Parceria F. Silva

Parceria F. Silva Parceria agropecuária familiar com intuito de produzir sem degradar o nosso pedaço do bioma Pampa.

29/05/2026

Interessante recurso.

27/05/2026

🥩 Quem realmente paga mais caro pela carne bovina brasileira? 🥩

Ao contrário do que muitos pensam, a China não foi o país que pagou o preço mais alto pela tonelada de carne bovina in natura exportada pelo Brasil no 1º quadrimestre de 2026. Os dados oficiais do Ministério da Economia, trazidos pela equipe de pecuária da Rural Business, revelam um ranking surpreendente:

Posição País Preço por tonelada
🥇 1º Gibraltar US$ 16.862 (~R$ 87.765)
🥈 2º Guiné-Bissau R$ 79.472 (~US$ 15.283)
🥉 3º Noruega US$ 14.722 (R$ 76.628)
4º Suécia R$ 73.965
5º Martinica R$ 67.380
Gibraltar foi o grande destaque, pagando cerca de R$ 87.765 por tonelada — um prêmio muito acima do que a mídia comercial costuma destacar quando foca apenas nos grandes volumes para a China, ignorando quem realmente paga os maiores preços pelo produto brasileiro.

📌 Esses dados mostram que a qualidade e o valor agregado da carne bovina brasileira são reconhecidos e bem pagos por mercados menos midiáticos, mas extremamente importantes.

Acompanhe a Página Parceria F. Silva para mais análises como essa, com foco em dados reais da agropecuária nacional e valorização do produtor brasileiro.

📊 Fonte: Dados oficiais do Ministério da Economia, analisados pela equipe de pecuária da Rural Business, conforme apresentado no vídeo da Rural Business sobre exportações de carne bovina no 1º quadrimestre de 2026.

👉 Siga, compartilhe e fortaleça quem produz com qualidade no Brasil!

08/05/2026

Entender a interpretar os sinais e o que está acontecendo com os animais é meio caminho para se tomar decisões para qualificar a pecuária.

Um pouco mais das nossas tradições.
27/03/2026

Um pouco mais das nossas tradições.

Capaz, olha só essa prosa:
“Mas bah, tchê… fim de semana era sagrado lá no rincão! Os véio encostavam os cavalo na cerca, largavam o mate rodando e já começava o desafio: ‘quero ver quem é o vivente que encosta mais perto do pico!’
Tinha sempre um mais faceiro que se achava o rei da bocha… largava a bola com pose, mas às vezes passava reto que nem cusco atrás de bicicleta! E a gauchada caía na risada, gritando: ‘Mas tu é ruim de mira ou tá jogando de propósito, índio véio?!’
E assim ia o dia… entre uma jogada e outra, um gole de chimarrão e muita corneta. No fim, ninguém nem lembrava quem ganhou — o importante era a farra, a parceria e aquela prosa boa de galpão que só gaúcho entende. Bah, tempo bom que não volta mais!”

No processo de construção da sede o Sr. Euclides, responsável pela obra, utilizava esta técnica para manter as carnes. U...
24/03/2026

No processo de construção da sede o Sr. Euclides, responsável pela obra, utilizava esta técnica para manter as carnes. Uma solução para a falta da eletricidade e uma tecnologia que merece ser preservada para as gerações futuras.

ANTIGAMENTE ERA ASSIM QUE SE CONSERVAVA A CARNE PARA O CONSUMO
Antigamente era assim que se conservava a carne, e compreender essa prática é mergulhar profundamente na formação histórica, social e cultural do Rio Grande do Sul, onde o gaúcho, figura moldada pelo campo, pelo vento minuano e pelas distâncias intermináveis, desenvolveu formas engenhosas de sobreviver e prosperar em um ambiente muitas vezes hostil. Muito antes da chegada da energia elétrica aos rincões mais afastados, antes da modernização das cozinhas e da popularização dos eletrodomésticos, a conservação dos alimentos era uma questão de necessidade vital, e não de conveniência. Nesse contexto, a carne de porco conservada na banha, conhecida popularmente como carne de lata, tornou-se uma das soluções mais eficientes e simbólicas da inteligência campeira, representando não apenas um método prático, mas um verdadeiro patrimônio cultural construído ao longo de gerações.

