Luiza Gibson - Médica Veterinária

Luiza Gibson - Médica Veterinária Atendimento domiciliar para cães e gatos no Rio de Janeiro 💜
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Existem dias pesados. Dias que doem fundo.Mas é neles que encontro meu alívio. no olhar, no silêncio e na presença dos a...
23/05/2026

Existem dias pesados. Dias que doem fundo.
Mas é neles que encontro meu alívio. no olhar, no silêncio e na presença dos animais.
É por eles que levanto. É neles que repousa minha força.
Minha existência se entrelaça à deles.
Sem eles, eu me desencontro de mim.
Obrigada.

Luizinha, aos 3 anos, já sonhava em ser médica veterinária.Hoje, a Luiza que ela se tornou honra esse sonho e vai além.S...
27/03/2026

Luizinha, aos 3 anos, já sonhava em ser médica veterinária.
Hoje, a Luiza que ela se tornou honra esse sonho e vai além.

Sempre imaginei uma medicina veterinária mais próxima, mais humana, mais presente… e encontrei isso no atendimento domiciliar. Ver tantos colegas trilhando esse mesmo caminho me enche de orgulho e esperança.

Obrigada por fazerem parte disso. Obrigada
Seguimos juntos por uma medicina veterinária mais justa, mais próxima e verdadeiramente comprometida com o bem-estar de cada paciente 🧡

Oi, gente! 🐾  Pra quem ainda não sabe, além do atendimento veterinário domiciliar, também ofereço hospedagem e serviço d...
17/03/2026

Oi, gente! 🐾
Pra quem ainda não sabe, além do atendimento veterinário domiciliar, também ofereço hospedagem e serviço de pet sitter pro seu pet!

Cuidando com carinho, atenção e toda a dedicação que eles merecem, como se fossem meus 🧡

Ultimamente tem sido pesado. Muitos pacientes doentes, exames difíceis de ver, diagnósticos que apertam o peito. Mesmo a...
15/01/2026

Ultimamente tem sido pesado. Muitos pacientes doentes, exames difíceis de ver, diagnósticos que apertam o peito. Mesmo assim, meu propósito nunca muda. Fazer tudo o que estiver ao meu alcance para oferecer conforto, dignidade e o máximo de bem-estar possível.

Quando um paciente volta a se alimentar, algo dentro de mim se reorganiza. É um alívio que emociona, que dá fôlego para continuar. No primeiro vídeo, Calvin, portador de doença renal crônica, finalmente aceita seu churuzinho depois de um período sem querer comer direito. Depois, dois outros pacientes que também melhoraram. Coincidência ou não, se chamam Theodoro e Theo.

Eu agradeço todos os dias por poder cuidar de seres tão incríveis. Por testemunhar essas pequenas grandes vitórias que, no fim, são o que sustentam o meu coração.

2025 não foi um ano didático.Foi um ano de impacto.Fui decepcionada, mas o cuidado não diminuiu. Entre perdas pessoais p...
31/12/2025

2025 não foi um ano didático.
Foi um ano de impacto.

Fui decepcionada, mas o cuidado não diminuiu. Entre perdas pessoais profundas, segui inteira para quem dependia de mim. Cada paciente exigiu presença real. Cada tutor confiou algo que não se delega.

Aprendi que cuidar não é ausência de dor. É permanência. É sustentar o outro mesmo quando o corpo pesa. Aos pacientes e tutores que caminharam comigo, o compromisso segue intacto.

Esse ano me desorganizou para me tornar mais forte e mais inteira no cuidado.
Que venha 2026. Eu sigo aqui.

Hoje completo oito anos de formada em Veterinária e, quando olho pra trás, não vejo uma linha reta profissional. Vejo ci...
12/12/2025

Hoje completo oito anos de formada em Veterinária e, quando olho pra trás, não vejo uma linha reta profissional. Vejo cicatrizes. Vejo noites mal dormidas, cheiros que grudam na pele, marcas de arranhão que nunca sumiram direito. Vejo também olhos, dezenas, centenas, me encarando como se eu fosse a última chance deles. E, de algum jeito estranho e visceral, isso sempre fez sentido pra mim.

Não celebro um diploma. Celebro ter sobrevivido ao que essa escolha faz com a gente. Celebro ainda sentir o estômago virar quando um animal chega mal. Celebro o nó na garganta que dá quando um gato finalmente aceita comer depois de dias lutando. Celebro o silêncio pesado que f**a quando não dá pra salvar, porque é nele que eu lembro o porquê de continuar.

Oito anos aprendendo que amor por animal não é fofura, é guerra diária. É sujar a roupa, tremer a mão, segurar a respiração e seguir mesmo assim. É saber que cada vida que encosta em mim carrega uma história inteira que eu só consigo entender com o olhar e com o toque.

E, mesmo depois de tudo, continuo aqui. Porque não existe outro lugar onde eu me reconheça tanto quanto ao lado de um bicho que precisa de mim. Porque, por mais que doa, por mais que pese, nada no mundo me faz sentir tão viva quanto essa profissão que escolhi ou que me escolheu.

