Pássaros Exóticos

Pássaros Exóticos Criei essa página na finalidade de facilitar vendas e trocas entre criadores e apaixonado por páss

Criei essa página na finalidade de facilitar vendas e trocas entre criadores e apaixonado por pássaros exóticos.

12/10/2021

Dia das Crianças!!!
Igreja do Evangelho Quadrangular!!!

15/10/2018

Manon esse é o cara.

Quantos passarinheiros não me ligam e perguntam: você tem um “manonzinho”?

Olha a palavra utilizada: Manonzinho!

Outros então perguntam: Você tem Manon Gigante? Esses acertaram! O manon realmente é um pássaro “gigante”, não pelo tamanho, mas pela sua dedicação.

Sempre injustiçado, nem sabe direito qual é a sua origem. O Diamante de Gould, o Mandarim e o Periquito tem nacionalidade. São pássaros australianos, mas os manons são híbridos da família das lonchuras. Híbridos que deram certo. São férteis. E como são.

Não é um pássaro egoísta, muito menos preconceituoso. Cria pássaros de qualquer espécie que ele possa tratar. Cria praticamente todos os exóticos de pequeno porte. Cria até Calafate.

Por ser um pássaro de pequeno valor comercial – para os leigos – não são tratados com alimentação adequada. Está cheio de passarinheiros que criam manons só com painço e mais nada. Depois colocam cinco ovos de Diamante de Gould para ele chocar e ainda querem que tratem bem dos filhotes. Mesmo com tudo isso eles tratam ou pelos se esforçam bastante.

Quando comecei criar exóticos, adquiri vários casais em aviculturas, pois pretendia que fossem amas-secas dos Diamantes de Gould. Já nos primeiros acasalamentos consegui filhotes maiores que os pais. Constatação: o tamanho não tem a ver só com a genética, mas depende muito da alimentação e do número de ovos que eles chocam. Quanto menos filhotes no ninho, com uma alimentação equilibrada, maiores os filhotes.

Em 1994, adquiri meus primeiros pássaros vindos da Europa. Naquele tempo, a importação era possível. Agora a Secretaria da Agricultura não permite a importação. Adquiri quatro exemplares. Dois deles de p***s longas, maiores, mas com a coloração pálida. Dois deles de p***s curtas e com as p***s negras bem intensas. O desenho não era perfeito. As p***s da barriga não eram em forma de “V”. Ap***s um deles tinha algumas p***s nesse formato.

O que fiz: formei dois casais. Um com p***s longas e outro com p***s curtas. Do primeiro casal nasceram dezesseis filhotes e do segundo ap***s oito. Fiquei muito contente, pois alguns filhotes já nasceram melhor que os pais.

No segundo ano, formei vários casais acasalando p***s longas com p***s curtas. Nesse ano, eu tirei mais de cem filhotes. Os pais já estavam adaptados ao Brasil.

Após alguns anos de criação, fazendo a seleção dos melhores filhotes, consegui chegar a pássaros excelentes para participação de campeonatos, ou seja: pássaros grandes, com desenhos bem definidos.

O rabo, cloaca, bico, p***s principais da asa e peito com a coloração bem negra. A barriga com p***s em forma de “V”. O dorso com estrias. Um pássaro grande e “arredondado”. Olhos bem vivos. Entendo que esse pássaro da foto, nascido aqui no meu criadouro, é uma referência para participação em concurso.

Nos anos seguintes, adquiri pássaros de outras cores, tais como: canela, moka, inos e linha cinza. Como o Negro-Marron é dominante geneticamente, comecei a passar as características ideais dele para as demais cores. Desde a importação até chegar a pássaros ideais das diversas cores, levei mais de dez anos de trabalho (trabalho?).

Hoje, no Brasil, temos pássaros que podem competir na Europa de igual para igual com os estrangeiros.

Dá para dizer que esse pássaro aí da foto é um “manonzinho”?

Um detalhe importante: como esse pássaro não existe na natureza, é o criador que tem que fazer os melhores cruzamentos para chegar ao pássaro ideal.

