18/07/2022
▶️As toxinas do sapo apresentam substâncias como adrenalina, noradrenalina e serotonina que são potentes vasoconstritores, resultando em aumento da pressão arterial.
▶️As bufotoxinas também aumentam a concentração de cálcio no sistema cardiovascular, causando fibrilação cardíaca, podendo até levar o animal a óbito.
▶️A bufotoxina inibe a bomba de sódio e potássio, sendo que tal bloqueio leva ao acúmulo de potássio extracelular, aumentado o sódio intracelular e estimulando alterações no sódio, potássio e cálcio, consequentemente aumentando os níveis de cálcio nas células miocárdicas.
▶️O sistema digestivo é um dos mais afetados na intoxicação por toxinas do sapo em cães e gatos . São observados vômitos, diarreia, hipersalivação e irritação da mucosa oral.
▶️Em relação ao sistema nervoso, também afetado pela bufotoxina, são vistos midríase, ansiedade, cegueira, ataxia e convulsões.
O diagnóstico é realizado com base na anamnese e sinais clínicos, como ocorre na maior parte das intoxicações em cães e gatos.
▶️Recomenda-se a lavagem da boca do animal em água corrente, imediatamente após o ocorrido. Orientar o tutor, caso ele ligue antes de vir a clínica.
▶️Não existe antídoto específico para as bufotoxinas e, portanto, o tratamento baseia-se na terapia de suporte com alívio dos sinais clínicos e esse tratamento deve ser instituído rapidamente.
▶️São utilizados medicamentos como sulfato de atropina, furosemida, diazepam e fluidoterapia. Se o animal apresentar sinais clínicos mais graves podem ser utilizados lidocaína ou outros antiarrítmicos (para casos de arritmia) e alguns autores recomendam o uso de antibióticos para evitar infecções secundárias.
▶️Embora a letalidade seja considerada baixa, pode ocorrer óbito, principalmente devido ao efeito cardiotóxico das toxinas. Os pets devem ficar internados sob observação, mesmo após ao atendimento e melhora do quadro clínico.