Dr. Felipe Garofallo: Ortopedia Veterinária

Dr. Felipe Garofallo: Ortopedia Veterinária Médico veterinário especializado em ortopedia e cirurgia geral de cães e gatos.

As fraturas de Salter-Harris são fraturas fisárias, ou seja, fraturas do disco epifisário (placa de crescimento ósseo), ...
04/04/2022

As fraturas de Salter-Harris são fraturas fisárias, ou seja, fraturas do disco epifisário (placa de crescimento ósseo), portanto, são encontradas apenas em filhotes e acontecem após um trauma (queda, pisão, ou atropelamento).

A fratura de Salter Tipo l, ocorre ao longo da própria fise, já as fraturas de Salter do Tipo ll, ocorrem ao longo da fise e em uma porção da metáfise (sendo a mais comum de ocorrer).

Em casos onde há fraturas do tipo lll, há separação na fise e em epífise.

No tipo IV, há fraturas em fise, metáfise e epífise.

E por fim, a Salter do Tipo V, são lesões compressivas da fise não visíveis em radiografias, e que se tornam evidentes várias semanas depois quando a função da fise para.

Há ainda uma classificação de Salter do Tipo VI, onde há o fechamento fisário parcial resultante de lesões à porções da fise, e o fechamento fisário assimétrico.
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M.V. Felipe Garofallo Mardegan
CRMV/SP 39.972
Veterinário Especializado em Ortopedia e Neurocirurgia de Cães e Gatos
(11) 91152-4321.

A displasia coxofemoral em cães sem dúvida está entre as doenças ortopédicas mais comuns na espécie, causando dor, desco...
03/04/2022

A displasia coxofemoral em cães sem dúvida está entre as doenças ortopédicas mais comuns na espécie, causando dor, desconforto e perda na qualidade de vida dos pacientes.

Na displasia coxofemoral, há discrepância entre o crescimento dos tecidos moles e o tecido ósseo, gerando uma incongruência entre o acetábulo, cabeça e colo femoral.

Em resumo, há o desenvolvimento anormal das articulações do quadril.

A displasia coxofemoral é uma doença extremamente complexa, que comumente resulta em alterações degenerativas irreversíveis, dor e perda na qualidade de vida.
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Na miosite dos músculos mastigatórios (MMM), o tutor costuma levar seu cão para a clínica veterinária ao reparar que ele...
02/04/2022

Na miosite dos músculos mastigatórios (MMM), o tutor costuma levar seu cão para a clínica veterinária ao reparar que ele não consegue comer por não abrir a boca, ou mesmo pela aparência atrofiada dos músculos da cabeça.

Os músculos acometidos pela doença são os que possuem importante função na mastigação (o masseter, temporal e pterigoide), todos com fibras musculares do tipo 2M.

A doença ocorre devido a uma resposta imunomediada do organismo, que atua contra essas fibras musculares.

Em alguns casos, há relatos de algum histórico de infecção prévia no paciente.
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A doença de Legg-Perthes, também conhecida como a necrose asséptica ou avascular é uma necrose (morte celular) que ocorr...
01/04/2022

A doença de Legg-Perthes, também conhecida como a necrose asséptica ou avascular é uma necrose (morte celular) que ocorre na cabeça e no pescoço do fêmur em cães pequenos entre os 3 e 13 meses de idade, podendo ocorrer em apenas um dos membros pélvicos do cão (apresentação mais comum), ou em ambos.

Essa doença pode prejudicar a qualidade de vida do cão caso não seja diagnosticada e tratada corretamente, uma vez que, ela irá causar dor, desconforto e claudicação.

A principal causa relatada é pela falta de suprimento sanguíneo da artéria circunflexa cranial, responsável por irrigar a região da cabeça e do colo femoral.

Essa falta de suprimento sanguíneo pela artéria ainda hoje não é completamente bem explicada, entretanto, há estudos que indicam que há influência de fatores hormonais, hereditários, de conformação anatômica e de pressão dentro da cápsula articular.
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A panosteíte é uma doença sem causa determinada, autolimitante, que afeta os ossos longos especificamente de cães e está...
31/03/2022

A panosteíte é uma doença sem causa determinada, autolimitante, que afeta os ossos longos especificamente de cães e está relacionada a um aumento da atividade das células dos ossos.

Ela ocorre primariamente em cães jovens (frequentemente 5 a 12 meses) de porte grande e gigante; com frequência quatro vezes maior em machos do que em fêmeas.

A doença pode durar por vários meses e com acometimento em sucessão de vários ossos, com a resolução das lesões em alguns, enquanto se desenvolve em outros, até em média dois anos de idade.
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A tuberosidade da tíbia é uma apófise (saliência), onde localiza-se a inserção da musculatura do quadríceps, através do ...
30/03/2022

A tuberosidade da tíbia é uma apófise (saliência), onde localiza-se a inserção da musculatura do quadríceps, através do tendão patelar.

Quando o joelho é flexionado com força excessiva, o resultado pode ser a avulsão dessa tuberosidade.

O deslocamento pode ser mínimo ou grave, resultando em descolamento da tuberosidade e deslocamento proximal da patela.

Essa é uma fratura comum em filhotes, uma vez que as placas de crescimento estão abertas, e a região está em um período de menor resistência.

Cães de raça grande e com musculatura bastante desenvolvida, também podem fazer avulsão da tuberosidade mais facilmente.
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A distrofia muscular, embora seja uma doença pouco conhecida, é uma desordem primária musculoesquelética que provoca deg...
29/03/2022

A distrofia muscular, embora seja uma doença pouco conhecida, é uma desordem primária musculoesquelética que provoca degeneração progressiva e limita a regeneração muscular.