A gaiola de criação pode ser a mesma da criação de canários, conhecidas como “argentinas”.

Os ninhos ideais são os de formato “caixa” com abertura na frente.

A alimentação deve ser variada e abundante, tendo como básica, os grãos e a complementar constituída de verduras e farinhas. Não conheço um estudo que permita verificar a quantidade correta dos alimentos a ser fornecido, mas posso recomendar a seguir a que tenho dado por vários anos e venho obtendo razoável sucesso:

a) grãos: Painço 70% e Alpiste 30%
Os grãos devem ser estocados em local seco e ventilado, quando fornecê-los aos pássaros deve-se peneirá-los para que fiquem livres de poeira.

b) Verduras: Almeirão ou chicória, três vezes por semana.
c) Farinhada: Caseira ou Industrializada.
d) Outros: Areia média de rio, bem lavada (ajuda na digestão) e casca triturada de ovo de galinha.
e) Água de beber
Recomenda-se que a água seja trocada diariamente e em certos casos (casal com grande quantidade de filhotes) duas vezes ao dia. A água deve ser fresca e filtrada de preferência e os bebedouros devem ser bem lavados.

Bem como se pode ver, o tamanho desse pássaro vai além das aparências. Superando preconceitos, vem cada vez mais crescendo no conceito dos criadores brasileiros e sendo valorizado na sua beleza e miscigenação perfeita.

Por: Cesar Ramon Del Rio

21/05/2018

Leiam com atenção!

ESTRESSE - Mitos e verdades

Prof. Dr. José Maurício Barbanti Duarte

Após 30 anos de trabalho com animais silvestres e de origem silvestre em cativeiro, em especial com um grupo de animais muito sensíveis aos estímulos estressores, os cervídeos (veados, cervos), tenho mudado muito minha forma de encarar o desafio de manter o bem-estar de nossas espécies em cativeiro. Ao mesmo tempo, tenho avaliado a forma como as pessoas, inclusive profissionais de biologia e veterinária, entendem a maneira dos animais pensarem e agirem e a interferência do cativeiro na vida deles.

Então, de onde vem a “impressão” das pessoas de que os animais em cativeiro estão estressados ou “tristes”?

Sabemos que a liberdade é uma das necessidades fundamentais do ser humano e este dogma é simplesmente transferido aos animais.

Imagine se um animal sonha ou anseia estar nas planícies do Pantanal sem nunca ter estado lá! Isso não acontecerá e o animal geralmente tem uma capacidade bem menor de entender o mundo que o cerca, avaliando sempre o que está ao seu alcance e visão. O mundo deles é bem mais simples e basal que o nosso e interpretar a mente dos animas como se fosse a nossa mente é um erro e que geralmente leva a problemas aos próprios animais.

Uma ave canta geralmente por dois motivos, atrair seu par ou defender território. Isso o fará em qualquer condição, cativeiro ou vida livre e para o mesmo objetivo. Vejo algumas pessoas dizerem que o pássaro “canta de tristeza” ou que as aves estão “tristes” nas gaiolas.

Na verdade isso só pode ser dito por uma pessoa que não conhece os animais e muito menos sua manutenção em cativeiro. Primeiro que a tristeza e a alegria são sentimentos humanos que poucas vezes podem ser percebidos nos animais da forma como ocorre nas pessoas. Por exemplo, animais doentes ficam tristes? Não, nesse caso eles ficam deprimidos pela dor, mal-estar ou febre e isso transpassa uma sensação para nós de que eles estão tristes.

Um cão que abana o rabo está feliz? Não, este comportamento é uma postura de aceitação social, ou seja, ele esta dizendo para você que ele te aceita em sua matilha, que você é bem- vindo e que sua companhia é importante para ele (já que originalmente são animais que vivem em bandos). Veja que sempre tentamos interpretar o comportamento dos animais à luz de nossos sentimentos e isso é um erro.

