22/11/2022
Uma cadela consegue gerar de 10 a 15 crias e, se seus descendentes continuarem a se reproduzir, podem atingir o número de 64 mil nascimentos em seis anos! Esse contingente ainda é maior se forem felinos. Assim, continua a aumentar a população de animais que podem, em muitos casos, ser abandonados. Além de passarem fome, frio e serem vítimas de maus-tratos, também influenciam na disseminação de doenças.
Uma fêmea que é castrada antes do primeiro período fértil (cio) tem chances de diminuir o desenvolvimento do tumor de mama (uma vez que alguns tipos desta doença dependem da existência de hormônio produzido pelos ovários) em até 95%. Evitam também a ocorrência de outras doenças como a infecção uterina (piometra), o tumor de ovário ou de útero e a gravidez psicológica.
Em machos, a remoção dos testículos na juventude pode trazer diversos benefícios, como evitar o desenvolvimento de um tumor de próstata, a presença de hérnias perineais e diminuir riscos do pet contrair TVT (tumor venéreo transmissível), uma vez que sem o estímulo hormonal, ele perde a libido e não irá mais acasalar.
Claro que existem desvantagens. Pode-se citar, por exemplo, a tendência a ter um aumento de peso, pela diminuição da ação hormonal. Também há a possibilidade de ocorrer sedentarismo, com diminuição de atividades instintivas como: pastorear, desejo por caça e praticar guarda.
A decisão de castrar ou não o pet deve ser tomada com muito cuidado, levando-se em consideração os prós e os contras. Não deixar que os pets se reproduzam de forma descontrolada também é um ato de amor. Existem diversos estudos que demonstram benefícios da castração, tanto quanto individualmente, quanto para a população animal como um todo. Tais reflexões podem servir de apoio para a tomada de decisão, de forma consciente.