Guto Okada - Adestrador Comportamental

Guto Okada - Adestrador Comportamental Eu sou o guto okada. Sou adestrador comportamental, apaixonado por animaisde estimação de todos os Adestranento à distância, consultoria e acompanhamento.

Ensino de truques, solução de problemas comportamentais e reabilitação. Consulte condições especiais e serviço gratuito para cães adotados e para tutores passando por dificuldades financeiras ou cães que já tenham sido adestrados e não aprenderam ou regrediram. Adestranenro presencial somente na região da Mooca, consulte a disponibilidade.

Esse sorriso, ele é de felicidade, bem estar, ou ele indica calor, desconforto, o que vocês acham?Muitas pessoas ainda n...
17/12/2023

Esse sorriso, ele é de felicidade, bem estar, ou ele indica calor, desconforto, o que vocês acham?

Muitas pessoas ainda não sabem que o cão se resfria pela boca e pela língua. O cão não transpira pelo corpo.
Alguns até sabem disso, mas não percebem que quando o cão está com calor ele tenta maximizar seu resfriamento, abrindo bem a boca e colocando a língua para fora.

O que parece um sorriso de alegria extrema pode ser um sinal de calor, mal estar e hiperaquecimento.

Tome cuidado nesse verão. Se ver o cão com esse sorriso de língua pra fora, evite atividades físicas intensas, tente se afastar do calor e busque refrescar o cão com agua gelada.

Na dúvida, tenha sempre um termômetro por perto e meça a temperatura para ver se o cão somente esta feliz ou se ele não esta com essa cara por causa do calor, por hiperaquecimento.

O hiperaquecimento pode causar desmaio súbito, náusea, vomito, convulsão, podendo ser fatal em alguns casos.
Muitos cães de comportamento hiperativo e focado como os borders não costumam perceber que estão hiperaquecendo até ser tarde demais.

🐾 Dicas para passeios tranquilos com o seu cão! 🐶Você já passou por situações em que seu cão puxa durante os passeios, c...
14/07/2023

🐾 Dicas para passeios tranquilos com o seu cão! 🐶

Você já passou por situações em que seu cão puxa durante os passeios, causando estresse e problemas de condução? Então, este artigo é para você! Aqui, vamos falar sobre a importância de utilizar a ferramenta certa para cada caso e como aprender a fazer passeios tranquilos com qualquer tipo de coleira, peitoral e guia. Vamos lá?

Muitas vezes, quando tentamos resolver o problema sozinhos, investindo em ferramentas que se dizem milagrosas, acabamos perdendo tempo e causando desconforto ao nosso fiel companheiro. Por isso, a primeira dica que eu dou é: se não funcionou na primeira tentativa, considere investir em uma aula de adestramento com um profissional em vez de insistir em uma ferramenta de controle. Essa é a forma certa de tratar o problema de forma eficiente e personalizada para o seu cão e para você.

Ao iniciar o adestramento, é comum encontrarmos cães que já sofreram estresses e problemas devido à condução inadequada e ao uso incorreto de diferentes ferramentas. Muitos deles, infelizmente, tiveram que lidar com essa situação por um longo tempo antes de buscar ajuda profissional. Por isso, é importante não prolongar o sofrimento do seu pet e agir de maneira responsável.

Eu não costumo culpar as ferramentas por serem cruéis. Eu penso que a verdadeira crueldade com o cão é tentar controlá-lo de forma errada, lutando com ele durante os passeios, dando broncas e usando ferramentas de forma inadequada. Essas práticas podem causar desconforto físico e emocional ao seu cão, mesmo que você esteja tentando fazer o melhor.

A boa notícia é que, quando a condução é feita da forma correta e são aplicados os exercícios adequados ensinados pelo adestrador, qualquer cão pode aprender a não puxar durante os passeios, de forma tranquila, saudável, e com qualquer ferramenta. Acredite, uma única aula pode fazer toda a diferença!

Agora, vamos falar sobre algumas das ferramentas mais comuns utilizadas durante os passeios e seus possíveis impactos no bem-estar do seu cão quando essas ferramentas não são usadas de forma apropriada.

1️⃣ Coleira de pescoço: É a mais comum das ferramentas. Pode causar um leve desconforto se o cão puxa e pode causar uma dor leve quando acontece o impacto da coleira com o pescoço, mas muitas vezes não impede o cão de puxar. Possibilita comandos por meio de sinais leves, mas que não podem ser muito fortes para não machucar o cão com o impacto.
O uso impróprio da coleira em um cão que puxa pode causar tosse e problemas crônicos na traqueia do cão, devido aos impactos da coleira na garganta.

