30/06/2022
⚠️ALERTA E CUIDADO COM SEUS ANIMAIS ⚠️
Traumas envolvendo a região da cabeça em equinos não são raros (Ragle, 1993), podendo resultar em fraturas de mandíbula ou maxila que alteram a capacidade de apreensão e trituração dos alimentos, levando à inapetência ou à anorexia (Ragle, 1993; Valadão et al., 1994) Também tem grande importância por interferirem na alimentação e colocarem em risco a vida do animal.
As lesões podem ser ocasionadas por coices, acidentes com veículos automotivos, pancadas em objetos estáticos durante exercício ou por acidentes que levam à avulsão de dentes incisivos (Denny, 1989; Auer, 2000), e podem ser diagnosticadas por meio de exame radiográfico ou tomografia computadorizada (Kuemmerle et al., 2009). No equino, a mandíbula sofre repetidas forças durante a mastigação, e a fixação de fratura nesse osso tem por objetivo a restauração da oclusão e o retorno à função (Peavey et al., 2003). As principais formas de estabilização são: cerclagens ou hemicerclagens (Henninger e Beard, 1997; Henninger e Beard, 1999), acrílico intraoral, placa e parafusos (Auer, 2000), fixação esquelética externa (Peavey et al., 2003). Segundo Peavey et al. (2003), a utilização de placa DCP de característica compressiva (dynamic compression plate) proporciona maior resistência biomecânica à flexão, quando comparada à placa de acrílico intraoral associada a cerclagens interdentárias ou a fixador esquelético externo com ou sem cerclagens interdentárias.
Neste animal houve uma Fratura múltipla dos ramos horizontal da mandíbula e no espaço interdental.