08/10/2025
(Trecho do livro)
Você é inteligente, mas estranha...” “Parece viver em outro mundo...”
“Não entende brincadeira, leva tudo ao pé da letra...”
“Tem um coração bom, mas é insensível às emoções dos outros...”
Essas foram apenas algumas das frases que ecoaram pela minha infância — adjetivos que, mais do que palavras, se tornaram marcas. Eu cresci sendo chamada de desinibida demais, ingênua demais e literal demais. Dizia-se, que você vai do 8 ao 80 em questão de segundos, não percebe ironias e parece habitar uma realidade paralela. E por muito tempo, eu acreditei que tudo isso era defeito. Mas não era. E não era o problema. O problema era o olhar que não compreendia.
Autor(a): R. Olegário