2️⃣ Guia unif**ada ou enforcador: essa ferramenta é a mais prática de ser colocada e retirada. Muito usada em pet shops para banho e tosa e por adestradores para dar comandos de guia aos cães. Ela pode causar um desconforto maior do que a coleira comum quando o cão puxa, devido à sensação de enforcamento, sendo menos prejudicial por não causar o impacto com a garganta e não gerar dor.
O desconforto do enforcamento começa leve e aumenta conforme o cão usa mais força, por isso é uma guia onde o cão pode regular seu próprio desconforto e se aliviar ao reduzir a força com que ele puxa em um passeio.
Embora algumas pessoas tenham sorte ao utilizá-la e ver resultados positivos logo de cara, nem todos os cães respondem a esse desconforto. Quando ela não proporciona o resultado esperado, ou quando usada de forma imprópria, essas ferramentas podem causar tosse e, em casos extremos, até desmaios. Além disso, também podem incitar comportamentos indesejados, como revolta e agressão.

3️⃣ Coleira Cabresto: muitas vezes apontada como solução mágica e segura para controle de passeios, essa coleira causa um desconforto intenso ao cão quando ele puxa, pois gira seu pescoço e fecha sua mandíbula. Ela pode gerar um pouco de dor devido à torção e ao aperto no focinho. Comparada ao uso impróprio do enforcador, essa coleira, mesmo se utilizada de forma imprópria, representa menor risco à saúde do cão.
Mas nem sempre ela impede o cão de puxar e, por isso, ela pode deixar o cão estressado e tenso durante o passeio, causando reações negativas, como agitação e resistência.
Em alguns casos, o uso pode incitar a revolta e a agressão.

4️⃣ Coleira de garras: Geralmente utilizada somente por adestradores, essa coleira tem o poder de causar um sinal muito intenso no pescoço do cão e, por isso, é muito utilizada como coleira de comando durante treinamentos. Ela também pode causar um desconforto bem intenso, porém com um risco mínimo de dano à saúde, menor do que os riscos da coleira cabresto, da guia unif**ada ou enforcador e da coleira comum. Isso porque ela tem pinos que cutucam o cão e são muito fáceis de sentir. Os pinos são arredondados para não causar lesões ao pescoço do cão, não perfurando, mas o uso de força pode causar dor intensa no cão, seja quando ele puxa ou quando a pessoa usa de forma imprópria.
Por ter a dor como algo possível, essa coleira, quando utilizada de forma imprópria, pode gerar medo, revolta e até mesmo incitar rebeldia ou agressão em alguns cães.

5️⃣ Peitoral antipuxão: atualmente é uma opção bastante popular para quem procura impedir que seu cão puxe durante o passeio. Esse tipo de peitoral atua causando desequilíbrio e estresse no cão que puxa, fazendo com que ele queira deixar de puxar devido a esses fatores. No entanto, nem sempre consegue obter o resultado desejado.
Devido ao desequilíbrio que causa, o peitoral antipuxão pode fazer o cão tropeçar ou andar de forma que sobrecarregue um lado do corpo e, ao longo do tempo, se o puxar persistir, pode causar problemas crônicos nos ombros e nas articulações.

6️⃣ Peitoral comum: é a principal ferramenta de passeio, considerada a mais segura, porém menos eficiente em impedir que o cão puxe ou em dar comandos de guia que ele possa perceber.
Apesar de ser a ferramenta mais segura para cães que puxam, alguns modelos de peitorais podem causar tosse se a fita passar pela região do pescoço. Além disso, podem causar dermatites de atrito, geralmente nas axilas, e sobrecarregar as articulações a longo prazo, resultando em dores crônicas na coluna e nas juntas.

É importante ressaltar que nenhuma das ferramentas de passeio é prejudicial quando usada corretamente e quando o cão não puxa. Portanto, se alguma dessas ferramentas funcionou para o seu cão logo na primeira tentativa, você pode continuar usando-a.
No entanto, se você não obteve resultados positivos e seu cão ainda puxa nos passeios, minha recomendação é que você não insista.
Nesses casos, é preferível optar por um peitoral, de preferência do tipo "H", pois a fita tende a não passar pelo pescoço, e realizar passeios limitados e curtos, evitando sobrecarregar as articulações do cão que puxa, até que você faça uma aula com um profissional para tratar do problema.

