13/02/2026
O último fim-de-semana na Albuquerque Foundation foi marcado marcado por um diálogo crítico com a cerâmica enquanto campo expandido.
A inauguração de Nature Boy, de Phoebe Collings-James, apresentou obras onde a materialidade opera como linguagem política e afetiva. A artista mobiliza a cerâmica como um corpo em tensão — simultaneamente vulnerável e resistente — aproximando-se de uma leitura da matéria enquanto agente ativo. As peças recusam a neutralidade do objeto e afirmam a cerâmica como território de identidade, memória e fricção.
A visita ao museu e à loja reforçou a relevância do acervo, com destaque para Graça Pereira Coutinho, cuja investigação sobre forma e gesto continua a expandir o vocabulário da cerâmica portuguesa, entre outros artistas fundamentais.
No domingo, a performance do sul-coreano Hee Gun Kim sobre a tradição Onggi trouxe uma dimensão ancestral ao fim-de-semana. O tempo do fazer, o peso do material e a repetição do gesto revelaram a cerâmica como prática viva, situada entre herança cultural e contemporaneidade.
A regressar!