12/01/2018
raça Dobermann
São várias e muitas vezes absurdas as lendas que envolvem as características e a origem dos Dobermanns.
Há aqueles que juram por aí que foi Hi**er quem ordenou a criação e o desenvolvimento da raça! - Não podemos negar que ele, provavelmente tenha sido, o apreciador mais famoso destes animais incríveis; nem que foi atroz ou que primava por excelência. Mas podemos afirmar que o surgimento da raça antecede o nascimento dele e leva o nome de seu verdadeiro criador: Herr Louis Dobermann, coletor de impostos e responsavel pelo canil da cidade alemã de Apolda; diz-se que com ajuda do coveiro e do encarregado dos sinos da igreja da cidade.
A idéia surgiu no fim do século XIX, após um assalto sofrido durante uma coleta de impostos. Imaginou um terrier gigante, uma espécie de Pinsher, feroz cão de guarda e extremamente fiel ao dono, um cão que, de acordo com a história local, para defender seu dono "não hesitaria em atacar um animal, um homem ou o demônio, se este aparecesse na sua frente".
Não existem anotações de Herr Louis Dobermann e tão pouco de seus auxiliares. Pouco ou quase nada sabe-se sobre quais cães teriam sido primariamente usados, já que ele tinha no canil, sob sua responsabilidade, todas as raças da época à disposição. Acredita-se que tenha usado em suas primeiras experiências o antigo Pinscher Alemão, preto e cor de canela, assim ficaram conhecidos como Dobermann-Pinscher. O registro nº1 do "Dobermann-Pinscher Club of Germany" foi dado a cadela Schnupp, no ano de 1892, na época com dois anos de idade.
Em busca do temperamento e aspecto desejados, sabe-se que usou vários tipos de pastores alemães nos cruzamentos, o que justifica os longos pelos que os Dobermanns originais exibiam. Cães de caudas curtas também foram introduzidas, o que explica o fato de até hoje a raça produzir exemplares com caudas tão distintas (umas mais finas e longas, outras mais grossas e curtas). O rottweiler é conhecido na Alemanha desde a época do Império Romano, e certamente foi usado na criação básica do Dobermann, que herdou sua força. Já a vigilância e habilidade vieram de cruzamentos com o terrier inglês "manchester-ratter", atualmente conhecido apenas como Manchester. Estes também doaram uma cabeça mais alongada, a melhor definição da cor da pelagem e o almejado pelo curto. Esta genética "roubou" muito da violência dos Dobermanns, tornando-os muito doces para cães de guarda. Então, criadores alemães providenciaram cruzamentos com ferozes e ágeis galgos, o que devolveu a valentia original sem abrir mão dos benefícios adquiridos do cruzamento com o terrier inglês.
A raça foi moda no Brasil nos anos 80, levando muitas pessoas a criar a raça por dinheiro, produzindo exemplares sem qualidade e fora do padrão de comportamento desejado. Acidentes envolvendo a raça existiram tal qual acontece hoje com os pittbulls. Uma Lei foi sancionada exigindo que proprietários de cães dobermanns tivessem avisos da presença dos mesmos em suas propriedades e muitos mitos se criaram nesta época, absurdos como o deles possuirem o massa encefálica menor que a caixa craniana, o que seria anatomicamente impossível! ... e de boatos em boatos, e péssimos cruzamentos, a raça foi, na idéia de muitos, quase extinta.
O fato é que passado o modismo, apenas criadores sérios e apaixonados pela raça permaneceram e executaram um trabalho excepcional, tanto físico quanto psicológico, nos últimos 30 anos! - Os Dobermanns de hoje são maiores, mais robustos, extremamente ágeis, fiéis e muito mais beijoqueiros que os de antigamente. São eximios cães de guarda, mas também excelentes cães de companhia. São ativos e incrivelmente inteligentes; excelentes cães de trabalho. Adoram ficar junto ao dono, são extremamente dóceis e cuidadosos com crianças e idosos, respeitam as visitas e brincam com todos. Por serem tão inteligentes e leais, aprendem muito rápido e se adaptam a vida e ao comportamente exigido por seus donos. Eles têm a força dos rottweiler, a agilidade do galgo e a doçura do manchester e demais terriers.
Os dobermanns brasileiros são geralmente uma mistura da linhagem americana (menor e mais eslinea) e da alemã (maior e mais quadrada), e estão comulmente classificados entre os melhores do mundo, disputando também com exemplares da Republica Tcheca (que tem feito um trabalho excelente no desenvolvimento da raçã). Infelizmente, no Brasil, devido a tantos boatos, hoje a raça não têm o papel merecido no mercado nacional, levando nossos renomados criadores nacionais a exportar a maior parte dos exemplares nascidos por aqui.
Autor Desconhecido!
Na foto Inaqui de Black Shadow