A vida no campo gaúcho, especialmente entre os séculos XVIII e XIX, era marcada por isolamento, autonomia e uma relação direta com a natureza. As estâncias, muitas vezes distantes entre si por quilômetros de campo aberto, funcionavam como pequenas unidades autossuficientes, onde quase tudo era produzido internamente. O abate de animais, como o porco, não era um evento cotidiano, mas sim um momento planejado, muitas vezes coletivo, que envolvia trabalho, conhecimento e respeito pelo alimento. Nada se perdia, tudo era aproveitado, e a necessidade de conservar a carne por longos períodos levou ao aperfeiçoamento de técnicas como a imersão na banha, que se mostrou extremamente eficaz mesmo sem qualquer recurso tecnológico.

A escolha da banha como meio de conservação não foi por acaso, mas sim resultado de observação prática e experiência acumulada ao longo do tempo. A gordura suína, quando aquecida e posteriormente resfriada, forma uma camada sólida e impermeável que impede o contato da carne com o oxigênio, criando um ambiente desfavorável à proliferação de micro-organismos. Esse princípio, que hoje pode ser explicado cientificamente, era compreendido empiricamente pelo gaúcho antigo, que sabia que a carne bem frita e totalmente submersa na banha poderia durar meses sem estragar, mesmo em temperaturas ambientes variáveis.

O processo de preparo da carne de lata era minucioso e exigia atenção aos detalhes, pois qualquer erro poderia comprometer toda a conservação. Após o abate, os cortes eram selecionados com cuidado, priorizando partes como o lombo, o pernil e a costela, que apresentavam melhor textura e sabor após o processo. A carne era então frita lentamente na própria banha, em fogo controlado, até que toda a umidade fosse eliminada. Esse ponto era identificado não por instrumentos, mas pela experiência: o som da fritura, a mudança de textura e até te**es simples, como jogar uma gota de água na gordura quente, indicavam se a carne estava pronta para ser armazenada.

Uma vez frita, a carne era transferida ainda quente para recipientes previamente preparados, geralmente latas grandes reaproveitadas, como as de óleo vegetal, que eram comuns nas propriedades rurais. Essas latas eram resistentes, práticas e ideais para armazenar grandes quantidades. Após acomodar os pedaços de carne, despejava-se a banha ainda líquida até cobrir completamente todo o conteúdo, garantindo que nenhuma parte ficasse exposta ao ar. Esse detalhe era fundamental, pois qualquer contato com o oxigênio poderia iniciar o processo de deterioração.

O resfriamento também era uma etapa crucial e respeitada com rigor. A lata permanecia aberta até que a banha solidificasse completamente, evitando a formação de v***r e, consequentemente, de umidade interna, que poderia gerar m**o. Somente após esse processo é que o recipiente era fechado e armazenado em local fresco e protegido, muitas vezes em despensas ou cantos específicos do galpão, onde a temperatura se mantinha mais estável ao longo do dia.

Esse método permitia que a carne fosse consumida ao longo de meses, garantindo alimento mesmo em períodos de escassez ou dificuldades de acesso. Em uma época em que o transporte era limitado e as viagens podiam durar dias, ter uma fonte segura de proteína armazenada era essencial para a sobrevivência das famílias e dos trabalhadores do campo. A carne de lata, nesse sentido, era mais do que um alimento — era uma garantia de continuidade, de segurança e de estabilidade dentro de uma realidade incerta.

Nos galpões rústicos, como o retratado na imagem, essa prática ganhava forma e significado. O ambiente simples, feito de madeira, ferramentas penduradas, cheiro de fumaça e banha, refletia o cotidiano de um povo que vivia com o essencial, mas com profundo conhecimento do que fazia. A figura do gaúcho, muitas vezes idoso, com suas roupas largas, sua postura tranquila e sua experiência acumulada, representa essa sabedoria transmitida de geração em geração, sem pressa, mas com precisão.

A colher de pau, instrumento simples e tradicional, também carrega simbolismo nesse contexto. Ela não apenas serve para retirar a carne da banha, mas representa a continuidade de práticas antigas, a conexão com o passado e a valorização do fazer manual. Cada gesto, cada movimento, carrega consigo uma história, um aprendizado, uma memória viva que resiste ao tempo.

Além do aspecto prático, a carne de lata também influenciou profundamente a culinária gaúcha. Os pratos preparados com essa carne possuem um sabor característico, resultado da fritura lenta e da conservação na gordura. Esse sabor, muitas vezes associado à infância ou à casa dos avós, carrega um valor afetivo que vai além do paladar, conectando as pessoas às suas raízes e à sua identidade cultural.

