10/02/2026
𝐍Ã𝐎 𝐓𝐄𝐌𝐎𝐒 𝐕𝐄𝐑𝐆𝐎𝐍𝐇𝐀 — 𝐓𝐄𝐌𝐎𝐒 𝐌Ã𝐎𝐒 À 𝐎𝐁𝐑𝐀
Hoje, numa das nossas campanhas de recolha de alimentos e bens de primeira necessidade na Kiwoko da Guarda, uma voluntária nossa ouviu isto:
“Tenham vergonha, pedir para os animais quando estamos em calamidade por seres humanos.”
E custa!
A verdade é simples: nós ajudamos pessoas. Todos os dias. Ajudamos famílias com dificuldades, apoiamos quem precisa, articulamos com quem está no terreno. E também ajudamos animais porque a miséria não escolhe espécie e a empatia também não devia escolher.
Não competimos por dor.
Não hierarquizamos sofrimento.
Não acreditamos que a solidariedade tenha um número limitado de vagas.
Hoje estamos numa loja a pedir ração.
Ontem estivemos a apoiar pessoas.
Amanhã estaremos onde for preciso.
Se isso é motivo para “ter vergonha”, então temos a consciência tranquila.
Porque enquanto alguns criticam, nós agimos.
Enquanto alguns falam, nós fazemos.
Enquanto alguns se indignam nas palavras, nós sujamos as mãos.
Para mostrar que não nos deixamos abalar, o nosso voluntário entrou em modo Rambo: fita na testa, luvas de boxe e cara de missão impossível.
É a nossa forma divertida e simbólica de dizer que a luta diária continua: por pessoas, por animais, por quem precisa mesmo quando alguns criticam do conforto do sofá.
Enquanto uns falam, nós fazemos.
Enquanto uns apontam o dedo, nós carregamos sacos, distribuímos sorrisos e fazemos a diferença. Durante incêndios, durante cheias e no dia a dia em que parece (só parece) que está tudo bem.
Portanto, se nos virem em modo Rambo numa loja, não se assustem: é só a nossa maneira de dizer que solidariedade não desiste. Nem de duas pernas, nem de quatro patas 🥊
Temos ou não temos os melhores voluntários do mundo?