14/04/2016
Anhuma
Também conhecida como alicorne, anhima, cametaú, cauintã, cavintau, cuintau, inhaúma, inhuma, licorne, unicorne e unicórnio, é uma ave anseriforme da pequena família Anhimidae. É típica da América do Sul.
É a ave-símbolo do estado de Goiás, no Brasil.
A anhuma tem cerca de sessenta centímetros de altura, oitenta centímetros de comprimento, 1,7 metros de envergadura e pesa em torno de três quilos. A plumagem é preta, exceto no ventre, que é branco. A sua característica mais singular é a presença de um espinho córneo e curvo de sete a doze centímetros na cabeça. Possui também dois esporões, um maior e outro menor, em cada asa. O bico é curto e pardo-escuro, com a ponta esbranquiçada. As pernas são grossas e possuem grandes dedos.
Habita, principalmente, os pantanais e beiras de lagoas e rios com margens florestadas ou com vegetação rasteira. Vive aos casais e em grupos familiares, às vezes em bandos maiores. A sua alimentação básica são plantas flutuantes e gramíneas. Costuma migrar durante a seca, voltando na época chuvosa. Na época do acasalamento, a fêmea põe, em geral, três ovos de cor marrom-olivácea.
As anhumas eram aves outrora encontradas aos bandos nas margens do Rio Tietê, o que levou os silvícolas a dar, ao rio, o nome de Anhumby, que signif**a "rio das anhumas". Por isso, a anhuma aparece no brasão das cidades de Guarulhos e Tietê, no estado de São Paulo. A anhuma ainda nomeia o bairro de Inhaúma, no município do Rio de Janeiro, e o município de Cametá, no estado do Pará.
Alimenta-se de plantas flutuantes ou de gramíneas em alagados.
Faz ninhos grandes sobre a vegetação flutuante, ancorada em arbustos ou gramíneas na água rasa. Põe 3 ovos marrom-oliváceos.
Observou-se que essa espécie choca em casal, revezando-se no ninho.
Tipicamente amazônica, presente em quase toda a região, chegando também até o interior do Ceará, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso (Pantanal), São Paulo e Paraná. Encontrada ainda na Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.