Assim, não posso dizer que os animas estão felizes em cativeiro e nem que estão tristes, pois estas são sensações humanas pouco compreendidas ou aceitas nos animais. Por outro lado, o estresse indica uma condição de desconforto, ou quebra da homeostase (equilíbrio) e por isso tem sido utilizado como indicador da qualidade de manejo de animais em cativeiro. O estímulo estressor provoca a liberação do hormônio cortisol pela adrenal, que é responsável por preparar o animal para a fuga ou luta contra este estímulo indesejado. Assim, a dosagem do cortisol sanguíneo ou dos seus metabóli-tos que saem nas fezes tem sido utilizada para avaliar estresse em inúmeras espécies e alguns trabalhos têm sido realizados por nosso grupo de pesquisa neste sentido.

A figura de um animal sendo solto na natureza após anos de cativeiro traz à maioria das pessoas uma imagem imensamente positiva, como se o animal buscasse a liberdade por toda sua vida e naquele momento aquele desejo estaria se concretizando. Após anos acompanhando processos de soltura e reintrodução de animais selvagens, posso afirmar que aquele momento é um dos mais estressantes da vida do animal, maior inclusive que captura e a adaptação ao cativeiro. E que o desafio a partir daquele momento será imenso e provavelmente levará o indivíduo à morte, como tem sido mostrado nos inúmeros programas de reintrodução monitorados.

Um trabalho realizado pelo nosso grupo com cervos-do-pantanal recém capturados em vida livre mostrou que os níveis de cortisol, após duas semanas em cativeiro, tendem a retornar aos níveis basais, se um manejo adequado for implantado.

Estes animais, nascidos em vida livre, após 60 dias de cativeiro já estavam bem adaptados ao manejo e à alimentação, ganhando peso e com boa saúde. Alguns deles foram reintroduzidos em áreas naturais onde a espécie não mais existia e o que pôde ser observado é que a adaptação à nova condição de liberdade foi muito difícil. Em uma área onde foi realizada a reintrodução, os quatro animais soltos vieram a óbito no primeiro mês pós-soltura. A reação deles ao novo ambiente foi inesperada para toda a equipe de pesquisa, já que a área tinha condições semelhantes ao ambiente de onde os animais haviam sido retirados e eles tinham o aprendizado necessário para sobreviverem na área. Os resultados positivos só apareceram após uma série de tentativas e protocolos, desde mudança do ambiente até o uso de dr**as para interferir na reação do animal a novo ambiente.

Começamos a entender neste momento que, em geral, a aversão ao “novo” deva ser um dos mais importantes fatores geradores do estresse. Como todos aqueles que manejam animais em cativeiro sabem, a rotina é uma das coisas mais importantes para manter os animais em uma condição tranquila. A quebra desta rotina sempre é um fator potencial de estresse que deve ser considerado.

Em geral, espécies com relativamente baixo grau de ”cerebralização” (tamanho do cérebro em ralação ao tamanho corporal, que indica grau de inteligência) necessitam de poucos requisitos para se manter bem, geralmente alimento, proteção contra predadores e território.

Estes requisitos são relativamente fáceis de se obter em cativeiro. Outro experimento conduzido pelo nosso grupo mostrou que veados-catingueiros isolados em baias fechadas e relativamente pequenas (3m x 4m) têm menores níveis de cortisol que animais que são mantidos em casais em piquetes bem maiores (10m x 20m). Mas não era de se esperar que os animais ficassem menos estressados em ambientes mais naturais? Aí que está o grande erro, ou seja, interessa mais as condições de manejo e os desafios pelos quais os animais passam do que o tamanho do recinto. Concluímos que o fato de um animal solitário na natureza estar com seu par em cativeiro não era interessante, além de outras interferências como das moscas e mosquitos que tinham maior atuação no ambiente do piquete do que na baia.

Desde então, venho me perguntando se os animais que vivem em condições de cativeiro pobres estariam realmente estressados. Para tentar responder a esta questão trabalhamos com uma espécie tida como uma das mais inteligentes do mundo, os papagaios.

