03/06/2022
A crise é mundial, e a guerra na Ucrânia só piorou as coisas. Parece que não tem escapatória. A seca em Taiwan fez a produção de chips e semicondutores despencar, pois aquela ilha é a maior fornecedora mundial desses produtos. A lavagem da sílica, material base para os chips, ficou prejudicada por falta de água. Daí faltaram os produtos essenciais para a fabricação dos eletrônicos como computadores, geladeira, TVs, carros, etc. Junto com isso veio a crise energética na China, que fez com que o governo do país, que hoje é a fabrica do mundo, determinasse a parada forçada da produção das indústrias que gastam mais energia naquele país. Ocorreu mais escassez de produtos, e os preços subiram de novo. Aliado a isso, tivemos a pandemia do Coronavirus, que trouxe o isolamento social forçado e quebrou várias empresas, causando mais desemprego, e forçando os governos do mundo a proverem um auxílio emergencial aos desempregados. Isso causou aumento nas contas públicas e, consequentemente, forçou um redirecionamento das finanças públicas para a saúde e para a assistência social, retirando dinheiro de projetos desenvolimentistas. E agora, quando o mundo poderia começar a sua recuperação econômica, a Rússia invade a Ucrânia. Os países se unem para aplicar sanções econômicas contra a Rússia, impedindo a venda dos seus principais produtos, que são o petróleo, o gás natural e os fertilizantes. Pronto, está aí a receita de uma crise econômica mundial que irá muito longe. Mas, como diz o ditado, toda crise sempre traz novas oportunidades. O Brasil precisará ter um plano nacional de desenvolvimento para aproveitar as oportunidades que poderão advir da relocação do capital mundial, se tornando um polo atrativo para os investimentos que sairão da Rússia e de países mais afetados pela crise. Para tanto, precisaremos de um governo sério e competente, que não roube as empresas públicas e saiba conduzir adequadamente essa polica. Também precisaremos de Deputados e Senadores honestos, que fiscalizem e mantenham o governo nos trilhos. Nunca foi tão necessário votar bem. Para o Brasil superar essa crise não devemos ficar nos lamentando. Só precisamos fazer a nossa parte e votar em quem realmente nos represente.