27/03/2026
Esses dias me peguei pensando na palavra ânsia.
De acordo com o Chatinho, que, aliás, está com os dias contados, ela vem do latim anxietas, que signif**a algo como aperto, sufoco, uma pressão interna. A mesma raiz que deu origem à palavra ansiedade.
Ânsia de fazer tudo, e de fazer nada.
Ansiedade para começar projetos e para finalizar outros.�
Ânsia de vômito (coisa que eu nem posso ameaçar falar aqui em casa, pro meu marido não ter um treco 🙃).
Tendo a mesma origem, todas carregam a mesma ideia: algo dentro da gente querendo sair, com pressa, sendo empurrado.
Acho que é um pouco onde eu me encontro. Mesmo não sendo uma pessoa ansiosa, diga-se de passagem: já me disseram que meu senso de urgência é nenhum pra negativo, e eu nem discordo.
Mas ultimamente tenho pressa de ver as coisas acontecerem.�De ver resultados aparecendo, de ver as crianças crescendo e aprendendo… Na mesmíssima proporção da vontade de não fazer um belo nada.�De ver o tempo passar devagar, de congelar as imagens dos meus bebês sendo apenas bebês.�Sem produzir nada extraordinário.
Deixando o café esfriar.
Quem tem ansiedade vive assim, gente?
O que eu tenho entendido por esses dias é que talvez o caminho seja negociar entre esse querer, fazer… e deixar quieto. Aceitar que o processo também é parte da vida, e na verdade a maior parte dela, e é preciso "aproveitar o caminho", como diriam os otimistas mais românticos.
E eu até gosto do processo! Muita coisa é uma delícia de viver, lógico! Mas tem outras em que eu confesso: queria só ver logo onde vai dar.
E, se possível, que seja num lugar em que eu possa finalmente escolher entre: fazer alguma coisa que eu quero ou simplesmente estar vivendo o meu tão desejado, e espero que não superestimado,
Nada.