Pelo seu elevado grau de cerebralização, esperávamos que suas exigências no manejo em cativeiro fossem muito altas e difíceis de serem atingidas nos diferentes manejos.

Para testar isso, realizamos uma pesquisa com quatro grupos experimentais, de 20 animais cada: 1) animais de vida livre, 2) animais de zoológico, 3) animais de criadouros comerciais e 4) animais de estimação, mantidos em poleiro ou gaiola isolados. Foram colhidas excretas dos diferentes grupos, de maneira não invasiva, a distância, para não influenciar nos resultados. Foram, então, dosados os metabólitos de cortisol, que mantêm alta correlação com os níveis circulantes deste hormônio. Os resultados mostraram que os animais de vida livre tiveram níveis de cortisol significativamente maiores que todos os grupos do cativeiro, apresentando aproximadamente o dobro dos níveis encontrados nos animais cativos. Apesar de não ter havido diferença significativa, os animais mantidos como mascotes ou animais de estimação foram os que apresentaram menores níveis de cortisol. Com isso, não estamos querendo afirmar que os animais de vida livre estejam estressados, pois esta seria a condição normal de um animal que deve lutar diariamente pelo seu alimento, defesa de território e fuga de predadores. Entretanto, certamente não podemos afirmar que os animais de cativeiro estejam estressados e temos que aceitar que as condições encontradas por estes animais são satisfatórias, inclusive condições de aparente pobreza de ambiente como no caso dos poleiros.

Após estes resultados, começamos a entender que as necessidades mais básicas dos animais, em geral, são atendidas nas condições de cativeiro. Logicamente, ali ele não desenvolverá várias atividades que seriam realizadas em vida livre, mas isso, aparentemente, não interfere no seu desenvolvimento normal e não lhe é estressante. Por outro lado, a vida em liberdade impõe aos animais um constante desafio e só aqueles que estiverem em perfeitas condições e que forem os mais aptos a estes desafios sobreviverão. Esta é a seleção natural, que ganhou consistência após os trabalhos de Darwin, há quase dois séculos. Por este motivo, inúmeros dados têm demonstrado que a sobrevida dos animais em cativeiro é tão maior que em vida livre.

Por que um animal mal instalado e manejado, que sofre de estresse crônico, viveria mais que um animal solto na natureza, em condições naturais de alimentação e reprodução? Impossível! A verdade é que estes animais em cativeiro, em sua maioria, estão em plenas condições de saúde e bem-estar e têm suas necessidades básicas bem atendidas pelo manejo instituído.

Logicamente, temos aqueles casos que fogem à regra e onde animais são mantidos em condições inadequadas, com alimentação incorreta e manejo impróprio, mas creio que estas sejam exceções, que podem ser corrigidas com uma formação melhor dos técnicos e demais pessoas envolvidas com o manejo em cativeiro de espécies silvestres.

Assim, a discussão sobre a validade ou justificativa dos animais selvagens em cativeiro deve migrar para as esferas éticas, já que tecnicamente tem sido mostrado que elas estão bem embasadas e vem sendo conduzidas com relativo sucesso pelos envolvidos com o tema. No campo ético, esta discussão se mistura com a hoje imposta à produção de animais domésticos para alimento e benefícios para a população humana.

Esta discussão ética é mais nebulosa e depende de princípios pessoais que são enormemente variáveis de pessoa para pessoa e que prefiro não abordar neste texto, cujo cunho é técnico e científico.

José Maurício Barbanti Duarte

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1986), especialização em Primatologia pela Universidade de Brasília (1987), mestrado em Genética e Melhoramento Animal (1992) e doutorado em Ciências Biológicas (Genética) (1998) ambos pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Atualmente é vice-Chairman do Deer Specialist Group / IUCN, coordenador do programa de conservação ex situ do cervo-do-pantanal do ICMBio, líder do grupo de pesquisa (CNPq) em Biologia e Conservação de Cervídeos Brasileiros, coordenador do Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos (NUPECCE) da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, professor assistente doutor do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.

