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08/08/2019

Nesta quarta feira dia 07 de agosto a Pró Rural e seus colaboradores foram representados pelo nosso querido Ferreira, homenageado na Sessão Solene em comemoração ao Dia do Agronegócio realizada na Câmara Municipal de Campo Grande por seu trabalho e dedicação de 30 anos ao ramo agropecuário.

Atenção Produtor! Maio é o mês de vacinação contra a febre Aftosa no Mato Grosso do Sul.
17/04/2019

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Neste sábado terá Espaço Ovino na Pró Rural das 7h às 12h, venha conferir 🙌🐑
28/03/2019

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31/12/2018

A equipe Pró-Rural deseja a todos um Feliz e Próspero Ano Novo.
Voltamos com expediente normal Quarta-feira (dia 02/01/2019) às 7h.

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06/02/2015
Alimento Premium completo, nutricionalmente balanceado para animais de alto potencial genético. Confira!
03/02/2015

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Abate sem dor na consciência.Novas exigências do mercado internacional obrigam os produtores de carne brasileiros a adot...
26/12/2013

Abate sem dor na consciência.

Novas exigências do mercado internacional obrigam os produtores de carne brasileiros a adotar práticas que priorizam o bem-estar animal; pesquisas mostram que cuidados na criação, no transporte e no abate resultam em alimentos de melhor qualidade.

Texto Reinaldo Jose Lopes

Infográficos Marcus Penna

Publicado pela UnespCiências

Os europeus estão entre os mais exigentes consumidores de alimentos do planeta – basta ver a dificuldade que os produtos transgênicos ainda têm de chegar aos mercados da União Europeia (UE). O Velho Continente também é o lugar do mundo com a mais forte tradição de defesa dos direitos dos animais e, como seria de esperar, essa preocupação tem afetado cada vez mais as decisões de consumo. Exemplo disso é uma nova norma europeia, que entrou em vigor este ano, que estabelece regras para o abate humanitário e controles mais rígidos do tratamento dado aos animais de produção, valendo tanto para a UE quanto para os países dos quais ela importa.

Produtores brasileiros, é claro, estão se movimentando para atender a essas exigências, e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem defendido a criação de uma nova norma nacional. A boa notícia é que padrões éticos mais estritos para lidar com os bichos destinados ao consumo humano também tendem a se refletir em produtos com mais qualidade e mais valorizados no mercado, sugerem pesquisas. E há bons indícios de que a preocupação com o bem-estar animal pode se tornar um tema importante para o consumidor do Brasil, e não apenas para os mercados do mundo desenvolvido.

“Temos uma série de trabalhos mostrando, no caso de bovinos, como a estabilidade dos grupos sociais dos animais, um manejo que envolva interações positivas entre tratadores e bichos e um fornecimento constante de leite para bezerros de vacas leiteiras, por exemplo, se refletem em mais produtividade e menos perdas”, afirma o zootecnista Mateus Paranhos da Costa, professor de etologia e bem-estar animal na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp em Jaboticabal.

Os dados citados por Paranhos da Costa deixam claro que, para conseguir ganhos signif**ativos, não adianta apenas criar condições para um abate com o mínimo possível de sofrimento e estresse para os animais. É preciso olhar para a cadeia produtiva como um todo, levando em conta o manejo da reprodução (como e quando castrar, por exemplo) e o transporte dos bichos, entre outros fatores.

Os especialistas costumam apontar que há dois universos bem diferentes no que se refere à prática de abate no Brasil. Por um lado, há uma miríade de pequenos abatedouros municipais ou mesmo domésticos, semiclandestinos, nos quais práticas antiquadas, que causam dor desnecessária aos bichos (o abate de bovinos com marreta, por exemplo), ainda existem. As condições sanitárias desse tipo de estabelecimento também deixam a desejar, podendo representar um risco para a saúde pública.

Por sua própria natureza, é difícil precisar as dimensões desse abate que acontece “debaixo do radar” das autoridades, mas tudo indica que se trata de algo ainda considerável, diz o médico veterinário Roberto de Oliveira Roça, professor da Faculdade de Ciências Agrárias da Unesp em Botucatu.

