04/08/2014
O Canário de Cor
Segundo os especialistas, a procriação entre inúmeros emparelhamentos seletivos do canário silvestre deu lugar à caraterística cor amarela do canário que todos conhecemos. No entanto, a evolução abriu caminho para o Canário Agata, de cor verde e castanho, e com ele, a criação de aves de diferentes cores como hobby. A partir daí, surgiram variedades em branco, azul ou vermelho, todas elas derivadas dos cruzamentos entre parceiros selecionados pelos criadores de canários.
Do ponto de vista da genética, a cor do canário deriva de dois pigmentos básicos: lipocromos e melaninas. Os lipocromos dão a cor base, que no caso dos canários é amarela com traços brancos e vermelho como recessivo. A melanina trás o pigmento preto e castanho escuro e, ao sobrepor os dois pigmentos, dá lugar a cores como o azul, o verde, o bronze, a cor canela e o castanho.
Para conseguir influenciar na plumagem dos canários, alguns criadores alimentam-nos com certas comidas que favorecem um tipo concreto de pigmentação antes do pássaro começar a mudar, por volta da sexta ou oitava semana de vida.
A caiena, por exemplo, foi usada para favorecer a cor vermelha nos canários que teriam o vermelho como cor recessiva. No entanto, não pode tornar um canário amarelo em vermelho, dando-lhe de comer pimentos todos os dias. O pássaro deve ter nos seus genes traços da cor vermelha e, com a alimentação, o que se faz é potenciar e favorecer esse elemento genético. Obviamente, o desenvolvimento de substâncias químicas influenciaram o aparecimento de novas cores, embora nunca se deva administrar no nosso animal de estimação preparados que influenciem a sua pigmentação, uma vez que podem debilitar a sua saúde.