Bengalim do JapãoO seu nome desvenda desde logo a sua origem, apesar da espécie original ser natural da China, Sri Lanka...
04/01/2018

Bengalim do Japão

O seu nome desvenda desde logo a sua origem, apesar da espécie original ser natural da China, Sri Lanka e da ilha de Java, foi desenvolvida depois de introduzida no Japão. Foram trazidos para a Europa por volta de 1860.O Lonchura doméstica, nome desta pequena ave, mais conhecido em Portugal como Begalim do Japão.O Bengalim do Japão é a ave exótica que mais criada é em cativeiro.
A origem do Bengalim do Japão:Originário da China, este pássaro é membro da família dos Estrildieos, e ao contrário de muitas aves, surgiu pela intervenção do homem. Foram no entanto criadores do Japão que através de seleções sucessivas que desenvolveram e fixaram esta raça, totalmente “criada” em cativeiro e resulta do cruzamento de diversas espécies do género Lonchura.O Louchura Striata (raríssima na atualidade) habitava as regiões da Índia, China Meridional, Taiwan, sendo encontrado desde o Sul até Sumatra. Algumas dúvidas persistem quanto ao ponto de origem e existem duas teorias dominantes: é o produto do cruzamento de várias espécies de aves silvestres do mesmo género Louchura; ou resulta da selecção a partir da espécie silvestre Louchura Striata. No início, faltava mais qualquer coisa ao Lonchura, tamanho. Atravez da hibridação com os parentes mais próximos, nomeadamente a Lonchura Maja, Lonchura Malacca e Lonchura Casteneotorax, conseguiu-se o tamanho tão desejado e que se mantêm atualmente. Quando foi trazido para a Europa por volta de 1860, o alemão Karl Russ alterou o nome de Bengalim para o nome atual: Japanische Movchen, que traduzido há letra é “ pequena gaivota japonesa". Em meados do século XXI, iniciava-se a selecção de exemplares de uma só cor e de exemplares melánicos, com prioridade da cor de fundo branco, especialmente no ventre. Através da seleção, o Lonchura striata ganhou sua variedade doméstica, com aproximadamente com 11cm de tamanho.
Assim, a espécie do Bengalim do Japão é uma espécie de origem totalmente doméstica.O bengalim do Japão ou Manon (Brasil) deriva de designação francesa, Moineau du Japon (Pardal do Japão), mas há quem o conheça também por Capuchino do Japão e na Inglaterra, o seu nome é Bengalese Fincher. São por isso ótimas aves de estimação que podem estar em bando numa voadeira ou em gaiolas ou jaulas de criação. Como outros tentilhões, não gostam particularmente de ser manuseados. Sem muitas espécies de exóticos praticamente não existiriam em cativeiro por uma razão muito especial: criam as suas crias, as de outras colocadas no sue ninho sem o menor preconceito ou rejeição.
O Bengalim é a ama de excelência dos criadores de exóticos e maioritariamente responsável pelo seu sucesso.
Temperamento:Calmos e sociáveis, são escolhas de excelência para uma voadeira comunitaria. Não devem partilhar o alojamento com aves conflituosas. Gostam de viver em grupo em vez de estarem em pares ou sozinhos.(aconselho o “isolamento” para procriação: ver mais em reprodução)