“Uma estimativa feita com os dados de curtumes, por exemplo, mostrou que cada boi precisaria ter uns dois couros para que os números batessem”, conta.

Por outro lado, os grandes frigoríficos, cada vez mais representativos da produção brasileira, estão muito mais próximos do que preconiza a nova legislação europeia, em especial no que diz respeito aos métodos de abate considerados eticamente aceitáveis. “Avançamos muito nos últimos anos, não há dúvida disso”, diz Paranhos da Costa. “Do começo dos anos 1990 para cá, houve uma conscientização do produtor, dos frigoríficos e do consumidor.

Todo mundo teve de se adequar, senão não conseguia exportar”, afirma Roça. “O que é preciso ainda é uma melhora dos padrões técnicos. Todo mundo tem o equipamento correto, mas sem treinamento do pessoal que o opera e sem manutenção constante isso não adianta muito, o equipamento perde a sua eficiência.”

Nos procedimentos de abate humanitário, a chave está no chamado método de insensibilização, ou seja, a maneira pela qual o animal perde a consciência para que não sinta dor quando é sacrif**ado (em diversos casos, a aplicação do método de insensibilização também é suficiente para ocasionar a morte do animal).

Segundo Roça, para que a insensibilização seja considerada eficiente, sua atuação tem de ser de dez a cem vezes mais rápida do que o tempo que o estímulo de dor leva para ser processado pelo cérebro do bicho. “Isso acaba respondendo à pergunta que as pessoas sempre fazem: o animal sente dor [ao ser insensibilizado]?

Se esse padrão for seguido, a resposta é não, embora nunca haja 100% de eficiência no processo, daí a necessidade de monitoramento constante”, diz Roça.

É claro que isso varia de espécie para espécie (veja infográficos acima e nas próximas páginas). No caso dos bovinos, o consenso é utilizar pistolas especiais, de dois tipos (penetrantes e não penetrantes), equipadas com um dardo que causa grande dano cerebral no bicho. Aves (e também coelhos) são suspensas pelas patas e mergulhadas coletivamente – em geral, de cinco a dez indivíduos – num tanque pelo qual passa uma corrente elétrica, método conhecido como eletronarcose.

“O caso das aves exige um cuidado especial porque pode haver variação de peso entre os indivíduos, o que exige ajustes na corrente elétrica”, explica Roça.

Suínos também recebem choques elétricos ou, a exemplo do que ocorre com aves, podem passar por uma câmara com elevada concentração de CO2, o que rapidamente os insensibiliza. Depois disso, via de regra, os animais são sangrados, ou seja, os grandes vasos sanguíneos do pescoço são cortados, completando o abate.

Essencialmente, todas essas práticas já constam da legislação brasileira atual sobre o tema, que tem como peça principal a chamada Instrução Normativa no 3 do Mapa, que data do ano 2000. A nova norma da UE, no entanto, impõe critérios mais exigentes para controlar o processo, como a presença, em todos os frigoríficos, de um profissional responsável exclusivamente pelas questões de bem-estar animal, portador de um certif**ado

especial de competência nessa área. “Hoje, a maioria dos frigoríficos não tem essa pessoa”, afirma Roça. “Muitas vezes, isso f**a a cargo do gerente industrial ou do gerente de controle de qualidade. O que costuma acontecer é que, se aquela empresa exporta para o Egito, por exemplo, vem uma delegação egípcia para fazer auditoria e garantir que as normas deles também estão sendo seguidas.”

A determinação de que haja profissionais específicos para essa tarefa, bem como um programa interno de monitoramento de qualidade em bem-estar animal em todos os abatedouros-frigoríficos, também consta de uma portaria do Mapa que passou por consulta pública este ano, embora ela ainda não tenha entrado em vigor. Uma vez publicada, a portaria proibiria ainda o uso de chicotes ou de instrumentos pontiagudos para conduzir os animais no desembarque ou no interior do frigorífico e diz que, para esse fim, podem ser usados choques elétricos com duração de apenas um segundo – e isso só nas patas traseiras de animais que se recusem a andar.

