09/08/2019
Super importante esse alerta!!! Observo o aumento de casos, inclusive em gatos...
RIO ENTRA EM ALERTA CONTRA A "DOENÇA DO POMBO"
A morte de dois homens em São Paulo, em julho, em decorrência de criptococose, a chamada 'Doença do Pombo', chamou atenção de autoridades no Rio, onde é comum as pessoas dividirem espaços públicos, como praças, com as aves.
Segundo o infectologista Edimilson Migowski, a doença é causada por inflamação pulmonar devido a inalação de poeira contaminada com o fungo cryptococcus, presente nas fezes de pombos.
Ela pode provocar meningite e pneumonia, com alto grau de letalidade.
Segundo dados da Fiocruz, as mortes no Brasil atingem patamar de 45% a 65% nos casos de meningite.
"A pessoa inala o fungo, que vai para o pulmão, cai na circulação sanguínea e pode atingir vísceras, ossos, sistema nervoso central e as meninges. Pode levar à morte especialmente em pessoas com a imunidade comprometida", explica Migowski.
De acordo com cartilha do Ministério da Saúde, o fungo está presente principalmente nas fezes de pombo, mas também de aves, em geral, e em matéria orgânica morta.
Não há medidas preventivas específicas, mas alguns cuidados podem ser tomados.
O infectologista orienta que, ao limpar superfícies que possam estar contaminadas, como de galinheiros, telhados ou qualquer local com acúmulo de fezes de aves, é preciso molhar a região antes para que a poeira não se propague no ar.
"Além disso, a pessoa que fará a limpeza deve usar máscara para evitar a inalação e o consequente contágio, principalmente em locais confinados", explica Migowski.
Segundo o infectologista Alberto Chebabo, da UFRJ, por atingir o sistema nervoso central, a doença pode deixar sequelas. "O tratamento é difícil, o paciente pode entrar em coma ou ficar com um lado do corpo paralisado", explica Chebabo.
De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da doença podem ocorrer de dois dias a mais de 18 meses, variando entre febre, fraqueza, dor no peito, rigidez de nuca, dor de cabeça, náusea, vômito, sudorese noturna, confusão mental e alterações de visão.
Não alimentar pombos
A Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa), da Prefeitura do Rio, orienta que a maior prevenção é não alimentar os pombos, pois os animais costumam viver próximo dos locais onde conseguem comida.
O órgão divulga orientações para afastar os pombos, como manter as superfícies de pouso inclinadas; colocar obstáculos para pouso, como repelentes próprios para pombos; e fechar com tela os espaços usados como abrigos.
Caso haja dificuldade para afastar as aves, a prefeitura orienta ligar para o número 1746 para que uma equipe da Vigilância Sanitária compareça ao local.
Fonte: Jornal O Dia