26/10/2021
A dilatação com posterior torção do estômago é considerada uma síndrome de elevada gravidade na medicina veterinária e que requer atendimento emergencial. Acomete predominantemente cães de raças grandes e gigantes e está associada a fatores como: comer muita quantidade de uma vez só e muito rapidamente; praticar exercício físico intenso após alimentação; ingerir muita água após alimentação; rações de qualidade reduzida ou alimentos impróprios que produzem elevada quantidade de gases. Ocorre primeiro uma dilatação do estômago, que chega a triplicar de tamanho, preenchido por gás. Essa dilatação favorece a posterior torção do órgão, gerando então isquemia (perda da vascularização, ou seja, o suprimento sanguíneo necessário não chega ao órgão). Junto com o estômago, outros órgãos ligados anatomicamente a ele também podem torcer, como o baço.
A evolução do quadro é muito rápida. Há uma distensão abdominal intensa com aumento de volume visível na região superior da barriga do cão. Após torcido, o gás gerado por bactérias presentes no estômago mantém constante o aumento do órgão e seu preenchimento por gás, sendo possível, ao tocar a região distendida, notar a presença de som característico da presença de “ar em uma bola”. É uma condição extremamente dolorosa e a remoção emergencial desse gás deve ser feita por um médico veterinário o mais urgentemente possível.
A queixa mais frequente durante os atendimentos é a de que o cão comeu e após a refeição se tornou apático, com seu abdômen ficando cada vez maior.
Fonte: PetLove
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