09/05/2023
A displasia de cotovelo é vista nos cães como dificuldade em flexionar e estender o cotovelo, dor e crepitação na movimentação dessa articulação, promovendo dor e claudicação.
É uma doença causada por uma incongruência articular do cotovelo composta por um conjunto de alterações, sendo muito comumente envolvida na displasia do cotovelo, a
Fragmentação do processo coronoide (FPC)
Sua etiologia ainda é desconhecida, mas se sugere duas teorias: (1) a FPC pode resultar de uma lesão de osteocondrose em que a destruição da ossificação endocondral do processo coronoide o deixa vulnerável a degeneração, necrose e formação de fissuras da cartilagem; ou (2) uma incongruência articular no cotovelo congênita (de nascimento), pelo crescimento não sincronizado entre rádio e ulna (que faz que a ulna fique mais longa que o rádio por um tempo durante o processo de crescimento) pode resultar em aumento nas forças de sustentação de peso sobre o processo coronoide medial, o que precipita a formação de fissuras e fragmentação.
Geralmente afetam-se cães de raças grandes (Labradores, Goldens, Rotweillers, Pastores Alemães. O processo patológico inicia quando os cães são imaturos, com os sinais clínicos ficando aparentes pela primeira vez entre 5-7 meses de idade, onde normalmente ocorre uma claudicação do membro dianteiro afetado, que piora após o exercício, podendo ser aguda ou crônica.
Diagnóstico padrão ouro se estabelece com o exame de tomografia computadorizada dos cotovelos.