09/09/2025
Hoje é o Dia do Médico Veterinário.
E eu não consigo falar disso sem sentir o coração bater mais forte, porque ser veterinária não é apenas algo que eu faço — é o que eu sou.
Desde criança, esse desejo já morava em mim. Não era um sonho distante, era uma necessidade visceral, como se eu tivesse nascido com essa missão tatuada na alma. Cresci com a certeza de que os animais seriam sempre meu norte, meu sentido, meu chamado.
Ser veterinária é carregar no peito o peso e a beleza de vidas que não falam, mas que gritam em silêncios. É ser abrigo, é ser cura, é ser quem se doa mesmo quando o corpo pede descanso. É chorar escondido e, ainda assim, sorrir diante do tutor para passar confiança. É sentir-se pequena diante da grandeza da vida, mas nunca desistir de lutar por ela.
Eu amo essa profissão com uma intensidade que dói e, ao mesmo tempo, me sustenta. Amo os animais não de um jeito romântico, mas de um jeito bruto, visceral — amo porque eles são a parte mais pura desse mundo e porque, de alguma forma, me completam.
Hoje não celebro apenas a profissão. Celebro a menina que sonhou, a mulher que realizou e a veterinária que segue, todos os dias, vivendo esse amor que não se explica — só se sente.