Reprodução:O Bengalim é assim de tudo, um projenitor perfeiro.O seu instinto é tão apurado, que fazem dele a ama de excelência.A maioria das aves exóticas necessita de amas para a reprodução, amas estas, escolhidas e introduzidas pelo homem e não por si.O comum Cuco, escolhe um ninho alheio para colocar o seu ovo, e o juvenil após nascer encarrega-se de "atirar borda fora", os ovos ou as crias já nascidas originárias daquele ninho e, são os pais destas que vão cria-lo como seu. Nas aves exóticas, deve-se a essencialmente dois motivos:A maioria delas é má progenitora devido ao "exílio" em cativeiro, ou porque abandonam os ovos em caso de inspecção do ninho. Com a utilização de bengalins como amas, estes problemas deixam de existir, pois apesar de ter sido "criada" em cativeiro, revela um enorme instinto procriador, alimentando quase que qualquer bico que lhe seja colocado no ninho. Outra caraterística dos Bengalins, é que muito dificilmente abandonarem o choco, por mais inspecções que sejam feitas ao ninho.
A conjugação destas duas caraterísticas fazem do Bengalim do Japão uma ama de excelência, sendo escolhidos para "adotarem" os ovos e/ou crias de outros exóticos compatíveis.A sua resistência é enorme, ao ponto e se lhe for permitido criar durante um ano inteiro. Muitas aves gostam de estar em bando e em viveiros, o Bengalim também pode estar, mas as suas caraterísticas de excelente reprodutor, aconselham jaula a jaula, casal a casal. Utilizar esta regra, serve essencialmente para permitir efetuar cruzamentos seguros, de forma a obter os melhores resultados possíveis.

O ninho é construído numa caixa de madeira fechada ou semiaberta, utilizando para a execução da construção do mesmo diversos materiais, como feno e fibra de coco.A fêmea põe entre cinco a sete ovos, que são chocados alternadamente por ambos os progenitores.
O período de incubação varias entre os 13 e 18 dias. As crias abandonam o ninho após cerca de 21 dias. Às seis semanas de crescimento as crias devem ser separadas dos pais, momento aproximado em que a femêa inicia nova postura. Os juvenis tem tendência a frequentar o ninho, e com a sua presença arriscamos a hipotecar os novos descendentes.

Gaiola: Desde (40 x30 x 30 cm).Ninho: Caixa de Madeira (cerca de 15 x 10 x 10 cm) com um furo na frente.

Material: pedaços de fibra de coco, feno ou folhas de palmeira.

Dica: Não se devem ter vários casais num mesmo viveiro, pois estes vão todos para o mesmo ninho acabando por matar as crias.

Alimentação:O Bengalim não é menos exigente se comparado com outras aves exóticas.A principal diferença consiste na sua extraordinária capacidade de resistência. Devemos, para além da mistura para exóticos, oferecer aveia descascada, milho painço, senha. Regularmente, uma vez por semana, deve-se dar verduras como: chicória, agrião, dente-de-leão e espinafres, e fruta, maçã ou banana, entre outros. Um suplemento proteico, que normalmente será sob a forma de papa e colocar sempre à disposição grit e cálcio para fornecimento de sais minerais.A água do bebedouro deve ser trocada diariamente.

Distinção entre s**os:O macho e a fêmea são idênticos visualmente e a única forma de distinguir o s**o sem recorrer a análises de ADN é através do comportamento das aves.O macho canta e exibe rituais de corte.A fêmea também canta, mas num tom mais grave.
A diferenciação dos s**os é possível pelo comportamento ou sexagem por ADN.O Bengalim é uma ave sem dimorfismo sexual, não sendo possível visualmente pela cor apresentada na plumagem identificar quem é quem. Os machos podem ser detetados pelos seus comportamentos de corte com pequenos saltos e trinados curtos, comportamentos territorialistas e encetar rituais de sedução, é o macho.

Dica:Coloque a ave numa gaiola individual. Passados uns dias coloque lá outro bengalim. Se o bengalim que estava na gaiola cantar atrás do bengalim recém inserido, efectuando o ritual de acasalamento, é porque estamos na presença de um macho, caso contrário é uma fêmea.

Aparência e Variedades:O Bengalim do Japão é uma ave de porte pequeno, medindo entre 11 a 12 cm. Atualmente e resultando de novos cruzamentos, alcançou-se um grande leque de colorações: chocolate e branco; creme e branco e totalmente brancoExistem também outras combinações - preto e castanho; malhado; preto e cinzento; castanho e castanho avermelhado – mutações tricolores ou de cor sólida. Existindo também aves com poupa e frisadas.

