, desde que devidamente enquadrada ao quadro do animal e alinhada às normas vigentes.
A funcionalidade agora deve vir acompanhada de segurança e aceitação pelo animal, promovendo uma experiência positiva no cuidado diário.
O futuro da suplementação é palatável e prático, mas também regulatoriamente consistente.
Sua unidade produtiva já está estruturada para a tecnologia de extrusão a frio exigida pelos Soft Chews, ou ainda enfrenta desafios na estabilização de ativos em matrizes úmidas?