A linguagem e até a estrutura do documento brasileiro que passou recentemente por consulta pública se parecem muito com a norma europeia que entrou em vigor este ano, o que não é surpreendente, de acordo com o veterinário da Unesp.

“Normalmente é assim mesmo que essas coisas acontecem”, diz Roça. “Nossa norma higiênica para carne e outros produtos de origem animal mudou muito desde 2006, e a nova é praticamente uma tradução da norma americana. Mas isso teve um efeito muito bom de melhoria de qualidade, claro que com algumas adaptações, porque nossos animais não são iguais aos de lá.”

Carne estressada

Gente com mentalidade mais utilitarista talvez não veja grande diferença na maneira como se trata um animal que “vai morrer de qualquer jeito”, mas há evidências científ**as consistentes de que carne de bichos que padecem de estresse é, em geral, carne de pior qualidade.

O motivo é bioquímico. Bovinos sob estresse, por exemplo, têm menos reservas de glicogênio – a principal molécula na qual se transforma a glicose quando estocada no organismo. A mesma coisa ocorre com machos não castrados, cujos níveis do hormônio masculino testosterona os deixam mais suscetíveis ao estresse.

Ocorre que, após o abate, o glicogênio se transforma em ácido lático, produzindo carnes com pH mais baixo, preferidas pelo mercado. Portanto, se o animal passou por estresse e está com baixas reservas de glicogênio, sua carne terá pH mais alto e tenderá a se enquadrar na categoria DFD (em inglês, dark, firm, dry) – uma carne mais escura, seca e dura, de conservação relativamente mais difícil.

Além disso, há também o risco sanitário, já que carnes com pH acima de 6 podem abrigar o vírus da febre aftosa, inviabilizando a exportação do produto para a Europa, por exemplo. “Não é que alguém vá pegar o vírus comendo aquela carne, mas é visto como um risco para o rebanho europeu”, explica Roça. No caso dos suínos e das aves que passam por abate em condições estressantes, outra sigla temida pelos produtores é a PSE – pale, soft, exudative, ou pálida, flácida e exsudativa, uma carne que parece “suar” e perde em atratividade para o consumidor.

Embora esses problemas de qualidade possam resultar do estresse agudo nos momentos próximos da insensibilização e do abate, o estresse crônico é particularmente importante no caso dos bovinos, em especial quando se leva em conta o transporte dos animais para o frigorífico.

“Nós concluímos recentemente um levantamento sobre o transporte de bovinos no norte do Estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro, com alguns resultados interessantes”, conta Paranhos da Costa. “O que vimos é que certos gargalos do transporte, como as condições da estrada, acabam tendo um efeito negativo considerável. O cara pode fazer tudo certo, mas a estrada ruim acaba afetando a situação do gado.” Além do estresse, os animais podem simplesmente se machucar a bordo dos caminhões, e a carne com “cicatrizes” desses percalços acaba sendo descartada, o que traz prejuízos, acrescenta o pesquisador.

Roberto Roça conta que está coordenando trabalho parecido no Mato Grosso, em parceria com a Acrimat, a associação de criadores de gado bovino do Estado que hoje tem o maior rebanho do País, com quase 30 milhões de cabeças.

Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), muitos deles ex-alunos da Unesp, também participam da iniciativa.

No trabalho, que deve ser concluído no fim deste ano, a equipe vai até as fazendas, acompanha as condições de manejo, pesa os animais antes de subirem nos caminhões e nos frigoríficos, medindo também o que se perde com as condições de transporte. Os resultados ainda são preliminares, mas, além dos riscos esperados das grandes distâncias percorridas e das estradas em condição precária, o pesquisador afirma que é preciso capacitar caminhoneiros a lidar com sua carga especial. “Não é a mesma coisa que transportar soja. Ele não pode parar o caminhão ao meio-dia debaixo do sol quente, os animais parados desidratam facilmente. No fundo, é preciso mexer em toda a cadeia produtiva”, diz Roça.