Vale destacar que todo cão que puxa durante os passeios tem um motivo para esse comportamento. Pode ser ansiedade por explorar o ambiente, o desejo de interagir com outros cães, rebeldia ou simplesmente um hábito adquirido. Independentemente de conseguir obediência fazendo o cão não puxar, trabalhar o motivo por trás do comportamento é fundamental para proporcionar mais prazer, tranquilidade e bem-estar ao seu cão durante os passeios. Lembre-se de que um cão que não puxa porque está obedecendo, mas ainda quer puxar, não está passeando de forma relaxada e pode até estar passando por estresse durante o passeio.

O companheirismo, a educação e o respeito são essenciais no relacionamento com o seu cão. Passear com seu cão deve ser sempre algo seguro e prazeroso, que traga apenas alegria, saúde e bem-estar para vocês.
Por isso, mesmo que você não esteja tendo dificuldades em seus passeios, considere investir em uma aula de adestramento específ**a, onde você poderá aprender mais sobre como trabalhar com as diversas ferramentas, certif**ar-se de que tudo está sendo feito da melhor maneira, reduzir os riscos de estresse e de incidentes, e proporcionar momentos de maior segurança, felicidade e harmonia nos passeios.
Seu cão e você merecem essa experiência incrível juntos!

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VALE A PENA SALVAR 1 ANIMAL E CONDENAR MAIS DE 400 AO SOFRIMENTO?Essa é a história da Maria e do José, um casal que ama ...
08/02/2022

VALE A PENA SALVAR 1 ANIMAL E CONDENAR MAIS DE 400 AO SOFRIMENTO?

Essa é a história da Maria e do José, um casal que ama os animais. Há 4 anos atrás, eles encontraram uma linda fêmea na rua, mas magrinha, desnutrida, e resolveu alimentar.
O casal adotou essa fêmea um ano depois, durante o cio ela emprenhou. Gerando 8 lindos filhotinhos. 4 machos e 4 fêmeas. Tão lindos que Maria doou todos a seus vizinhos muito rápido para 8 famílias que também amam os animais. Pensando estar sendo responsável, Maria e José castraram sua fêmea, mas não castraram os filhotes que doaram.

No ano seguinte, as 4 filhas da fêmea de Maria e José, emprenharam, que linda família que crescia, cada fêmea gerou mais 8 lindos filhotes, totalizando 32 lindos filhotinhos 16 machos e 16 fêmeas.
Dizem que é bom dar a primeira cria antes de castrar não é. Então após essa cria todas foram devidamente castradas.

Dessa vez foi mais difícil conseguir doar todos, mas com esforço e anúncios nós grupos de internet, todos foram doados rapidamente de novo. Mas novamente nenhum filhotinho foi castrado.

Ano passado a fêmea de Maria e José, tinha 16 netas e elas emprenharam dando a luz a 128 filhotes cada uma.
Dessa vez os grupos de internet não deram conta, só deu pra doar 100 com muito esforço, o resto foi parar na rua. Alguns morreram de fome infelizmente.

Foi uma judiação ver o sofrimento dos 28 filhotes que morreram serm conseguiram um lar.

Mas com a ajuda dos protetores, conseguimos salvar 100 bisnetos da fêmea de Maria e José, e é isso que importa. Foram 50 machos e 50 fêmeas doados para boas famílias que amam os animais.

Neste ano 50 bisnetas que sobreviveram deram a primeira cria. Foram 400 lindos filhotinhos no total.
Mas dessa vez, centenas morreram, centenas foram parar nas ruas, centenas estão a vida toda em ongs aguardando adoção.. doença, desnutrição, fome, desespero... E o cenário está caótico.
E Maria e José nem sabem o tanto de sofrimento que aquele simples ato de doar filhotes não castrados causou em tantas e tantas outras vidas.

É isso que vivemos hoje.
Assim acontece todo dia, como tantas Marias e Josés, que acharam que estavam fazendo só o bem ao salvar uma fêmea, mas acabaram condenando centenas de vidas a morte, ao abandono e ao sofrimento, por não castrarem os filhotes antes de doar.

Mesmo que seja uma única fêmea não castrada, não sabemos o futuro. Essa fêmea, igual a fêmea de Maria e de José, em poucos anos pode gerar mais de 400 vidas, dando uma única cria só cada uma.
Castrar depois da primeira cria ajuda muito pouco esse cenário, pois a população cresce de forma absurda com uma única reprodução de cada fêmea.

Não seja como a Maria e o José, não doe animais não castrados não resgate animais se você não puder castrar. Não alimente animais de rua sem antes castrar todos eles. Principalmente as fêmeas.

Apoie essa campanha, se a castração não foi feita, o resgate ainda não terminou.