Com a chegada da modernidade, da eletrificação rural e da popularização das geladeiras, essa prática foi gradualmente sendo substituída por métodos mais rápidos e convenientes. No entanto, ela nunca desapareceu completamente. Em muitas regiões do interior, ainda é possível encontrar famílias que mantêm viva essa tradição, seja por necessidade, seja por valorização cultural, ou simplesmente pelo apreço ao sabor autêntico que ela proporciona.

Preservar a memória da carne de lata é preservar uma parte importante da história do Rio Grande do Sul, pois ela representa a capacidade de adaptação, a inteligência prática e o respeito pelo alimento que sempre caracterizaram o povo gaúcho. Em um mundo cada vez mais acelerado, revisitar essas práticas é também uma forma de reconectar-se com valores essenciais, como o aproveitamento integral dos recursos e o cuidado com o que se produz.

E tu, já teve contato com essa tradição ou conhece alguém que ainda faz carne de lata? Compartilha tua experiência nos comentários e vamos manter viva essa história que é nossa!

Imagem criada com auxílio de IA para fins culturais (ilustrativa)

22/03/2026

Como a proposta desta página também é de divulgar a cultura rural desta parte do planeta, lá vai mais um achado: ferramenta dos antepassados para amaciar as cordas e correias de couro, conhecida como simbra ou cimbra.

20/03/2026

Estaremos participando deste grande remate de aniversário. Bons negócios a todos!!!

https://www.youtube.com/watch?v=WRv3mOqAPVk
18/03/2026

https://www.youtube.com/watch?v=WRv3mOqAPVk

Exibição do lotes do remate em duas Etapas dos remates dos dias :- Dia 20/3 - Sexta-feira ás 18hTerneiros e Novilhos e Vacas Prenhe e com Cria- Dia 23/3 -...

12/02/2026

O 4º Concurso de Assadores de Cordeiro é mais do que uma competição — é a celebração da tradição, do fogo de chão e da paixão pelo verdadeiro sabor do cordeiro!
Se você domina a brasa, conhece o ponto perfeito e transforma carne em experiência inesquecível, esse é o seu momento de brilhar! 🐑🔥
Reúna sua equipe, prepare seus temperos e mostre por que você merece o título de melhor assador.
📅 A prova acontece no dia 01 de março, durante a 52ª Exposição Estadual de Ovinos Meia Lã.
Não fique de fora dessa disputa que promete aroma no ar, sabor incomparável e muita emoção!
💥 Desafio lançado. Você aceita?

Sempre estudei técnicas alternativas de cultivo com um interesse especial àquelas que mesclam produtividade consorciada ...
12/02/2026

Sempre estudei técnicas alternativas de cultivo com um interesse especial àquelas que mesclam produtividade consorciada e fazendo o melhor uso dos recursos ambientais. Temos aqui um belo exemplo.

Os povos originários das Américas desenvolveram técnicas de plantio sofisticadas séculos antes da agronomia moderna. No México, o sistema Ixala Milli usava o plantio em cruz com espaçamento de 50 cm entre plantas e entre sulcos, formando padrões geométricos que otimizavam espaço e luz para o consórcio milho-feijão-abóbora 🌽

No Brasil, os povos indígenas também dominavam a agricultura muito antes da colonização. Os Kayapó manejavam florestas inteiras criando ilhas de recursos com espécies úteis plantadas de forma estratégica. Os Tupi praticavam a roça de coivara com ciclos de plantio e pousio que mantinham a fertilidade do solo por gerações. E a terra preta de índio na Amazônia — solo fértil criado por povos indígenas há milhares de anos — é até hoje um dos solos mais produtivos do mundo.

O princípio é o mesmo em todo o continente: plantar em padrões definidos, combinar espécies que se complementam e respeitar os ciclos da terra. Os espaçamentos de 40 a 50 cm entre plantas no consórcio milho-feijão-abóbora funcionam tanto na milpa mexicana quanto na roça brasileira, porque a lógica agronômica é a mesma — cada planta ocupa um estrato diferente e cumpre uma função no sistema.

A ciência moderna está redescobrindo o que os povos originários sempre souberam 🌱🌿

Endereço

Quilombo
Jaguarão, RS
96300000

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