Oito anos. E o amor continua bruto, profundo, incômodo e absolutamente meu.

não foi escolhafoi instintome vi com as mãos cheias de vidaouvindo corações que não falammas confiamhá algo de imenso em...
06/11/2025

não foi escolha
foi instinto

me vi com as mãos cheias de vida
ouvindo corações que não falam
mas confiam

há algo de imenso em amar o que sofre
em tocar a dor e permanecer

não é ternura o que me move
é algo profundo
que reconhece o que ainda pulsa

e quando um olhar cansado repousa em mim
é como se o tempo respirasse de novo

sou feita de pelos, cicatrizes e silêncios
e de uma fé antiga
naquilo que insiste em viver

Amar a medicina veterinária não é simples. Os animais são tudo para mim, são a razão que me move, mas também são a lembr...
25/09/2025

Amar a medicina veterinária não é simples. Os animais são tudo para mim, são a razão que me move, mas também são a lembrança constante de que a vida é frágil. É visceral: me atravessa, me transforma, me cobra um pedaço a cada perda.

Nem sempre ganho. Há dias em que o esforço não basta, e eu volto para casa com um vazio difícil de traduzir. Essas cicatrizes não desaparecem. Mas é justamente nelas que entendo o tamanho do que escolhi viver.

Porque também existem os outros momentos — o alívio de um olhar que volta a brilhar, o corpo que respira depois da luta, o carinho silencioso que diz mais que qualquer palavra. É aí que encontro a resposta para continuar: amar os animais é aceitar sangrar um pouco toda vez, só para vê-los inteiros.

Hoje é o Dia do Médico Veterinário.E eu não consigo falar disso sem sentir o coração bater mais forte, porque ser veteri...
09/09/2025

Hoje é o Dia do Médico Veterinário.
E eu não consigo falar disso sem sentir o coração bater mais forte, porque ser veterinária não é apenas algo que eu faço — é o que eu sou.

Desde criança, esse desejo já morava em mim. Não era um sonho distante, era uma necessidade visceral, como se eu tivesse nascido com essa missão tatuada na alma. Cresci com a certeza de que os animais seriam sempre meu norte, meu sentido, meu chamado.

Ser veterinária é carregar no peito o peso e a beleza de vidas que não falam, mas que gritam em silêncios. É ser abrigo, é ser cura, é ser quem se doa mesmo quando o corpo pede descanso. É chorar escondido e, ainda assim, sorrir diante do tutor para passar confiança. É sentir-se pequena diante da grandeza da vida, mas nunca desistir de lutar por ela.

Eu amo essa profissão com uma intensidade que dói e, ao mesmo tempo, me sustenta. Amo os animais não de um jeito romântico, mas de um jeito bruto, visceral — amo porque eles são a parte mais pura desse mundo e porque, de alguma forma, me completam.

Hoje não celebro apenas a profissão. Celebro a menina que sonhou, a mulher que realizou e a veterinária que segue, todos os dias, vivendo esse amor que não se explica — só se sente.

Os cães me ensinaram a linguagem da cura: a de olhar nos olhos sem pressa, de ouvir com o corpo inteiro, de existir com ...
18/08/2025

Os cães me ensinaram a linguagem da cura: a de olhar nos olhos sem pressa, de ouvir com o corpo inteiro, de existir com verdade.
Dizem que sou como um Golden Retriever — feita de alegria fácil, de luz que chega antes. Mas até os sóis se escondem, e eu também atravessei noites sem amanhecer.
Foi entre patas e silêncios que aprendi que a vida se refaz. Eu os curo todos os dias — e todos os dias eles também me curam.
Hoje, no abraço desse Golden, abraço também a mim mesma: reencontro minha própria natureza — dourada, vulnerável, mas inteira outra vez.

Quando eu tinha 11 anos, sentei no chão, cercada de folhas e canetas coloridas, e escrevi um “livro” sobre raças de cach...
12/08/2025

Quando eu tinha 11 anos, sentei no chão, cercada de folhas e canetas coloridas, e escrevi um “livro” sobre raças de cachorro.
Não era tarefa de escola, nem obrigação… era um chamado que eu ainda não sabia nomear.
Enquanto rabiscava letras tortas e colava figuras recortadas de revistas, eu já carregava a certeza silenciosa de que minha vida seria dedicada a cuidar do que confia sem pedir, a ouvir silêncios que dizem mais que palavras.

Hoje, quase 8 anos depois de me formar, olho para aquela criança e percebo: ela já sabia de tudo.
Sabia que o amor pelos animais não é hobby — é vocação.
Sabia que cuidar exige mais que técnica — exige entrega.
Sabia que essa profissão é feita de noites sem dormir, lágrimas que caem junto com as dos tutores, mas também de suspiros de alívio e finais felizes que aquecem a alma.

E é isso que me move, desde o meu “livro” infantil até a vida real:
O privilégio de transformar cuidado em vida.
E o orgulho de saber que a menina que escrevia sobre cães teria se orgulhado da veterinária que me tornei.

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