Em cães com distrofia muscular, o corpo produz uma versão defeituosa de uma proteína chamada distrofina.

A distrofina anormal permite que substâncias que deveriam permanecer dentro da célula "vazem" e permite que substâncias estranhas entrem na célula.

Essas membranas celulares alteradas podem levar a anormalidades na estrutura e função muscular.

Raças como Golden Retriever e Labrador Retriever são as principais a serem afetadas.

Essa é uma doença hereditária e ligada ao s**o, ocorrendo na maioria das vezes em machos.

Fêmeas podem ser assintomáticas e portadoras, ou com manifestação clínica leve da doença.

A distrofia muscular em cães está tipicamente associada a um defeito de um gene no cromossomo X.

As fêmeas recebem duas cópias do cromossomo e, portanto, têm maior probabilidade de receber pelo menos uma cópia funcional do gene.
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O processo ancôneo é um pequeno processo do osso na ulna, o mais longo dos dois ossos do antebraço. As placas de crescim...
28/03/2022

O processo ancôneo é um pequeno processo do osso na ulna, o mais longo dos dois ossos do antebraço.

As placas de crescimento são encontradas nas extremidades dos ossos em animais em jovens e são os locais de crescimento ósseo durante o desenvolvimento.

Quando o cão atinge a puberdade, as placas de crescimento se fecham, fundindo as partes do osso.

A placa de crescimento entre o processo ancôneo e a ulna normalmente se funde por volta dos 5 meses de idade.

Portanto, caso essa linha de crescimento ainda permaneça aberta durante a avaliação radiográfica em animais acima de 5-6 meses é possível realizar o diagnóstico da NUPA.
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A osteodistrofia hipertrófica (ODH) é uma doença do desenvolvimento que afeta as metáfises dos ossos longos, adjacente à...
27/03/2022

A osteodistrofia hipertrófica (ODH) é uma doença do desenvolvimento que afeta as metáfises dos ossos longos, adjacente à placa de crescimento do osso.

Nessa doença, uma série de eventos ocorrem, começando com uma ruptura dos vasos sanguíneos próximos à placa de crescimento, causando morte celular, microfraturas e deposição de novo tecido ósseo, o que torna as extremidades dos ossos espessas.

A causa exata da ODH é desconhecida.

As teorias incluem infecções por vírus ou bactérias, mas nenhum patógeno específico foi isolado. Alguns acreditam que seja devido à deficiência de vitamina C, porque cães com ODH apresentam sinais e alterações ósseas semelhantes ao escorbuto.

No entanto, os cães podem sintetizar sua própria vitamina C, e a suplementação da vitamina em cães afetados nem sempre altera ou cura a doença.

Outros atribuem a doença a uma dieta com excesso de proteínas, calorias e/ou cálcio, mas não há estudos que comprovem.
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O osteossarcoma é um tumor maligno mesenquimatoso produtor de matriz óssea, sendo o tumor ósseo mais comum encontrado em...
26/03/2022

O osteossarcoma é um tumor maligno mesenquimatoso produtor de matriz óssea, sendo o tumor ósseo mais comum encontrado em cães.

Estima-se que seja responsável por cerca de 85% dos tumores no esqueleto canino.

Afeta principalmente os membros (esqueleto apendicular), mas também pode se desenvolver no crânio, coluna e costelas (esqueleto axial).

Em gatos, esse tumor é menos comum e menos agressivo quando comparado aos cães.

O tumor ocorre com mais frequência nos membros torácicos, comumente afetando a parte distal do rádio (articulação do punho) ou a parte proximal do úmero.

O osteossarcoma também pode ocorrer no fêmur e na tíbia do membro pélvico.

Esse tipo de câncer ósseo pode ocorrer em qualquer idade e em qualquer raça, mas geralmente se desenvolve em raças grandes e gigantes, em cães idosos.
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A embolia fibrocartilaginosa é uma lesão da medula espinal de início súbito como resultado de um bloqueio repentino do s...
25/03/2022

A embolia fibrocartilaginosa é uma lesão da medula espinal de início súbito como resultado de um bloqueio repentino do suprimento de sangue de um vaso para uma área da medula.

Acredita-se que êmbolos fibrocartilaginosos estejam associados aos discos intervertebrais.

Os discos intervertebrais são estruturas que permitem estabilidade e suporte da coluna enquanto permitem o movimento e distribuição de cargas entre as vértebras.

A etiologia (causa) dos êmbolos fibrocartilaginosos não é totalmente compreendida, entretanto, é sabido que a lesão da medula espinal é resultado de um bloqueio repentino do suprimento sanguíneo de um vaso para uma área da medula espinal por um fragmento dessa fibrocartilagem.
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A mielopatia degenerativa canina é uma doença caracterizada por uma paralisia progressiva espástica e não dolorosa dos m...
24/03/2022

A mielopatia degenerativa canina é uma doença caracterizada por uma paralisia progressiva espástica e não dolorosa dos membros posteriores em cães idosos.

Essa doença era anteriormente conhecida como radiculomielopatia degenerativa crônica, sendo uma doença degenerativa progressiva da medula espinal.

A mielopatia degenerativa está associada a uma anomalia genética e ocorre por uma mutação do gene SOD1, que codifica a superóxido dismutase, uma proteína responsável pela destruição dos radicais livres no corpo do cão.

Esses radicais livres são prejudiciais quando produzidos em quantidades excessivas, causando a morte celular da medula espinal.
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