Alojamento:O Bengalim do Japão é uma ave que se adapta bastante bem a gaiolas ou voadeiras. Não necessita de vegetação para apoio ou porteção, quer nas gaiolas, jaulas de criação ou voadeirasResistentes, podem passar o Inverno ao ar livre, sem que necessitem de aquecimento. Como a maioria das aves, não deve estar exposto a correntes de ar e uma zona abrigada na voadeira é fundamental.O Bengalim do Japão aproveita e maximiza cada centímetro do seu espaço, podendo ser oferecido também, baloiços e poleiros diversos, sendo que, necessitam assim de um espaço mais cumprido do que alto.
Não rejeitam a possibilidade de um bom banho, e quando possível deverá colocar uma banheira para que tal aconteça. Tomar banho é das atividades que mais gosta.

Exposições:Dificilmente existirá nos dias de hoje, exposição ou campeonato onde o Bengalim não marque presença.
Mérito:O Bengalim do Japão, nascido em "berço" humano, alcançou por mérito próprio uma distinção entre os seus pares e outras aves, por direito próprio.
Nome Cientifico: Lonchura Domestica
Esperança de Vida: 7
Plumagem: 21 dias

Artigo: Gonçalo Rocha Santos

Bengalim do JapãoLonchura domestica   Standard Bengalim do JapãoTIPO E ESTRUTURAO Bengalim do Japão deve ter uma forma h...
04/01/2018

Bengalim do Japão
Lonchura domestica
Standard Bengalim do Japão

TIPO E ESTRUTURA
O Bengalim do Japão deve ter uma forma harmoniosa
particularmente realçada nas partes superiores, pescoço e
peito. A cabeça redonda em harmonia com o resto do
corpo. Dorso alinhado com a cabeça até à cauda onde fará
uma curva para a cauda se apresentar tendencialmente
horizontal.

Quanto à cauda, na maioria dos casos pode ver-se que as aves
possuem duas rectrizes médias mais longas formando um
bico, fazendo juntamente com as restantes p***s da cauda um
desenho triangular bem evidenciado com um pequeno filete
mais comprido. DESENHO
São muitas as teorias quanto ao desenho do ventre; a maioria
dos criadores defende que o desenho deve ser em «V» mas é
uma questão que provoca grandes dúvidas já que para
conhecimento de todos, sendo o Bengalim uma ave criada
em cativeiro, não se sabe ao certo qual a sua primeira origem,
remetendo-se assim a verdadeira razão para a dúvida da
origem e concepção desta ave.

Não sabendo ao certo a sua origem exacta e como já são
visualizadas aves com desenho em «V» e em «U» desde o
início do seu aparecimento é compreensível que não se dê
preferência a nenhum dos tipos de desenho e se julgue os
dois tipos como similares.

Bom dia!
20/12/2017

Bom dia!

MANDARIMCaracterísticasTamanho: 9 a 12 cmCores & variedades: O mais comum é o Cinza ou Zebra (corpo cinza-amarronzado co...
16/12/2017

MANDARIM

Características
Tamanho: 9 a 12 cm

Cores & variedades: O mais comum é o Cinza ou Zebra (corpo cinza-amarronzado com branco, listras negras na cauda e, só no macho, listras pretas e brancas na garganta, marcações alaranjadas nos lados da face e pintinhas brancas nos flancos); o Canela, Prateado, Ágata (Canela com bordas das p***s grandes em branco), Mascarado (bege bem claro), Dorso Pálido (Cinza-claro), o Branco e o Albino (olhos vermelhos).

Exemplos de mutações: com topete e bico amarelo (o original é vermelho), Cinza de Bochechas Negras ( o mais raro); Peito Negro; Peito Laranja; Bochecha Castanha; Pheo (creme claro com ponta das p***s em tom mais forte), Creme; Pingüim (capa preta com o corpo branco ou prateada com branco etc) etc.

Comportamento
Sociável mas pode intimidar aves mais pequenas. tem tendência a monopolizar os ninhos existentes no viveiro.

