12/07/2021
A apartação tem origem nas atividades diárias necessárias em ranchos e fazendas na lida com o gado, por exemplo apartar do rebanho um animal que está doente para que possa ser tratado, medicado, ou outra finalidade. De uma necessidade de trabalho dos vaqueiros, que valorizavam os cavalos bem treinados resistentes, surgiu as modalidades Western, em uma disputa para ver quem tinha os melhores cavalos, fazia melhor ou mais rápido. Dentre elas, está a apartação.
A apartação é uma modalidade na qual cavalo e cavaleiro devem se mover calmamente para dentro do rebanho, apartar uma rês (novilho), dirigi-la ao centro da arena e mantê-la afastada do rebanho. O cavalo de apartação deve combinar seus movimentos com o movimento da rês antecipando todas as suas manobras com pouca interferência do cavaleiro ou da amazona para realizar os movimentos. O juiz atribui nota ao animal pela sua habilidade de impedir a rês de retornar ao rebanho, sua movimentação e concentração. O conjunto inicia a prova com 70 pontos, destes sendo retirados pontos por penalidades ou execução imperfeita da manobra, ou acrescentados pontos por crédito.
Não existe restrição quanto a raça utilizada, entretanto, é indicado que o cavalo tenha aptidão do cavalo de apartação, o "cow sense", que é “a habilidade do animal de apartação de auto-pensar e auto-manobrar um boi”, além de bons aprumos e força muscular. As raças mais utilizadas são as chamadas de trabalho, como o Quarto de Milha, Appaloosa, Paint Horse e raças nacionais como o crioulo.
No Brasil, ela é regulada pela Associação Nacional do Cavalo de Apartação (ANCA) e é mais praticada no Sudoeste do país, principalmente no estado de São Paulo, mas tem se expandido por todos os estados.
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