18/08/2022
Agradar o paladar dos felinos é uma tarefa bem difícil, mas não impossível. Todo mundo sabe que esses animais são mais rigorosos com o que comem e dificilmente se interessam por qualquer tipo de alimento. Não é à toa que cuidar da alimentação do gato exige alguns critérios por parte do tutor, tanto na hora de oferecer petiscos quanto na hora de escolher a melhor ração para gato.
Para entender o motivo por trás disso, é necessário entender a relação entre o olfato e a língua do gato.
Saborear um alimento envolve diferentes processos do nosso corpo, e com os felinos isso não é diferente. A língua do gato é uma das chaves para isso. Se por um lado os humanos têm cerca de 2 mil a 8 mil papilas gustativas, os felinos contam apenas com 400 dessas estruturas, que são responsáveis pela percepção dos sabores. É por isso que o paladar dos felinos acaba sendo muito restrito e, consequentemente, mais exigente: eles não são capazes de sentir tantos sabores quanto nós, por isso, acaba se tornando mais difícil agradá-los com qualquer alimento.
Os gatos, não são capazes de sentir um gosto doce, somente o salgado, amargo e azedo. Como são carnívoros, a comida salgada é muito mais chamativa e prazerosa para eles, pois é o que mais se aproxima da sua alimentação natural. Inclusive, é por esse mesmo motivo que eles não conseguem perceber nada doce. Já a percepção do azedo e amargo pela língua do gato é capaz de identif**ar quando a comida está estragada ou envenenada, por exemplo, e funciona como uma espécie de “mecanismo de defesa”.
Embora a língua do gato tenha algumas limitações, o olfato desses animais, por outro lado, é de dar inveja a qualquer um: chega a ser até 15 vezes mais apurado do que o olfato humano. Ou seja, se nós temos apenas 5 milhões de células olfativas no nosso corpo, os felinos chegam a ter cerca de 200 milhões dessas células no seu nariz. São essas estruturas que ajudam esses animais a detectar os diferentes sabores em conjunto com as funções da língua. Portanto, esse é um fator que acaba compensando o fato de possuírem menos papilas gustativas, já que o olfato apurado é um grande aliado na hora de decifrar sabores.