22/05/2026
As lesões císticas ósseas das falanges são alterações importantes em cavalos.
Também são chamadas de osseous cyst-like lesions ou cistos ósseos subcondrais.
Depois do côndilo femoral medial, as falanges são o segundo local mais comum para esse tipo de lesão.
Elas podem aparecer em P1, P2 ou P3, geralmente próximas da superfície articular ou comunicando com alguma articulação.
A origem é considerada multifatorial e pode envolver:
📌 desenvolvimento ósseo
📌 osteocondrose
📌 trauma
📌 sobrecarga biomecânica
📌 osteoartrite
📌 lesões de medula óssea
Os cavalos afetados podem apresentar claudicação leve, intermitente ou severa.
Em alguns casos, melhoram com repouso, mas voltam a claudicar quando retornam ao exercício.
O diagnóstico deve começar com anestesia diagnóstica para localizar a origem da dor.
Depois, entram as radiografias da região suspeita.
Mas o artigo reforça que algumas lesões podem não aparecer bem nas projeções convencionais.
Por isso, podem ser necessárias projeções especiais, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
No raio-x, essas lesões podem começar como pequenas áreas radioluscentes, com achatamento ou depressão na superfície articular.
Com a evolução, podem se tornar áreas circulares, ovais ou cônicas dentro do osso, muitas vezes cercadas por esclerose.
Na ressonância magnética, costumam aparecer como áreas focais bem delimitadas, com sinal alto ou intermediário, geralmente rodeadas por sinal baixo compatível com esclerose.
O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico.
As opções incluem repouso controlado, anti-inflamatórios, medicação intra-articular, desbridamento, enxerto ósseo, substitutos ósseos, infiltração intralesional com corticoide e artrodese em casos graves.
O prognóstico para retorno à performance varia de 30 a 90%, dependendo da idade, raça, uso atlético, localização da lesão, cartilagem afetada, osteoartrite associada e tratamento realizado.
Artigo: Osseous cyst-like lesions/subchondral bone cysts of the phalanges
Autores: C. Sherlock e T. Mair