17/10/2018
Alimentação Canina – Alimentar e Nutrir não são sinônimos.
Publicado em 23/04/2014 às 14h57
Milhões e milhões de anos de convivência com o homem fizeram com que o cão tivesse sua alimentação alterada e seus instintos primitivos transformados.
Se nos reportarmos aos costumes de seus antepassados e estudarmos um pouco as características anatômicas e fisiológicas do cão, veremos que entre eles existem diferenças fundamentais.
O canal alimentício do cão revela ser ele preparado para uma alimentação essencialmente carnívora, seus dentes são mais pontiagudos, assim mais preparados para dilacerar as carnes. Seu estômago contém mais ácido clorídrico, oito vezes mais que o do homem, signif**ando maior capacidade de macerar os tecidos colágenos, tendões, músculos e cartilagens.
O homem pode absorver mais facilmente os alimentos vegetais pelo fato de seu intestino ser maior do que o do cão e graças a uma prolongada ação enzimática do pâncreas e da flora bacteriana intestinal. Já o intestino do cão não é muito adequado para esta alimentação, mas é mais capaz e hidrolisar as proteínas animais em seus aminoácidos, absorvendo-as com rapidez.
Conclui-se que o cão necessita de uma alimentação com uma gama de valores nutritivos essenciais ao seu desenvolvimento e a sua vida, e que sua alimentação deverá ser equilibrada, possuindo todos os elementos indispensáveis a sua nutrição.
Se um indivíduo é resultado daquilo que consome, um cão bem nutrido será diferente daquele, apenas alimentado.
O desnutrido terá um desiquilíbrio físico, talvez psíquico, que, certamente será repassado às futuras gerações.
Hoje em dia, as rações são as formas mais costumeiras na alimentação canina e os motivos mais comuns para seu emprego: 1 . Comodismo; 2. Facilidade de armazenamento; e 3. Propaganda maciça das multinacionais e a indução através veterinários, a seus clientes.
Qualquer coisa, repetida incessantemente, seja verdade ou não, f**a no subconsciente e se torna uma verdade, com o passar do tempo.
Como diz o ditado: propaganda é a alma do negócio.
As rações foram inventadas na Inglaterra, por James Spratt, em 1860.
Empresários da época se aproveitaram para então vender subprodutos indesejáveis, como carnes de baixo custo e obterem lucros fantásticos e assim, continua sendo.
As rações são feitas de subprodutos impróprios para o consumo humano, os quais são moídos, processados repetitivamente a altas temperaturas e a processos químicos, e ao emprego de conservantes. Assim, não é de estranhar a ocorrência de grande número de doenças, como por exemplo, processos alérgicos, câncer, etc.
Por favor, acessem o Google e em seguida: POR QUE NÃO DAR RAÇÃO? Foi aí que tive a oportunidade de saber como e com que são feitas as rações. Veja, também o site www. abcanimal.org. br - ABC (Associação Brasileira para Causa Animal) e leiam o capítulo respeito das rações comerciais, sejam elas secas ou úmidas. Você f**ará horrorizada e constatará quais os ingredientes existentes nas rações, a respeito do processamento e da perda de nutriente, os aditivos e seus efeitos deletérios e a contaminação com mico toxinas.
É fundamental que a alimentação canina contenha proteínas, vitaminas, sais minerais e outros nutrientes fundamentais, mas nas rações essas se perdem pelo processo utilizado de preservação e armazenagem os quais reduzem a qualidade dos alimentos.
Se esta difícil confiar em produtos para humanos e até para bebês, que deveriam ter alto controle de qualidade, como acreditar nas rações para cães?
Tome ciência e consciência e, depois decida como melhor alimentar seus cães.