26/01/2021
Domingo passado (24/01/21) foi a segunda fase do ENEM (Exame Nacional de Ensino Médio). Tomada por essa vibração, vamos esclarecer o processo CED (Castração, Esterilização e Devolução).
Método este, sempre falado por nós, como solução de protocolo cientifico. Anjos de Canô preza pelo controle da colônia dos gatos já existentes no parque. A situação estava fora de controle, pois haviam muitos nascimentos de filhotes, e, as iniciativas já existentes fazem um trabalho muito competente no parque porém com a enorme demanda de abandono, ficava impossível para qualquer coletivo dar conta de todos os protocolos de garantia de controle da colônia.
Por isso surgimos! Para AJUDAR, colaborar, e tivemos a ideia de criar essa frente.
Vamos a nossa aulinha de hoje?
O contato estrito com cães e gatos vem trazendo grande preocupação quando se trata de sua rápida proliferação. São animais de gestação relativamente curta e normalmente um número considerável de filhotes.
Sua maturidade sexual pode ser atingida a partir dos seis meses de idade, levando então a necessidade de desenvolvimentos
de técnicas para controle populacional.
A preocupação do controle populacional de cães e gatos não é uma preocupação recente. Em 1798, Thomas Malthus, conhecido como o pai da demografia, já alertava a necessidade de técnicas que levassem a esterilização precoce dos animais de estimação, evitando sua proliferação tão acentuada.
Atualmente temos disponíveis três métodos contraceptivos eficazes:
1) imunológico;
2) farmacológico;
3) cirúrgico.
Sendo que os mais utilizados no Brasil são os dois últimos.
Os métodos cirúrgicos de ovariosalpingohisterectomia (OSH) para fêmeas e orquiectomia total (OQ) para machos, são os mais usados para controle populacional de cães e gatos, levando á esterilidade e infertilidade permanente.
Através de alterações anatômicas obtidas com a cirurgia. Além do controle populacional, principalmente no que diz respeito aos felinos de colônias de rua. A diminuição ou supressão da libido, diminui também as brigas entre machos procurando fêmeas, mordeduras e arranhaduras no momento da cópula, o que auxilia também no controle de disseminação de algumas doenças.
Na OQ, diferente da vasectomia, os machos perdem progressivamente a libido. Segundo KENDALL, em
se tratando apenas de controle populacional, em gatos, indica-se a vasectomia como melhor opção. Isso ocorre pelo fato
de estudos mostrarem que gatos castrados podem ter uma diminuição do diâmetro uretral pós-castração, o que pode
levar à doença do trato urinário inferior.
Com relação às fêmeas, a OSH pode ser feita da forma tradicional, pela linha alba, com acesso pelo flanco ou laparoscópica. Seja qual delas for à de eleição, todas são seguras e eficientes. Porém, como em todo procedimento cirúrgico, necessita de um cirurgião habilitado para efetivá-la. Mesmo assim, pode apresentar complicações. No caso da OQ ou vasectomia, as complicações cirúrgicas mais comumente observadas são: dor pós-operatória, inchaços, hemorragias e infecções secundárias. Por isso a necessidade do repouso em abrigos ou lares temporários à esses gatos recém operados. Esse método consiste, resumidamente em: "capturar" o gato e coloca-lo num transporte adequado. levar a uma boa clínica veterinária com profissionais de confiança! Colocar o gato em LT (lar temporário) ou algum abrigo, para somente depois de recuperado de seu pós-operátório, poder voltar à colônia.
A castração precoce, também chamada de pré-pubescente ou pediátrica, é é aquela realizada antes do primeiro cio
das cadelas e gatas ou então, no caso de machos, antes do primeiro semestre de vida.
Esta modalidade de castração surgiu nos Estados Unidos há cerca de trinta anos, como uma solução à superlotação de cães e gatos nos abrigos de animais, sem que tivessem que encaminhá-los à eutanásia.
A adoção desse procedimento por parte dos abrigos de animais, fez com que posteriormente a normativa da castração precoce se
tornasse lei naquele país.
Esta prática tem colhido resultados positivos e tem-se observado vantagens ante a castração no tempo e tem-se observado vantagens ante a castração no tempo convencional, e muitos veterinários já fazem esse tipo de procedimento aqui no Brasil, pois quanto mais jovens os animais, menor é o índice de complicações cirúrgicas e pós cirúrgicas, além de terem uma melhor e mais rápida recuperação da cirurgia.
Estudos realizados nos Estados Unidos, comparando castração precoce e castração convencional, ao longo de oito anos e avaliando 99.600 (noventa e nove mil e seiscentos) cães e gatos, revelou que há a mesma incidência de complicações físicas e comportamentais, tanto aos castrados precocemente quanto aos castrados a tempo convencional.
Conclusão: Mesmo havendo riscos, os benefícios os superam, afirmando então que veterinários podem seguramente aconselhar os abrigos de animais e seus clientes a castrar precocemente seus animais, ou se possível, já encaminhar o animal castrado ao tutor.
OBS1: Todos os gatos desse post estão disponiveis para adoção. Caso tenha interesse, entre em contato conosco pelo telefone na bio.
OBS2: Somente para lares telados.
Registro fotográfico: Polivalente Filmes/ Ludmila Olivieri copywriting/ 2021.
*todos os direitos reervados.
Estudo de mestrado de:
ANDRADE, Ana Claudia de Souza
BITTENCOURT, Laura Helena França de Barros