Essa visão do todo ajuda a enfatizar a importância do manejo dos animais feito “com cuidado, sem correr, sem agressão, avaliando riscos”, enfatiza Paranhos da Costa. O pesquisador, que é especialista em comportamento animal, estuda como o temperamento ou “personalidade” dos bichos tem impacto no bem-estar deles e nos processos produtivos.

“É muito importante você levar em conta que existe um sujeito ativo do outro lado, que tem vontade própria, que vai fazer coisas que você não espera e que podem te colocar em risco e até te matar. Não é uma coisa, um objeto que você tira de um lugar e põe no outro”, explica o pesquisador. A personalidade de cada bicho, obviamente, pode amplif**ar essas situações de risco, em especial em situações com mais potencial estressante.

No entanto, apesar de existirem tendências inatas para ser mais ou menos calmo, como entre seres humanos, é possível intervir nesses fatores, segundo o pesquisador. “O próprio manejo é importante. O animal tratado com agressividade desde novo vai ser mais agressivo do que aquele que é tratado calmamente, é uma questão de ação e reação. Alterando isso, é possível ter um efeito positivo de curto prazo sobre o perfil de reatividade – com mudanças individuais em poucos dias. No longo prazo, é possível pensar na seleção genética, uma vez que já se sabe que os animais mais reativos também tendem a deixar descendentes com o mesmo perfil.”

Dados sobre o impacto que o tratamento digno dos animais pode ter nos consumidores brasileiros têm surgido em estudos coordenados por Celso Funcia Lemme, professor do Instituto Coppead de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Foi uma primeira pesquisa exploratória. Não era uma área de atuação usual da nossa escola, não tínhamos proximidade com o setor. A discussão surgiu nos cursos de sustentabilidade corporativa, cujo objetivo é identif**ar, nos vários setores de atividade econômica, aspectos de um produto ou de um negócio que podem ter impacto em seu desempenho e trazer riscos ou oportunidades”, conta Lemme.

Consumidores preocupados

Os pesquisadores usaram uma série de estratégias, como entrevistas qualitativas (feitas em profundidade com grupos pequenos de pessoas) e questionários na internet, para tentar avaliar o que as pessoas sabiam a respeito da criação de animais em larga escala. A pesquisa também levou em conta se a pessoa que estava respondendo à pesquisa era a responsável pela compra de carne em sua casa.

Na internet, as pessoas podiam ainda assistir a vídeos curtos sobre os processos de criação de animais – deliberadamente editados para que não houvesse menções diretas a métodos de abate, de maneira a evitar reações mais emocionais. As imagens mostravam coisas como baias de parição de suínos ou animais sendo transportados para o abate. Nesse caso, a pessoa tinha a opção de responder às mesmas perguntas antes e depois de assistir aos vídeos.

“Ficou claro que o cidadão comum tem pouquíssimo conhecimento dos métodos de produção e, quando toma contato com eles, as reações de indignação são muito fortes”, diz Lemme. “Havia quem comparasse o transporte a navios negreiros.”

Nos questionários, as pessoas também se dispunham a pagar ágios de 20%, 30% e até 70% por produtos obtidos por métodos considerados menos violentos. “O interessante é que, da minoria de pessoas que diziam não querer pagar mais, a explicação dada por elas é que o tratamento mais ético aos animais deveria ser obrigatório para todas as empresas”, afirma o pesquisador. Cerca de 500 questionários foram usados na análise.

“O problema que as pessoas veem nos processos, aparentemente, é o de tratarem algo vivo como um objeto. Elas não são vegetarianas, não são contra o consumo de carne, mas querem que se respeite a vida que lhes dá a vida”, resume Lemme.

Para ele, o recado da pesquisa é claro: “É uma oportunidade para as empresas que querem liderar essas mudanças, para que o Brasil tenha liderança nessa área não só em volume de exportações, mas em métodos, em ética nos negócios”.

“Uma coisa que ficou clara ao longo dos últimos meses é que o Brasil está mudando de patamar nessa questão, deixando de pensar apenas na quantidade para pensar em termos de qualidade, e o governo federal percebeu que isso vai fazer diferença para a nossa competitividade global”, diz Reinaldo Lourival, diretor nacional da WSPA (pronuncia-se “uíspa”), a Sociedade Mundial de Proteção Animal.



