08/09/2020
Conhecida popularmente como “Calazar”, a Leishmaniose Visceral Canina apresenta riscos de transmissão entre animais e humanos.
O que é Leishmaniose Visceral Canina ou Calazar?
A Leishmaniose Visceral Canina ou Calazar é uma infecção parasitária transmitida através da picada do mosquito palha (Lutzomyia longipalpis), que prejudica o sistema imunológico dos cães e dos humanos, atacando órgãos como pele, fígado, rins, medula óssea e baço.
No ciclo urbano da doença, o vetor infectado pica os cães e os utiliza como reservatórios, o que aumenta o risco de transmissão para os humanos e outros cães. Se um inseto sugar o sangue de um humano ou de um animal infectado, a próxima pessoa ou animal a ser picado é infectado com o parasita Leishmania.
Como Saber se Meu Cão tem Leishmaniose Visceral Canina?
O único profissional devidamente habilitado para avaliar e diagnosticar a Leishmaniose é o médico veterinário. Porém, alguns sinais dermatológicos são visíveis, como:
• Alopecia (queda de pelo);
• Úlceras de pele;
• Descamações;
• Feridas de difícil cicatrização;
Especialmente no focinho, ao redor dos olhos e nas orelhas, sendo também muito comum o crescimento anormal das unhas. Além disso, também se observa a falta de apetite, perda de peso, apatia.
Porque é Difícil Controlar a Leishmaniose Visceral Canina?
A Leishmaniose Visceral ou Calazar é uma doença silenciosa, e este é um dos principais obstáculos para o seu controle. A manifestação dos sintomas varia de um período de 6 meses a 2 anos, e alguns animais podem viver sem apresentar nenhuma alteração clínica. Isso faz com que o diagnóstico seja difícil e assim, o cão f**a como um reservatório da doença.
Como prevenir a doença?
Através do combate ao mosquito palha. É possível mantê-lo longe, especialmente com o apoio da população, como:
- Limpeza periódica dos quintais, retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem);
- Destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos;
- Limpeza dos abrigos de animais domésticos;
- Uso de inseticida (aplicado nas paredes de domicílios e abrigos de animais);
- Uso de coleira à base de Deltametrina a 4% nos cães;
- Instalação de telas de proteção nas residências;
- Passear com o seu cachorro durante o dia. Passeios com os cães no final da tarde e à noite devem ser evitados, já que os mosquitos são mais ativos na parte da noite;
- Não permitir que o cão fique solto na rua.