A castração de cães e gatos pode ser seguramente feita aos 45 dias de vida.
Em muitas cidades a castração é oferecida gratuitamente pela prefeitura. Muitas clínicas cobram preços populares para castração particular. Pesquise!

Proteja o bem estar animal.
Somente doe animais depois de castrar!










11/01/2022

POR QUE ADESTRAR?

Muita gente ainda acredita que adestramento seja só o ensino de truques, que um cão adestrado se torna um robô ou que adestrar seja castigar os animais que se comportam mal.

Antigamente isso até poderia ser verdade, mas a ciência do adestramento evoluiu muito e há algum tempo deixou de ser somente aquele trabalho feito com animais de shows e circos, para se transformar na principal ciência de bem estar emocional e comportamental de todo animal de estimação.

No caso dos cães, o adestramento comportamental moderno trabalha não somente no condicionamento dos exercícios básicos como o senta, o deita, o f**a... mas também modela a personalidade, trabalhando na redução da ansiedade, no desenvolvimento do autocontrole e autoconfiança, na superação e em tudo que envolve o bem-estar emocional de seu companheiro.

Todo comportamento indesejado surge vinculado a uma dificuldade emocional. Por exemplo, latidos excessivos costumam ser consequência de insegurança ou aversão. Já puxar nos passeios, pular nas pessoas e morder enquanto br**ca são quase sempre relacionados a ansiedade.
O trabalho de adestramento comportamental procura resolver os problemas através do equilibrio emocional do animal, e não somente em fazer ele obedecer a nossos pedidos ou aplicar castigos pelo mal comportamento.

A ciência comportamental moderna ainda possibilitou novos métodos de adestramento que solucionam qualquer tipo de problemas sem nenhum uso de aversivo, castigo, bronca ou punição intencional.

Os métodos tradicionais também foram reformulados na busca de proporcionar o maior bem estar possível aos animais e minimizar qualquer tipo de sofrimento.

Então, se você gosta de seu animal de estimação, porque não proporcionar a ele o que há de melhor em aprendizado, em equilíbrio emocional e bem-estar?

Na questão de bem-estar, o adestrador comportamental é tão importante quanto ou mais importante que o médico veterinário.
Se fizermos uma analogia com os humanos, o adestrador comportamental seria como um professor e psicólogo juntos. Procurar um médico pode ser sempre necessário para qualquer doença que a gente tenha, mas se estivermos em busca de aprendizado, de bem-estar emocional, de alcançar o estado de felicidade, ou resolver traumas, dificuldades e conflitos, um médico pouco vai poder nos ajudar.

Por isso, se você se preocupa com o aprendizado e com a saúde emocional de seu companheiro, tenha sempre um adestrador de confiança para se consultar a respeito do bem-estar e do comportamento de seu cão.

Não perca este e outros assuntos que serão abordados nos episódios que serão lançados em breve no meu podcast: Dia de Cão.

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23/05/2021

Cachorro resgatado. Ainda disponível para adoção. Adestrado. Está em lar temporário. Tem em torno de 4 anos, castrado, fez checkup veterinário, sem problemas de saúde.

Procura um lar definitivo com pessoas atenciosas e com disponibilidade para cuidar bem dele.
Seu nome é Feijão. Ele é super carinhoso, adora br**cadeiras. Ótimo cão para família.
Aproximadamente 15 quilos.

A família adotante vai receber aulas gratuitas para adaptação com dicas sobre cuidados, manejo e bem estar.
Para possibilitar o acompanhamento, a família deve residir na Mooca ou região próxima. Preferência por casa.

Quem tiver interesse chama no whats 11994273466
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17/05/2021

Cachorro resgatado, disponível para adoção. Foi resgatado há um ano. Está em lar temporário. Tem em torno de 4 anos segundo o veterinário. Está castrado, fez checkup recente com ultrassom é raio x. Sem problemas de saúde.

Procura família atenciosa e com tempo para cuidar bem dele.
Seu nome é Feijão. Ele é super carinhoso com pessoas conhecidas, adora carinho e br**cadeiras. É bem apegado a família.
Ele pode estranhar alguns animais e pessoas desconhecidas à primeira vista, mas faz amizade fácil.

Inicialmente era agressivo por conta da vida nas ruas. Mas já fez 3 meses de adestramento para dessensibilizar a reatividade adquirida, e agora já está pronto para um lar definitivo.
Mesmo quando estranha, obedece comandos, se acalma e aceita aproximação para fazer amizade.

Já condicionado para comandos básicos como senta, deita, f**a..

Tem porte pequeno/médio, aproximadamente 15 quilos.
A família adotante vai receber suporte com algumas aulas de adestramento para adaptação.