“No fundo, um tratamento dos animais que tenha ética e dignidade se reflete em perdas menores para a indústria. Então, é um jogo de ganha-ganha.” Lourival cita como exemplo o programa Steps, no qual a WSPA ajuda as empresas a se capacitarem para o abate humanitário, por meio de um acordo com o Ministério da Agricultura. “O programa já treinou cerca de 5 mil funcionários de frigoríficos na Região Sul do Brasil e agora está indo para São Paulo”, conta. “Perceba que o paradigma está mudando na indústria. As próprias empresas de fast food estão conscientes de que o negócio delas é o alimento seguro, e isso signif**a animais bem tratados, o que garante toda a qualidade do produto final.”

Castração sem trauma


O consenso entre especialistas e a indústria e que, tanto para melhorar a qualidade da carne quanto a qualidade de vida dos animais, vale a pena castrar os bovinos machos. “Sem castração, os animais brigam muito e podem sodomizar outros machos, machucando-os e ate levando-os a morte”, explica Roberto Roca, da Unesp em Botucatu.

Além disso, os machos não castrados são mais estressados e possuem menos glicogênio (substancia de reserva energética) em seu organismo, o que, após o abate, faz com que sua carne tenda a ser classif**ada na categoria DFD (dark, firm, dry, ou “escura, firme, seca”, menos valorizada no mercado).

O problema e que os métodos de castração mais utilizados hoje no País acabam sendo uma emenda pior que o soneto. O método cirúrgico, que envolve a retirada dos testículos por meio de incisões, não costuma ser bem aplicado. “E obrigatório usar anestésico, mas ninguém usa, o pessoal faz a incisão com canivete mesmo”, critica Roca. Em outra metodologia, uma grande pinça esmaga os chamados cordões espermáticos, o que interrompe a circulaão do sangue que alimenta os testículos. Com o tempo, eles necrosam e caem. “Isso é pior do que o metodo cirúrgico”, afirma. “O animal f**a com os testículos inchados por mais de 15 dias, para de comer, pode pegar infecções e até morrer.”

Roca defende o uso da imunocastraão, método que ele e seus colegas testaram em milhares de animais nos Estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo ao longo de quatro anos, numa parceria com a empresa Pfizer. A técnica induz o sistema imunológico dos animais a produzir anticorpos que bloqueiam o GnRF (fator de liberacao de gonadotropinas), impedindo o funcionamento dos testículos e a liberação do hormônio masculino testosterona. O sistema funciona de maneira parecida nas fêmeas da espécie.

Para conseguir o efeito desejado, e necessário aplicar duas injeções, com intervalo de uma ou duas semanas entre cada uma delas. A imunocastração e reversível – dura de três a cinco meses – e, de acordo com o pesquisador, tem a vantagem adicional de não deixar resíduos na carne do animal, outro ponto importante para o mercado.

A Pró-Rural Produtos Agroipecuários LTDA. Parabeniza,Luiz Vieira que inaugura sua empresa de consultoria agropecuária em...
26/12/2013

A Pró-Rural Produtos Agroipecuários LTDA. Parabeniza,Luiz Vieira que inaugura sua empresa de consultoria agropecuária em Campo Grande.

Com uma larga experiência em gestão no agronegócio, adquirida principalmente em quatro décadas de trabalhos prestados junto ao Condomínio LS (Fazenda Bela Vista, que pertenceu ao tradicional pecuarista Lúdio Martins Coelho), o engenheiro, economista e produtor Luiz Vieira, acaba de instalar seu escritório de consultorias no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.

Para Luiz Vieira, o agronegócio de fato passa por um caminho de reestruturações em suas matrizes produtivas, requerendo que cada vez mais o uso de novas tecnologias e aplicação de gestão sejam fatores determinantes para o sucesso de qualquer atividade agropecuária, em qualquer ciclo da cadeia produtiva.

