01/02/2026
Lidar com o processo de luto pela morte de um ente querido é descrito por muitas pessoas como uma “batalha diária”. Assim também acontece com um animal de estimação: no dia a dia, é preciso enfrentar a ausência de coisas simples, como um passeio pela rua, colocar comida e até limpar uma bagunça feita pelo pet. É por isso que, para alguns, o luto pela perda de um animal pode ser tão — ou até mais — doloroso do que o de um ser humano. Renata Roma, psicoterapeuta especialista em vínculos com animais, explica que esse processo, às vezes, é minimizado porque as pessoas esquecem que o que importa não é a espécie, mas o significado na vida de alguém.
Segundo ela, há um levantamento com tutores nos Estados Unidos que revela que 97% das pessoas declaram que o pet é percebido como um membro da família. “Não é uma surpresa que esse impacto seja tão grande. A pessoa perde uma parte importante de suporte emocional, de rotina e algo que dava sentido aos seus dias.” Vínculo emocional De acordo com Renata, para muitas pessoas, o vínculo estabelecido pode ser tão intenso, que o pet ocupa o lugar emocional de filho ou de amigo. “Muitos se intitulam ‘pai’ ou ‘mãe’ de pet ou simplesmente declaram que ele tem um papel importante em ajudá-las a lidar com questões de saúde mental, como depressão e ansiedade.” “O animal tem um papel de âncora emocional fundamental, está ali presente e exerce um papel não julgador.
As pessoas conversam e compartilham emoções muito profundas com o seu animal de estimação, o que faz com que esse vínculo seja extremamente significativo”, comenta a pesquisadora da Universidade de Saskatchewan, no Canadá.
Leia a matéria completa na coluna É o Bicho!, em metropoles.com 📲 ✨ FONTE 📸: Getty Images