Melhor se for cão único. Mas pode conviver com outros cães caso a família adotante tenha experiência no manejo.

Para possibilitar o acompanhamento, a família deve residir na Mooca ou região próxima.

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SEU CACHORRO ANDA COMENDO COCÔ?O nome dado a este problema é Coprofagia.O hábito de comer fezes é um problema comum. Em ...
04/05/2021

SEU CACHORRO ANDA COMENDO COCÔ?

O nome dado a este problema é Coprofagia.
O hábito de comer fezes é um problema comum. Em filhotes normalmente é por causa do intestino do cão que demora um pouco para estar completamente eficiente.

Nesse período o cão não digere completamente o alimento que ele come e no cocô dele vai sair comida não digerida.
É essa comida que o cão está buscando.

O fato do cão comer as proprias fezes não faz mal a saúde. Só é um pouco anti-higiênico para as pessoas, pois eles tendem a espalhar o cocô e esmigalhar ele por aí, além de lamber os tutores.

Em alguns casos, esse comporramento pode ser causado também por vermes intestinais. Esses vermes podem fazer o cocô sair mais rápido e com vestígio de comida, e tambem pode dar alguma deficiência nutricional que também pode induzir o cão a se interessar pelo cocô como forma de recuperar esse nutriente em falta.
A primeira coisa a fazer é sempre verif**ar se vermifugo está em dia e fazer um check-up veterinário com exame de saude em geral e de sangue para ver se não está tendo alguma deficiência nutricional.

Quando o problema não é veterinário, a coprofagia é comportamental.
Esse hábito costuma ser causado por estresse, como por exemplo não ter com que br**car e ter gostado da br**cadeira com o proprio cocô.
E em raros casos pode ser só uma mania de comer cocô.

O adestramento para cocô no lugar certo e na hora certa ajuda bastante. Ele possibilita que a gente consiga retirar o cocô antes de dar tempo do cão comer e com isso ir reduzindo o hábito.

Alguns suplementos alimentares podem ajudar no caso de filhotes, como por exemplo probióticos ou umas sementes de mamão na comida, eles as vezes ajudam na digestão e reduzem o alimento não digerido que sai nas fezes.

Existe uma medicação chamada coprovet que é um amargante em forma de comprimido, não tem gosto quando o cão come, mas deixa o cocô com gosto bem ruim depois que sai. As vezes funciona, as vezes não. E as vezes funciona só quando o cão toma o remédio e isso deixa a gente dependente do produto que não é barato. Se quiser tentar, se informe com seu veterinário.

Deixar de dar petiscos industrializados é muito recomendado. Eles tem conservantes e aromas artificiais que não são digeridos e sempre saem vestigios e odores nas fezes que atraem os cães achando que o cocô é um petisco. Muitas vezes só isso resolve.

Dar só ração ou só alimento natural também é uma tentativa, ajuda o intestino a funcionar melhor, a flora intestinal f**a adaptada aquele tipo de alimento. Variar muito a alimentação pode fazer com que a flora intestinal não esteja pronta para aquele alimento e ele acaba saindo nas fezes.

Quando nada funciona, só o adestramento pode resolver. O adestrador utiliza de técnicas de manejo e condicionamento para ir trabalhando o problema.

Em alguns casos, os filhotes br**cam com o cocô por ver os tutores retirando o cocô e aprendem a levar o cocô para algum lugar e br**car com ele.
Uma das técnicas usadas no manejo é tirar o cocô sem o cão ver, é uma alternativa que ajuda o cão a dar menos valor, mas nem sempre funciona.

Já para os casos persistentes e mais difíceis o trabalho envolve exercícios de condicionamento, eles ensinam o cão a ignorar o cocô e a deixar o cocô para o tutor pegar. Isso é feito com treinos de auto controle e treinos para que perca o interesse no cocô. Estes treinos são os mais eficientes.

Caso esteja passando por este problema, procure primeiro seu veterinário, e caso o problema seja comportamental, procure um adestrador.

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Guto Adestrador

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A POLÊMICA COLEIRA DE CHOQUE E O ADESTRAMENTO.CHOQUE É PUNIÇÃO?Não, o uso do choque no adest...
02/05/2021

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A POLÊMICA COLEIRA DE CHOQUE E O ADESTRAMENTO.

CHOQUE É PUNIÇÃO?
Não, o uso do choque no adestramento pode ser punição, positiva ou negativa e também reforço, positivo ou negativo.