Confinamento
Sempre com malha fina. Gaiola de metal, ideal para até 1 casal e seus filhotes - 40cm de altura x 60 de comprimento x 30 de profundidade. Gaiola criadeira de metal para até 30 filhotes com 12 dias até 18 meses, quando começam a acasalar - 35cm altura x 1,40 de comprimento x 60 de profundidade. Viveiro para até 40 casais com armação de ferro, os 4 lados fechados e teto todo coberto com telhas de barro e algumas de vidro, com 2 m de largura x 2 de comprimento e com maior número de ninhos do que de casais para não haver disputa. Poleiros de várias espessuras para exercitar os dedos.

Reprodução
Começa aos 9 meses.

Identifica-se facilmente o macho da fêmea no Mandarim Cinza nas outras variedades é melhor observar - só o macho canta e o vermelho do bico da fêmea é mais pálido. Põe de 4 a 6 ovos que eclodem em cerca de 12 dias. Após cerca de 2 semanas já se alimentam sozinhos e aos 18 dias começam a voar. Os jovens são identificados pelo bico marrom-escuro quase negro.

Ninho externo de caixa de madeira ou cestinha de vime de cerca de 14 cm de altura e 12 de diâmetro (colocada inclinada a 50 graus, para não cair os ovos, e amarrada nas grades da gaiola com arame). Material: capins em geral, sendo preferível o Barba de Bode e a Grama Japonesa. Colocar no fundo da gaiola para o pássaro pegar.

MANONCaracterísticasO manon (Lonchura striata domestica) é um pequeno pássaro doméstico popular da ordem Passerinforme, ...
16/12/2017

MANON

Características
O manon (Lonchura striata domestica) é um pequeno pássaro doméstico popular da ordem Passerinforme, membro da subfamília Estrildinae. Este pássaro é originário da China. Possui aproximadamente 11 centímetros de comprimento. Sua coloração varia do preto ao branco, passando pelo marrom e canela. Existem de cores puras (como canela, preto, albino), de p***s frisadas, e arlequim, que é branco com marcações pretas. As cores também podem se misturar, formando até mesmo pássaros tricolores.

O manon não apresenta diferenças entre macho e fêmea, a não ser pelo canto discreto que possui o macho.

Costumam cuidar muito bem de seus filhotes. Não rejeitam ovos nem filhotes quando há interferências externas, como quando o criador abre seu ninho (que geralmente é uma caixa de madeira com uma tampa em cima).

Essa característica os torna muito importantes para a criação de outras aves que não se reproduzem com facilidade em cativeiro, em especial o diamante-de-gould. Os casais de manons são usados como amas-secas para chocar os ovos e cuidar dos filhotes de outras espécies.

Alimentação
A principal alimentação do Manon, são todas as espécies de sementes, como o alpiste. Pode-se dar couve, almeirão, escarola, jiló e pepino, exceto alface.

Durante a muda das p***s, pode ser oferecida a farinhada, duas vezes por semana. No início do período reprodutivo, a farinhada também é muito importante e nessa epóca, pode ser oferecida diariamente, só não pode permanecer na gaiola, pois azeda, por isso, deve ser retirada ao final de cada dia.

Reprodução
Os pássaros Manons botam até 8 ovos por ninhada. Após juntar o casal, eles irão demorar de 5 a 7 dias para acasalarem e já começarão a botar os ovos. A incubação dura até 18 dias e o macho ajudará a fêmea a chocar. Com 45 dias, em média, os filhotes já estarão comendo sozinhos e poderão ser separados dos pais. Você pode utilizar o mesmo ninho que é usado na reprodução dos Periquitos Australianos, deixando palha seca de milho, capim seco ou outro material para ser usado na confecção do ninho. Os filhotes são muito resistentes e os Manons acasalam o ano inteiro, mas, deve-se deixar um período de pelo menos 3 meses do ano sem que eles choquem, para que possam descansar.

Confinamento
A gaiola para Manons deve ser mais comprida do que alta, podendo ter 40 cm de comprimento por 30 cm de largura e 30 cm de altura, ou até menores. Eles conseguem se adaptar bem.

Endereço

Rua Juliana Norjosa 795
Fortaleza, CE
60736052

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