14/10/2021
Você conhece a história de Hachikō, o cão Akita que inspirou o filme Sempre ao Seu Lado?
Achiko foi adotado por Hidesaburō Ueno, um professor do departamento de agricultura da Universidade de Tóquio, em 1924. Hachiko sempre foi tratado com muito amor e carinho por seu dono. Acompanhava-o até uma estação de trens próxima (Shibuya) e retornava ao fim do dia para encontrar seu dono.
Em 21 de maio de 1925, Hidesaburō Ueno sofreu um AVC súbito durante uma reunião do corpo docente, vindo a falecer no mesmo dia, nunca mais retornando à estação. A história conta que Hachikō estava em casa na noite do velório. Ele quebrou as portas de vidro da casa e foi até o local da cerimônia para passar a noite inteira ao lado de seu mestre. Ainda há outro relato que diz que Hachikō pulo dentro do caixão e tentou resistir a qualquer tentativa de removê-lo.
Após a morte de Hidesaburō Ueno, Hachikō foi viver com alguns parentes do professor que moravam em Asakusa, , mas ele fugiu diversas vezes, retornando para a casa em Shibuya. Um ano se passou e ele ainda não tinha se acostumado à sua nova casa. Foi dado ao ex-jardineiro do Professor Ueno. Mas Hachikō fugiu daquela casa várias vezes também. Ao perceber que seu antigo mestre já não morava na casa em Shibuya, Hachikō ia todos os dias à estação de Shibuya, como sempre fez, e esperou que ele voltasse para casa.
Todo dia ele ia e procurava o professor Ueno entre os passageiros, saindo somente quando as dores da fome o obrigavam. E ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros. Hachikō esperava pelo retorno de seu dono e amigo.
A figura permanente do cão à espera de seu dono atraiu a atenção de alguns transeuntes. Muitos deles, frequentadores da estação de Shibuya, já haviam visto Hachikō e o professor Ueno indo e vindo diariamente no passado. Percebendo que o cão esperava em vão a volta de seu mestre, f**aram tocados e passaram, então, a trazer petiscos e comida para aliviar sua vigília.
Durante 10 anos Hachikō aparecia ao final da tarde, precisamente no momento de desembarque do trem na estação, na esperança de reencontrar-se com seu dono.
Hachikō faleceu em 8 de março de 1935 aos 11 anos.