O QUE É PUNIÇÃO POSITIVA E NEGATIVA, E REFORÇO POSITIVO E NEGATIVO?
Punição positiva é quando o adestrador causa uma sensação ruim no cão como consequência de um comportamento indesejado para impedir, inibir ou reduzir esse comportamento. Se o cão não se sentir mal como consequência daquele comportamento, aquele comportamento não terá sido punido positivamente.
Punição negativa é quando o adestrador retira um direito, um benefício ou um prazer do cão como consequência de um comportamento indesejado para impedir, inibir ou reduzir esse comportamento. Se o cão se sentir mal com isso, a punição foi positiva. A punição negativa ocorre somente quando o cão perde o prazer, mas mantem seu estado normal de bem estar.
Reforço positivo é quando o adestrador causa uma sensação de prazer ao cão como consequência de um comportamento para incentivar e fortalecer esse comportamento.
Reforço negativo é quando o adestrador retira um castigo, ameniza um sofrimento, melhorando a condição do cão como consequência de um comportamento desejado, para incentivar e fortalecer esse comportamento.

COMO O CHOQUE PODE FUNCIONAR NESSES QUATRO QUADRANTES?
O choque pode sim causar bem estar ou dar prazer. Não é o uso mais comum, porém é possível. Para entender melhor vejamos o exemplo com pessoas e seus tratamentos médicos. O choque de baixíssima intensidade pode causar sensação de alívio de dores como no uso de TENS na sessão de fisioterapia e no tratamento da depressão chamado de ECT, onde choques na região cerebral geram aumento dos hormônios de prazer e satisfação. Além deste uso, por incrível que pareça, existe choque que causa prazer imediato em certas pessoas, já existem dispositivos e estudos comprovando que um choque especifico pode induzir mulheres a terem a sensação de orgasmo.
Então se depois de um comportamento qualquer o cão ao levar um choque e sentir prazer, o choque será reforço positivo. Se sentir mal estar, será punição positiva.
Se o choque for constante e manter o cão em sensação de mal estar, ao se retirar o choque o reforço será negativo. E se o choque constante estiver gerando sensação de prazer, ao ser retirado o choque a punição será negativa.
Quando o choque causa prazer, este choque atua como um reforço positivo. E quando esse choque cessa e o prazer é retirado, ocorre a punição negativa.
Porém a sensação mais comum que temos de choque é a de mal estar.
Quando o choque direto causa dor e sofrimento, a punição é positiva. Quando mantemos esse choque constante e seu mal-estar causado um determinado período de tempo, ao retirar esse choque geramos alivio e assim fazemos um reforço negativo.

PUNIÇÃO NO ADESTRAMENTO É MAUS TRATOS?
Não. A punição pode ser uma coisa boa para os animais.
Toda punição sim envolve uma perda em relação ao bem estar. Mas nem toda perda de bem estar é prejudicial.
O sofrimento é a forma principal que a natureza encontrou para a autopreservação dos seres vivos. É quando o ser vivo sente dor que ele se protege, se afastando da ameaça e aprendendo com aquele evento. Por exemplo, o fogo é algo muito bonito, ilumina e tem formas interessantes de se ver, também aquece a gente e nos faz se aproximar durante o frio. Porém ao chegar muito perto ou encostar no fogo sentimos dor. Isso nos ensina a distância que devemos manter para não queimar.
A dor e o sofrimento tem o poder de ensino. Isso é fato. Nós utilizamos isso constantemente na escola. Por exemplo, quando um aluno recebe nota baixa na escola, ele é punido. Esta punição de levar nota baixa causa mal estar, decepção, medo de reprovação e etc. Esta experiência de vida direciona o aluno a fugir da reprovação e se dedicar aos estudos como forma de passar de ano, de sobreviver na escola.
Mas a punição em excesso pode ser algo ruim e gerar maus tratos. Por exemplo, antigamente se usava a palmatória nas escolas. Aluno que ia mal levava uma palmada na mão. Este método de agressão física na escola pode se mostrar eficiente sim, porém é um excesso que causa sofrimento injustificável.
Mas, imagine que durante uma aula prática de química, um aluno curioso resolva colocar a mão em um frasco de ácido, o professor ao ver a cena e o comportamento indesejado imediatamente dá um tapa na mão do aluno evitando que ele sofra queimaduras. Sim, o aluno foi punido com um tapa na mão por ter tentado fazer o que não devia, e não vai mais por a mão sem autorização do professor, porém mesmo que seja um ato de educar por meio de agressão física, este tapa foi plenamente justificável porque ele salvou a mão do aluno de sofrer sérias queimaduras e sequelas.
Quando estamos adestrando um cão, devemos avaliar qual o comportamento indesejado ele apresenta e qual a proporção da punição que podemos aplicar de forma justificável.
Qualquer excesso punitivo será maus tratos. Mas a punição justif**avel e no limites do equilibrio entre o ato e a consequência pode perfeitamente ser algo benéfico.