A empresa “Luiz Vieira Consultorias” está habilitada a auxiliar o produtor ou investidor em atividades como compra e venda de gado (gordo ou magro), projetos da pecuária em geral (cria, recria, engorda), instalação de infra-estrutura de armazenagem, instalação de pivô central de irrigação, entre outras.

Aproveitando sua experiência no setor agroflorestal, além do fato de ser engenheiro florestal, Luiz Vieira também dará consultoria e toda assistência para implantação de projetos florestais, assim como levamentos (inventários) florestais, licenciamento ambiental, relatório de impacto ambiental e instalação de viveiros de mudas.

Ainda nesse âmbito dos projetos florestais, a empresa está apta a dar consultoria em implantação de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), um sistema de exploração envolvendo várias atividades e que vem dando muito certo em Mato Grosso do Sul, principalmente diante de um quadro onde verif**a-se diferentes estágios de degradação das pastagens que atinge 50% no Estado.

Para Luiz Vieira, a integração tem se mostrado uma ferramenta altamente sustentável e economicamente viável para aumentar a produtividade e a rentabilidade da pecuária (arroba por hectare), além de oferecer alternativas para produzir grãos e madeira em ciclos diferentes, trazendo mais uma receita para o produtor. Além de recuperar as pastagens. O consultor lembra ainda que há uma vasta linha de crédito disponível no mercado, principalmente do Programa ABC, do Banco do Brasil, a juros baixos e prazos bem elásticos para pagamento, além de carência.

Mais informações:

(67) 3056-2590 e 9982-1745

[email protected]

Fonte: Folha do Fazendeiro.

Pododermatite pode causar muitos prejuízos ao produtor.Manejo, barro, pedras e nutrição inapropriada são alguns dos fato...
26/12/2013

Pododermatite pode causar muitos prejuízos ao produtor.

Manejo, barro, pedras e nutrição inapropriada são alguns dos fatores apontados pela medicina veterinária como causadores de problemas de cascos nos animais. Uma das enfermidades mais comuns, de natureza infecciosa e contagiosa é a pododermatite ou pododermite, que afeta principalmente os cascos de bovinos, ovinos e caprinos. Ocorre com maior frequência em períodos chuvosos, em locais com aglomeração de animais e pisos que não favorecem a integridade dos cascos. Alguns médicos veterinários calculam que o gasto médio anual de um animal com cascos doentes, gira em torno de R$ 150,00/ano, sem contar os casos de descarte de animais.

O criador que já enfrentou este desafio em sua propriedade, já conhece os sintomas: claudicação (manqueira), acompanhada de inflamação, o casco apresenta-se dolorido, com edemas e temperatura quente na região afetada. Sinais como febre, falta de apetite e emagrecimento progressivo também ocorrem, dependendo da gravidade. A médica veterinária e promotora técnica da Real H Nutrição e Saúde Animal, Denise Zamboni Telles, esclarece que esta enfermidade apresenta grande variação clínica e resulta em inúmeros prejuízos como o “descarte prematuro, diminuição da produção de leite, perda de peso, redução da fertilidade e altos custos do tratamento”.

A médica orienta sobre alguns cuidados essenciais para a vida produtiva dos animais como: realizar casqueamento preventivo e curativo; minimizar mudanças abruptas na dieta das vacas; evitar superlotações em locais com excesso de umidade e barro; minimizar o estresse térmico; providenciar um local limpo, seco e sombreado para as vacas deitarem; em caso de feridas expostas, lavar e limpar o local lesionado para evitar bicheira e agravamento do problema.

Para tal desafio, além destes cuidados citados acima, existe uma saída complementar. A médica veterinária recomenda medicamento homeopático indicado para prevenção e tratamento de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos. “O produto é incorporado à alimentação dos animais agindo na cicatrização e reduzindo as claudicações. A vantagem da utilização desta terapêutica é que além de sua eficácia curativa, não deixa resíduos na carcaça ou no leite. No entanto, é fundamental que o tratamento seja mantido até que os sintomas desapareçam e que seja feito o manejo adequado destes animais”, finaliza a médica veterinária.

Fonte: Folha do Fazendeiro

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