24/10/2016
Um pouco da história dos magníficos gatos...
O gato (Felis catus) (Linnaeus, 1758), conhecido como gato doméstico, é um animal da Família dos felídeos, muito popular como animal de estimação. Ocupando o topo da cadeia alimentar, é um predador natural de diversos animais, como roedores, pássaros, lagartixas e alguns insetos.
O gato doméstico foi denominado Felis catus por Carolus Linnaeus na sua obra Systema Naturae, de 1758. De acordo com critérios filogenéticos, os gatos caseiros são considerados uma das subespécies do gato selvagem. A subfamília Felinae, que agrupa os gatos domésticos, surgiu há cerca de 12 milhões de anos, expandindo-se a partir da África subsariana até alcançar as terras do atual Egito. Existem cerca de 250 raças de gato doméstico, cujo peso variável classifica a espécie como animal doméstico de pequeno a médio porte. Assim como cães com estas dimensões, vive entre quinze e vinte anos. De personalidade independente, tornou-se um animal de companhia em diversos lares ao redor do mundo, para pessoas dos mais variados estilos de vida.
A primeira associação com os humanos da qual se tem notícia ocorreu há cerca de 9.500 anos. Na cultura humana, os gatos fazem parte da figura da mitologia às superstições, passando por personagens de desenhos animados, tiras de jornais, filmes e contos de fadas. Os gatos foram domesticados primeiramente no Oriente Médio e os sinais mais antigos de associação entre homens e gatos datam de 9 500 anos atrás e foram encontrados na ilha de Chipre.
Quando as populações humanas deixaram de ser nômades, a vida das pessoas passou a depender substancialmente da agricultura. A produção e armazenamento de cereais, porém, acabou por atrair roedores. Foi neste momento que os gatos vieram a fazer parte do cotidiano do ser humano. Por possuírem um forte instinto caçador, esses animais espontaneamente passaram a viver nas cidades e exerciam uma importante função na sociedade: eliminar os ratos e camundongos onde eram armazenados os alimentos. Registros encontrados no Egito, como gravuras, pinturas e estátuas de gatos, indicam que a relação desse animal com os egípcios data de pelo menos 5 000 anos.
Elementos encontrados em escavações indicam que, nessa época, os gatos eram venerados e considerados animais sagrados. Bastet (Bast ou Fastet), a deusa da fertilidade e da felicidade, considerada benfeitora e protetora do homem, era representada na forma de uma mulher com a cabeça de um gato e frequentemente figurava acompanhada de vários outros gatos em seu entorno.
O amor dos egípcios por esse animal era tão intenso que havia leis proibindo que os gatos fossem "exportados", e quem não cumprisse era punido com a pena de morte. Ainda, quem matasse um gato era punido da mesma forma e, em caso de morte natural do animal, seus donos deveriam usar trajes de luto.
Entretanto, alguns animais foram transportados clandestinamente para outros territórios, fazendo com que a popularidade dos gatos aumentasse. Ao chegarem à Pérsia antiga, também passaram a ser venerados e havia a crença de que, quando maltratados, estariam maltratando um espírito amigo.
Infelizmente, no início da Idade Média, a situação mudou para pior: os gatos foram acusados injustamente de estarem associados a maus espíritos e, por isso, muitas vezes foram queimados juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria. No século XV, o Papa Inocêncio VIII chegou a incluir os gatos pretos na lista de seres hereges perseguidos pela Inquisição. Assim, esses gatos foram cruelmente acusados de estarem associados a maus espíritos e, queimados nas fogueiras juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria.
Felizmente, ao fim da Idade Média, a aceitação dos gatos nas residências teve um novo impulso, fenômeno que também se estendeu às embarcações, onde os navegadores os mantinham como mascotes e eram conhecidos como gatos de navios, onde também assumiam a função de controlar a população de roedores a bordo. Muitos gatos, então, passaram a ser considerados animais de luxo, ganhando uma boa posição do ponto de vista social, sendo até exibidos em eventos sociais pelas damas. Nessa época, o gato começou a passar por melhoramentos genéticos para exposições, começando assim a criação de “raças puras”, com pedigree.
Por sua domesticação ser relativamente recente, podem facilmente se adaptarem à vida selvagem, formando pequenas colônias, onde caçam em conjunto.
Os gatos são animais bastante populares, sendo ótimos animais de companhia, e ainda ajudam a controlar a população de alguns roedores.
Por isso, não tenham preconceito e pensem que esses animais tão especiais são traiçoeiros e interesseiros. Eles são apenas animais com personalidade e são extremamente fascinantes!
Fontes:
- www.wikipedia.com
- O'Brien, Stephen J.; Warren E. Johnson. (Agosto de 2007). "A evolução dos gatos". Scientific American Brasil.
- www.tribunaanimal.com/textos_gato_e_religiao.htm