30/07/2020
De nada adianta aumentar a pressão de seleção nas matrizes, escolher o melhor sêmen e o melhor protocolo de IATF se na hora das vacada parir a gente destinar a elas um pasto sujo e falharmos com os cuidados essenciais com nutrição da vacada e na atenção aos bezerros nascidos.
A estação de parição é o momento em que o produtor colhe os frutos do trabalho da IATF, mas ainda não é o fim, pois o fim dessa tarefa é a desmama. Mas embora ainda não seja o fim, é o momento mais crítico da vida das vacas e bezerros e demanda que o produtor reserve um bom pasto limpo para essa vacada parir, livre de predadores e armadilhas, um pasto preferencialmente sombreado com aguada de fácil acesso aos animais e claro: o pasto deve ser de fácil acesso aos funcionários, pois eles deverão vistoriar esses lotes de animais ao menos duas vezes ao dia.
O umbigo deverá ser curado o mais rapidamente possível, logo ao nascimento dos bezerros. O produtor pode lançar mão de iodo 5 ou 10%, produtos comerciais, ou então uma mistura que eu recomendo que é a de 1 frasco de produto comercial (umbicura ou curumbi) adicionada em 1 Litro de Iodo (5 ou 10%). Nos meus apontamentos, essa mistura tem mostrado bons resultados em uma única aplicação, é de fácil aquisição e tem baixíssimo custo ao produtor.
Funcionários: eles são a parte mais importante desse processo e devem ser previamente treinados para executarem o trabalho de maneira correta e com o devido cuidado para não estressar as vacas o lesionar os bezerros.
Enfim, é uma verdadeira operação de guerra que precisa ser enfrentada pelo produtor com todo cuidado e zelo para não perder animais e dinheiro com falhas
Esse foi o assunto da coluna Saúde Animal de hoje, no Jornal Terra Viva 1ª Edição, onde conversei com a jornalista Daiany Andrade. O vai ao ar de segunda a sexta-feira, a partir das 07h30 pelo Canal Terra Viva.