15/12/2025
24 anos depois… Se essa Tati de dez/2001 pudesse espiar a de hoje, talvez ficasse surpresa com a quantidade de caminhos que o diploma não mostra.
Ela acharia que, com o canudo na mão, já estaria pronta, mas logo entenderia que a parte mais difícil (e mais bonita) da Medicina Veterinária começa quando a cerimônia de formatura acaba.
E eu, daqui, com mais de duas décadas de estrada, queria poder sentar com ela, ainda de beca, e dizer umas coisas importantes:
Que ela vai atender pacientes que vão ensiná-la sobre limites, escuta e respeito.
Que ela vai encontrar tutores tão amorosos que farão com que cada consulta pareça uma extensão da própria casa.
Que o jaleco vai pesar em dias difíceis e que está tudo bem ter dúvidas, cansaço, frustração.
Mas também que esse mesmo jaleco vai carregar, junto, a honra de acompanhar ciclos inteiros de vida. Vai ser testemunha de histórias únicas. Vai cruzar com olhares que dizem tudo sem palavras. Vai ouvir confissões no corredor. Vai acolher silêncios. Vai criar laços que duram muito além da consulta.
E que, um dia, ela vai descobrir um jeito de atender que parece mais com ela: com mais tempo, mais vínculo, mais calma e mais verdade.
A Tati do passado achava que ser veterinária era cuidar da saúde dos pets.
A de hoje sabe que é também fazer parte das pequenas revoluções que acontecem dentro das casas, das famílias, das rotinas.
Que é estar presente quando a dor aperta, mas também quando a vida transborda.
E que, no fundo, isso tudo sempre foi sobre amor, mesmo quando parecia só ciência.
Porque o que sustenta o ofício, no fim das contas, é aquilo que não cabe no currículo, mas cabe no coração.
✨ Obrigada a cada pessoa, pet, família e parceiro de caminhada que confiou em mim nesses 24 anos. Foi esse encontro com vocês que fez tudo valer a pena e que ainda faz!