16/04/2026
A transfusão de plaquetas desempenha um papel crucial no manejo de pacientes com sepse, uma condição caracterizada por uma resposta inflamatória sistêmica a uma infecção, que pode levar a complicações graves, incluindo coagulopatia e trombocitopenia. A trombocitopenia, ou baixa contagem de plaquetas, é uma complicação comum em pacientes sépticos e está associada a um pior prognóstico, incluindo aumento da mortalidade.
A transfusão de plaquetas é implementada para corrigir essa deficiência e prevenir complicações hemorrágicas, especialmente em casos de sangramento ativo ou quando procedimentos invasivos são necessários. No contexto da sepse, a decisão de transfundir plaquetas é complexa e deve considerar fatores como a contagem atual de plaquetas, o risco de sangramento e a presença de disfunções orgânicas.
Estudos indicam que a transfusão profilática de plaquetas pode ser benéfica em pacientes com contagens críticas de plaquetas, geralmente abaixo de 10.000 a 20.000 por microlitro, para evitar sangramentos espontâneos. No entanto, em pacientes sépticos, a transfusão deve ser cuidadosamente balanceada com o risco de complicações transfusionais, incluindo reações alérgicas, infecções transfusionais e o agravamento da resposta inflamatória.
Além disso, a gestão da transfusão de plaquetas na sepse deve ser integrada a uma abordagem terapêutica abrangente, que inclui o tratamento da infecção subjacente com antimicrobianos apropriados, suporte hemodinâmico e ventilatório, e monitoramento rigoroso dos parâmetros laboratoriais e clínicos.
Portanto, a transfusão de plaquetas na sepse é uma intervenção vital, mas que requer uma avaliação clínica cuidadosa para otimizar os resultados e minimizar riscos, garantindo que o tratamento seja adaptado às necessidades individuais de cada paciente.