02/03/2026
Estamos na fase final do jogo. Algumas cartas ainda podem redefinir a história.
E foi-se o choro do nascimento, as brincadeiras na chuva de criança, o batismo da adolescência e o florescer da juventude.
Nas tropiadas da vida, águas turbulentas e lagos sossegados navegamos. Na obstinação insensata de vencer, como se houvesse algo pra conquistar, além de ser e estar.
Descobri, desde cedo que era preciso voar, mesmo na indecisão do horizonte. E, mais importante do que as trevas, a esperança do céu se justifica.
E lá fomos nós, a cla, o caminho, aquela jogada que culmina no gol da vitória. Mesmo com um imaginário adversário, monstro ou anjos a nos guiar.
Então o cientista afirmou: "o tempo na existe". E eu acordei, já nos vinte minutos do segundo tempo.
Compreendendo que noé não afundou porque o profecia precisa de mais milênios de ilusão. Que a maldade é humana e de que a hipocrisia está na falsidade do jogador.
Vários pênaltis foram convertidos, e o abraço da torcida, mesmo que familiar aconteceu. Porém, quando aos quarenta e cinco minutos você erra o penalty, a crucificação é iminente.
É como esse texto indomável sendo profetizado pelo universo afora. Conclamando aos cosmos e outras "vidas", mais alguns minutos antes da partida final, que será decisiva.
Tal qual as libélulas efêmeras e exuberantes entre as flores, se encontram com as meliponas, e se entendem na busca pelo néctar da salvação.
E assim, no time e no eco das constelações, no intervalo do jogo, intimei meu próprio ego, espalhando para o mundo que aquele ser veio pra defender e atacar. Sem piedade dos joelhos e da energia necessária pra cantar até o fim da noite.
Nas pedreiras da estrada, os sapatos neutros e idiotas quase nao suportavam tantos espinhos. E a mente altiva, com a sofreguidão dos mestres, avançou como a tempestade entre as montanhas incrédulas.
Os sinais de perigo, eram edens para a intempestividade daquele guerreiro. Que, até o fim desta escrita, mantém-se firme no tronco, na correnteza bravia dos traquejos imprevisíveis dos Rios.
Na verdade, o "papo" sempre foi comigo mesmo, só que poucos me informaram sobre este fato. Pelo conforto de margens mais inseguras que a tortuosidade de minhas palavras.
Como já disse Espinosa, acorda rapaz, o artista é você, o circo é fantasia e a palhaçada é aterrorizante.
Veio para o cenário, solitário e abandonara o jogo machucado, antes que os donos do filme decidam o teu fim.
Até lá, aproveite a pescaria, a tua amada e tuas proles. Escreva pra eles de vez em quando, de uma estrela qualquer, se ainda lembrares como era lindo o entardecer e o lunar atrás dos montes.
Chegando a pouco "tempo" da partida, o cortejo passou e eu não estava lá. Um sinal verde que ainda permite alguns chutes, risos, abraços e o cancioneiro deve prosseguir, segundo a plateia.