COLEIRA DE CHOQUE É MAUS TRATOS?
Não, coleira de choque não signif**a maus tratos.
A coleira de choque é uma ferramenta que pode ser usada de forma punitiva sim. Igualmente podemos usar como punição outras ferramentas, como guias e coleiras comuns, rolos de jornal, garrafas que fazem barulho, gritos e imposições posturais, toque físico e etc.
Como visto, punição é algo presente e necessário para o aprendizado natural de todo ser vivo. A punição de forma proporcional e equilibrada é uma ferramenta de ensino muito importante e benéf**a.
Maus tratos é somente a punição em excesso, de qualquer forma, mesmo que seja feita somente na forma verbal com gritos.
Uma ferramenta de maus tratos é somente aquela ferramenta que tiver função específ**a para causar sofrimento injustificável ou desnecessário.
Além disso, a coleira de choque não serve somente para punir, de acordo com o uso, o choque pode causar prazer ou gerar bem estar. Por exemplo, o choque da coleira em baixa intensidade pode gerar prazer ao ser associado a uma boa refeição e servir para chamar o cão a longas distâncias.

AQUELA COLEIRA ELETRÔNICA QUE GERA IMPULSO ELÉTRICO OU ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS), IGUAL NA FISIOTERAPIA, É COLEIRA DE CHOQUE?
Sim. Conforme definição da FUNDACENTRO, órgão do governo federal do Brasil que tem por objetivo elaborar estudos e pesquisas sobre as questões de segurança, higiene, meio ambiente e medicina do trabalho, o choque elétrico é o efeito patofisiológico que resulta da passagem de uma corrente elétrica, chamada de corrente de choque, através do organismo humano, podendo provocar efeitos de importância e gravidades variáveis. O funcionamento da TENS é a passagem de corrente elétrica pelo organismo, indo de um polo ao outro de um dispositivo e usando o corpo como passagem. Isso se encaixa perfeitamente na definição de choque elétrico.
O que acontece é que a intensidade da corrente elétrica determina se nosso corpo vai sentir ou não. Intensidades baixíssimas de corrente não são nem perceptíveis. E a frequência, formato de onda e demais propriedades da corrente elétrica também determinam onde e de que forma esse choque vai ser percebido. O equipamento de TENS faz um choque elétrico especial que somente é percebido pelos nervos e causa contrações e reações musculares. Ainda é um choque elétrico, porém não é percebido pelo nosso corpo da mesma forma que um choque elétrico comum.

A COLEIRA DE CHOQUE COMUM, MAIS BARATA, É MAUS TRATOS?
Não. Apesar do choque elétrico causado pela coleira de choque comum ser mais perceptível, o uso desta coleira pode ser feito normalmente como ferramenta punitiva benéf**a e também como ferramenta de reforço positivo, a depender da percepção do cão e da associação que for feita entre o estímulo.

SE A ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA TENS É USADA NA FISIOTERAPIA SIGNIFICA QUE ELA É INOFENSIVA?
Não. Qualquer ferramenta pode ser utilizada de forma imprópria e excessiva, ou mesmo criminosa.
No caso da fisioterapia, o uso da fermenta de choque para fazer tratamento em outras pessoas é proibido, pois é exercício ilegal da profissão. Somente o fisioterapeuta pode usar a ferramenta para fazer tratamento em outras pessoas, pois envolve uma serie de questões da area da saúde. Mas para uso próprio é permitido. Existem equipamentos domésticos onde a pessoa pode fazer a estimulação em si mesma e sem nenhum problema, afinal ela mesma vai dizer se está se sentindo bem ou mal.
Além disso o uso na fisioterapia em nada tem relação ao uso em adestramento. Isso porque o uso na fisioterapia é somente para alivio da dor, e o profissional interrompe o tratamento a qualquer sinal de desconforto. Já no adestramento o desconforto pode ser utilizado como punição desde que justificável.

