29/12/2021
Em um estudo publicado em junho de 2020, no Journal of Veterinary
Behaviour, a pesquisadora Stefanie Riemer
avaliou a efetividade das estratégias mais comumente recomendadas para tratamento de medo de fogos de artifício, nos cães. Os calmantes alopáticos prescritos pelo médico veterinário foram efetivos para 69% dos casos; os nutracêuticos, fitoterápicos, florais, feromônios, homeopáticos e óleos essenciais, tiveram todos eles, efetividade entre 25 e 35%; a técnica de amarração, onde o animal é envolvido por uma tira de tecido amarrado em um passo a passo específico, que passa a cobrir com firmeza a região do tórax e abdomen, teve 44%; dessensibilização do barulho usando os sons, 55% e a técnica de contracondicionamento, ou seja, apresentar o estímulo aversivo com petiscos e brincadeiras repetidas vezes, 70%.
Importante ressaltar que, no estudo da Dra. Riemer, dos animais respondentes à terapia comportamental, menos de 3% respondem em um curto período de tempo, como um mês. A maioria absoluta, necessita de tratamento por período muito prolongado, acima de 4 meses. Por quê? Porque mudança de comportamento com forte componente emocional associado, como medo, ansiedade, compulsão e agressão, envolve plasticidade neuronal – uma mudança física na estrutura do cérebro, que não acontece da noite para o dia.
Para um tratamento de sucesso, o melhor é a abordagem mais completa e integrativa: terapia comportamental (as principais técnicas são a dessensibilização e o contracondicionamento) + aporte emocional e energético (com as terapias integrativas: Florais, Homeopatia, Reiki Pet) + reforço da conexão e vínculo com o tutor (elogios para comportamento calmo e exercícios de conexão energética) + terapia farmacológica (que pode ir dos nutracêuticos e fitoterápicos aos psicotrópicos, dependendo do grau e tipo de medo). Primeiro: aceitar, respeitar, não julgar. Depois: escolher um profissional de confiança. O medo infelizmente é muito predominante ainda na vida dos bichos. Um animal com medo não é um animal mal-educado. Não é um problema comportamental como fazer xixi fora do lugar. É urgente adotarmos um novo olhar e uma nova abordagem para estes animais sensíveis.