O QUE DIZ A FBAA FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ADESTRADORES DE ANIMAIS SOBRE A COLEIRA DE CHOQUE?
Apesar de ser a favor do uso a FBAA em recente parecer sobre o uso da ferramenta, na minha avaliação se mostrou contra a coleira de choque comum, aquela que não usa a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), afirmando que somente a coleira que trabalha com TENS é a que seria recomendável, e por incrível que pareça, se mostrou também contra o uso punitivo desta ferramenta, afirmando que: "O colar eletrônico não é para ser usado como castigo, nem correção. Ela é apenas uma ferramenta de comunicação entre o treinador e o cachorro".
Ou seja, pelo que eu entendi, FBAA defende que o uso da coleira de choque deva ser somente no método de adestramento 100% positivo, o que na minha opinião limita de forma injustificável e prejudicial o exercício da profissão e uma série de técnicas de uso benéfico, justificável e equilibrado da correção por meio da punição positiva do choque elétrico.
Espero que este posicionamento da FBAA não contribua para a proibição da ferramenta.

É POSSIVEL FAZER O ADESTRAMENTO E INCLUSIVE A REABILITAÇÃO DE CÃES USANDO PUNIÇÃO POSITIVA, MAS SEM USO DE FERRAMENTAS ESPECÍFICAS PARA ISSO?
Sim. A punição positiva não é somente realizada com o uso de ferramentas ou mesmo com o uso de agressão física.
Como já citado, a punição positiva é uma situação de mal estar, e pode ser feita de inúmeras formas.
O grito, a bronca, a restrição alimentar, a limitação de espaço são todos exemplos de técnicas que podem ser utilizadas de forma punitiva, e não dependem de qualquer ferramenta e nem do contato físico.

É POSSÍVEL FAZER O ADESTRAMENTO E INCLUSIVE A REABILITAÇÃO DE CÃES SEM O USO DE PUNIÇÃO POSITIVA E CONSEQUENTE REFORÇO NEGATIVO?
As vezes sim, mas nem sempre. Em um resumo bem simplif**ado, quando o comportamento indesejado causa prazer no cão, comportamento auto reforçado, o adestrador pode frustrar o prazer deste comportamento com uso de impedimentos e em seguida gerar prazer em comportamentos desejados, direcionando o cão a extinção do comportamento indesejado com técnicas baseadas nessa estrutura. Por exemplo se um cão ataca e morde outros cães porque sente prazer neste comportamento, uma forma de trabalhar sem uso de punição positiva é o de limitar a mordida e a obtenção de prazer pelo cão com o uso de focinheiras e barreiras que impeçam ele de alcançar a satisfação, e simultaneamente direcionar seu prazer e saciedade de instintos a caça e ataque de itens permitidos como bonecos e brinquedos. Já se o ataque é por medo ou defesa então o trabalho visa fazer a dessensibilização e o contra condicionamento pata eliminar a necessidade em agredir. Não é nada fácil e envolve muita técnica, mas não é completamente impossível.

SE É POSSÍVEL O ADESTRAMENTO E INCLUSIVE A REABILITAÇÃO SEM USO DE FERRAMENTAS ESPECÍFICAS PARA PUNIR OU SEM USO DE PUNIÇÃO POSITIVA, ENTÃO PORQUE CONTINUAR USANDO ESTAS FERRAMENTAS?
Porque são fermentas benéf**as. É preciso abandonar o dogma de que punição nunca será benéf**a. Como já visto a punição pela dor e sofrimento é o principal mecanismo de auto preservação da natureza de todo ser vivo e ótima ferramenta para aprendizado.
Nunca se deve proibir o uso de ferramenta ou técnica benéf**a por mero preconceito, discriminação, política de boa aparência ou desinformação.
O que se deve proibir sempre é o abuso. E o abuso está em todas as ferramentas e em todas as técnicas. O grito pode ser abusivo. A limitação de espaço pode ser abusiva. A restrição alimentar pode ser abusiva. A provação de companhia pode ser abusiva. Até mesmo o prazer pode ser abusivo e gerar mal estar como por exemplo a hiperalimentação, o fornecimento de brinquedos ou itens perigosos com risco de ingestão e etc.
Maus tratos é algo a ser avaliado caso a caso. O que é abuso em uma situação pode não ser nada em outra, e ainda pode ser algo benéfico em um terceiro caso.
Tudo que pode ser usado de forma benéf**a deve ser permitido, e isso inclui a coleira de choque.

ENTÃO DEVEMOS USAR OU PERMITIR O USO A COLEIRA DE CHOQUE?
Não exatamente. Não quero aqui incentivar ou condenar o uso de qualquer ferramenta.
O uso ou não da coleira de choque é escolha pessoal de cada profissional, e de cada cliente.
Os adestradores profissionais podem fazer uso da ferramenta caso eles gostem e se sintam a vontade em utilizar, isso pode ser feito de forma completamente benéf**a e eficiente.
E todo cliente tem o direito de pedir pelo uso ou não permitir o uso de qualquer feramenta que ele goste ou não goste que seja usada em seu cão.

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São Paulo, SP

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